Mundo dos Vinhos
Todas dicas sobre Vinhos e Enologia

Archive for março, 2008

23
mar

Montando uma Adega para Decoração

Posted in Combinação, Dicas  by Marcelo No Comments

Montar uma adega em casa não é tão complicado quanto parece.O importante é fugir da luz e do calor, inimigos de qualquer safra.

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Mesmo com a novidade das adegas portáteis, há quem prefira guardar vinhos e espumantes nos moldes tradicionais: um cômodo da casa onde as garrafas permanecem em condições ideais de temperatura e iluminação. O sonho pede várias precauções. São elas: Isolamento térmico. Para adegas previstas na construção, levante paredes simples de tijolos maciços. Use tijolos comuns ou blocos para erguer paredes duplas, recheadas de placas de poliestireno extrudado. Quem tem o imóvel pronto precisa forrar as paredes com as mesmas placas de poliestireno extrudado, ou ainda com mantas de polietileno expandido aluminizadas. Fernando Miranda, engenheiro e professor de degustação da Associação Brasileira de Sommeliers do Rio de Janeiro, também sugere fazer um barroteamento de madeira nas paredes e preenchê-lo com placas de isopor com 4,5 cm de espessura. O isolante pode então ser coberto com réguas de madeira ou tijolos, cortados longitudinalmente para não ocupar muito espaço. Se houver janelas, feche-as com os mesmos materiais. Temperatura constante. Melhor uma temperatura acima do ideal – o máximo indicado são 21 ºC -, porém estável, do que choques térmicos. Sem verba para investir em equipamentos industriais que mantêm o termômetro entre 13 ºC e 18 ºC? Instale um aparelho de ar condicionado – o split é mais silencioso e causa menos vibração -, mas não esqueça que ele gasta muita energia e sofre desgaste, pois não é fabricado para funcionar ininterruptamente. Umidade e ventilação. Se não for possível comprar uma evaporadora (ou forçadora de ar, tipo de climatizador), abra uma janelinha de 20 x 20 cm no alto de alguma parede. Assim, evitam-se fungos e mofo. Um midificador ou desumidificador deve ser previsto caso a umidade esteja longe de 70%.

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Iluminação: A luz solar é totalmente proibida, e a artificial jamais deve focar as garrafas: ambas interferem no envelhecimento do vinho. “Opte por lâmpadas sem filamento, como as fluorescentes, ou por leds”, diz Marcello Marcassa, da B’Block Adega Inteligente, empresa que planeja adegas. As lâmpadas devem ficar distantes das bebidas, bem como todo tipo de aparelhagem elétrica, pois suas vibrações afetam a bebida. Marcenaria. As madeiras de lei são as mais indicadas, pela durabilidade: vá de peroba, cumaru, cedro ou freijó. “No desenho, prefira losangos, que permitem às garrafas rolarem quando se retira uma unidade colocada embaixo”, ensina Fernando Miranda, autor do projeto à cima.

 

GUARDAR E DEGUSTAR

O antigo porão desta casa paulistana tinha os quesitos ideais para ser transformado em adega na reforma operada pelo arquiteto Mario Gallo. Para isso, o espaço de 20 m2 teve o reboco das paredes descascado, deixando à mostra os tijolos, que, aliados ao chão de terra batida coberto de pedriscos, criam o isolamento térmico necessário. “Dispensamos
climatização, pois os elementos naturais garantem temperatura estável”, diz Mario. Desenhado pelo arquiteto, o móvel de sucupira escura (Agai Artesanato em Madeira) acomoda 400 garrafas.

Esta matéria foi publicada no especial Churrasqueiras na edição de abril de 2007 da revista Arquitetura & Construção

Reportagem: Eliana Medina e Roberta Akan
Ilustrações: Alice Campoy

19
mar

Seis sugestões de vinho para acompanhar bacalhau

Posted in Combinação  by Marcelo No Comments

Vinho que combina
Não existem segredos, nada de sobrepor aromas e sabores!
Brancos encorpados ou tintos de corpo médio, especialmente os frutados


Paladares “exigentes”
Bacalhau é… bacalhau!
Para os seguidores de receitas tradicionais, que passam de pai para filho, perpetuando o ritual.

DUQUE DE VISEU TINTO 2002 – Dão– Portugal
Vinho Tinto
Uvas: touriga nacional, jaen, alfrocheiro, tinta roriz
Rubi brilhante, frutado, macio, taninos médios.
Servir de 16°C a 18°C
(Wine House – Zahil)

QUINTA DO ENCONTRO 2000 – Bairrada – Portugal
Vinho Tinto
Uva: baga
Equilibrado, frutas silvestres, estruturado e elegante
Servir de 16°C a 18°C
(Expand)

GAVI DEI GAVI 2001 – Piemonte – Itália
Vinho Branco
Uva: cortese
Seco, longo, intenso, frutado, encorpado, final com nozes
Servir de 11°C a 13°C
(Grupo Franco Suíssa)


Paladares criativos
O bacalhau foi reinventado ao redor do mundo. Existem atualmente variadas alquimias dos sabores de cada povo.

FINCA EL PORTILLO MALBEC 2003 – Mendoza – Argentina
Vinho Tinto
Uva: malbec
Vermelho intenso, frutado, eucalipto, tabaco, redondo, taninos macios e envolventes
Servir de 16°C a 18°C
(Wine House – Zahil)

LA JOYA CABERNET SAUVIGNON 2002 – Vale Colchagua – Chile
Vinho Tinto
Uva: cabernet sauvignon
Rubi intenso, corpo médio, taninos macios, elegante
Servir de 16°C a 18°C
(World Wine – La Pastina)

MASTERPIECE CHARDONNAY 2003 – Murray Valley – Austrália
Vinho Branco
Uva: chardonnay
Amarelo palha, frutado, seco, aroma cítricos, bom corpo e hamonioso
Servir de 10°C a 12°C
(Best Wine)


*Núbia e Roberto Camargo são consultores de vinho e atuam há mais de 20 anos no ramo.

Fonte: Veja São Paulo

19
mar

O seqüenciamento genético da uva pinot noir

Posted in Curiosidades, Notícias  by Marcelo No Comments

Revelado o mapa do sabor

O seqüenciamento genético da uva pinot noir,
alma dos cobiçados borgonhas, abre caminho
para safras melhores e mais baratas


Rafael Corrêa

Ian Shaw/Getty Images
Cachos da pinot noir, no interior da França: no futuro, será possível criar versões transgênicas da fruta


Os italianos acabam de dar outra contribuição relevante ao mundo dos vinhos. Um grupo de pesquisadores liderados por Riccardo Velasco, do Instituto San Michele all’Adige, publicou o seqüenciamento mais completo feito até hoje do genoma da uva pinot noir. Essa qualidade de uva é conhecida por servir de matéria-prima para os exclusivos, cobiçados e caros vinhos da região da Borgonha, na França. Muito suscetível a pragas e doenças, ela só atinge sua plenitude quando cultivada em determinadas condições de solo e clima – um conjunto de fatores a que os franceses chamam de terroir. Com a decodificação do genoma da pinot noir, no entanto, será possível depender menos das condições ambientais para produzi-la. Além disso, os cientistas poderão selecionar variedades mais resistentes a pragas. Mais adiante, prevê-se até criar tipos adaptados a climas hoje considerados inadequados. Na prática, isso significará tirar da região francesa da Borgonha a exclusividade das melhores pinot noir do mundo.

A pesquisa conduzida por Velasco coloca água no vinho dos produtores franceses, que adoram realçar as qualidades de seu terroir. Um mapa com informações sobre os genes que determinam as características da uva é uma ferramenta poderosa para aumentar a produtividade das colheitas e baratear o custo do vinho pinot noir. Os pesquisadores identificaram marcadores relacionados a características como sabor, aroma e concentração de resveratrol, substância com propriedades antioxidantes e antiinflamatórias presente na casca e nas sementes da fruta. O conhecimento des-ses marcadores permite que se dê o próximo passo – o melhoramento genético. Não é a primeira vez que o genoma da pinot noir é seqüenciado. Em agosto passado, um grupo de cientistas franceses e italianos publicou um estudo na revista científica Nature com o mapa dos genes da uva. A diferença em relação ao feito do Instituto San Michele all’Adige está no detalhamento das informações. O trabalho do centro de pesquisa italiano não só esquadrinhou os 30?000 genes da pinot noir como identificou 2 milhões de polimorfismos de nucleotídeo simples – as variações nas bases formadoras do DNA.

“Com esse nível de detalhe é possível identificar com precisão as pequenas diferenças genéticas que determinam por que uma variedade resiste a doenças e outra não”, explica Luís Fernando Revers, pesquisador da Embrapa e especialista em genética de uvas. “Esse processo é chamado de genética fina e acelera muito a busca por variedades melhores.” O mapa dos genes da pinot noir também abre caminho para a criação de versões transgênicas da uva. A possibilidade de inserir genes de outras plantas no genoma da pinot noir deixa os produtores franceses de cabelo em pé. Eles acreditam que uma bebida feita a partir de uma uva transgênica é um sacrilégio que rompe com a tradição mi-lenar do vinho. Mas de sacrilégio em sacrilégio o mundo se move.

Do terroir ao laboratoire

O seqüenciamento do genoma da lendária uva da Borgonha, a pinot noir, pode ser um pesadelo para os produtores franceses, para os quais a terra e o clima (terroir) é que fazem a qualidade de seus vinhos. Com o avanço no laboratório será possível

• desenvolver variedades da uva mais resistentes a doenças, aumentando a produtividade

• produzir uvas que darão vinhos com sabor e aroma mais intensos

• aumentar nas uvas a concentração de resveratrol, substância com propriedades antiinflamatórias e antioxidantes

• desenvolver variedades que possam ser cultivadas em regiões onde o clima não é favorável

A multiplicação do champanhe

Nos próximos cinco anos, estima-se que o consumo de champanhe no mundo crescerá 13%. Para atender à demanda pelo mais célebre dos vinhos, o governo francês vai aumentar a área oficial de produção. Hoje, apenas os espumantes originários de uma pequena parte da região de Champagne podem receber o nome de champanhe. A partir de 2009, deverão ser incluídos quarenta municípios aos 319 autorizados a fabricar a bebida. Em 2007, foram produzidos 400 milhões de garrafas. Com a nova área, o número saltaria para 3,2 bilhões de garrafas anuais. O terroir, conjunto de clima e solo favoráveis, é o diferencial da região. Caracteriza-se por um clima de temperatura amena, com pouca radiação solar, e solo com boa drenagem. Mas os critérios oficiais que certificam os espumantes levam em conta uma série de outros fatores. Definitivamente, não é fácil ser champanhe em Champagne.

Com reportagem de Marcio Orsolini

Fonte: http://veja.abril.com.br/090108/p_082.shtml

1
mar

Executivo propõe mudança em norma sobre vinho composto

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O Projeto de Lei 2486/07, do Executivo, permite que os produtores de vinho composto adicionem ao produto, em conjunto ou separadamente, os ingredientes que o caracterizam (álcool etílico potável de origem agrícola, açúcar, caramelo e mistela simples). O projeto altera a lei art. 15 da Lei nº 7.678/88, que dispõe sobre a produção, circulação e comercialização do vinho e derivados da uva e do vinho. A atual redação desse artigo não menciona a possibilidade de os ingredientes serem adicionados “em conjunto ou separadamente”.

Conforme exposição de motivos do Ministério da Agricultura, essa alteração, além de disciplinar a questão da produção do vinho composto e regularizar o mercado desse produto (atualmente existem 638 vinhos compostos registrados no Ministério da Agricultura), oferecerá os instrumentos jurídicos adequados para o registro do produto junto ao ministério, tornando possível a atualização desse dispositivo legal à realidade hoje encontrada no mercado mundial.

Conforme a lei, o vinho composto deverá conter no mínimo 70% de vinho de mesa e se classifica em: vermute, quinado, gemado, vinho composto com jurubeba e vinho composto com ferroquina, entre outros.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=117906

1
mar

Miolo e Grupo Pão de Açúcar fecham parceria

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O Grupo Pão de Açúcar anuncia parceria inédita com a Miolo Wine Group para comercialização de vinhos e espumantes nacionais. A produção da vinícola gaúcha para o Grupo Pão de Açúcar irá compor a linha exclusiva Club des Sommeliers, marca internacional criada pelo Casino composta por rótulos franceses, chilenos, argentinos, portugueses, italianos e brasileiros.

A produção para a marca exclusiva da rede é de categoria Reserva, nas variedades cabernet sauvignon, merlot, chardonnay e rosé. Os brancos e roses são da safra 2007. Já os tintos, da safra 2006. Os espumantes são elaborados a partir do método champegnoise (envelhecimento na própria garrafa) nas opções brut, brut rosé e demi-séc. Todos os produtos foram elaborados com cortes exclusivos de uvas do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. Os rótulos também trazem informações em braile de cada bebida.

Neste primeiro ano de parceria serão produzidas 600 mil garrafas de Club des Sommeliers que estarão disponíveis no Paraná nas redes Pão de Açúcar e Extra. Além da capital paranaense, os vinhos serão vendidos em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Distrito Federal. A expectativa é que os rótulos brasileiros participem com 20% das vendas da linha no Brasil.

O segmento de marcas próprias faz parte de uma tendência do varejo mundial, no entanto, a entrada dos vinhos nesse mercado é uma novidade. O Club des Sommeliers surgiu no Brasil em 2001, com a proposta de buscar parceiros em diversos países que alinhem qualidade com excelente relação custo/benefício. Atualmente são 36 rótulos, sendo cinco argentinos, cinco chilenos, cinco portugueses, dois italianos e 16 franceses e agora mais sete nacionais. No ano passado, a linha registrou alta de 50% em suas vendas.

Miolo Wine Group
A Miolo Wine Group reúne uma linha de mais de 70 produtos elaborados a partir de parcerias nacionais e internacionais. Tem por objetivo atuar no mercado mundial com uma variedade de vinhos de qualidade que atenda a todos os segmentos premium. O Grupo possui sete projetos: Vinícola Miolo (Vale dos Vinhedos, RS), Fortaleza do Seival Vineyards (Campanha, RS), RAR (Campos de Cima da Serra, RS), Lovara Vinhos Finos (Serra Gaúcha, RS), Fazenda Ouro Verde (Vale do São Francisco, BA), Viasul (Chile) e Osborne (Espanha e Portugal).

Fonte: Paranashop

 
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