Mundo dos Vinhos
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Archive for abril, 2008

21
abr

Universidade usa cegos para melhorar vinho na Espanha

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Da BBC

A Universidade de La Rioja está usando cegos em um projeto que visa melhorar a qualidade do vinho produzido na tradicional região vinícola da Espanha.

De acordo com o professor de Enologia Gonzalo Gonzalo, os deficientes visuais conseguem detectar problemas de aroma e paladar mais cedo do que máquinas que usam processos químicos tradicionais.

Isso permite que as imperfeições do vinho seja corrigidas antes, melhorando o resultado final.

“Não é que os cegos tenham os sentidos mais desenvolvidos. O que acontece é que, ao ter que suprir a falta de um deles, eles acabam se concentrando mais nos outros”, disse à BBC Brasil Gonzalo, co-autor do projeto.

“Se você quiser se concentrar para ouvir uma música, por exemplo, fechando os olhos vai conseguir focar seus sentidos ali. Assim é como funcionam os sentidos dos deficientes”, completou o professor.

Por acaso

O método foi descoberto por acaso nos laboratórios da universidade, quando um professor convidou um amigo cego para um teste de vinhos.

Os pesquisadores notaram, então, que o cego definia os picos de intensidade de aroma de cada vinho antes e com mais detalhe do que os processadores convencionais.

Atualmente, duas turmas de cegos participam dos processos de avaliação das características do vinho.

“A intenção é que os cegos cheguem a elaborar vinhos baseando-se nos processos químicos combinados com seus instintos”, explicou Gonzalo.

Os pesquisadores também descobriram que mulheres cegas têm mais facilidade para as análises químicas dos vinhos, por terem o olfato mais aguçado do que os homens, sobretudo em em dias de ovulação e durante a gravidez.

15
abr

Vinhos orgânicos livres de substâncias químicas

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Por Marcelo Onaga

EXAME O que uma garrafa de Romanée-Conti pode ter em comum com aqueles saquinhos estufados de rúcula que ficam à venda nos balcões refrigerados dos supermercados? Nada, responderá, com razão, quem pensar apenas em preço e sabor. Mas os consumidores que só comem frutas e verduras que nunca tiveram contato com substâncias químicas podem ficar felizes ao saber que um dos melhores vinhos do mundo é tão orgânico quanto as folhas de alface, chicória e acelga que eles adoram devorar. O Romanée-Conti é o mais célebre representante de um tipo de bebida que vem causando frisson entre os ecochatos: o vinho orgânico. Trata-se de uma classificação pouco utilizada até poucos anos atrás, mas que começou a ganhar força com a onda natureba que vem invadindo os mercados do mundo inteiro. A procura é tão grande que já surgiram na Europa lojas especializadas na comercialização dos vinhos ecochatos.

Os vinhos naturais entraram na moda nos últimos anos, principalmente na França. Atualmente, são consumidos cerca de 160 milhões de litros da bebida, o que representa 5% do total de 3,2 bilhões de litros vendidos por ano. Há cinco anos, a participação dos orgânicos não chegava a 2% do consumo total. “A divulgação dos produtos orgânicos como um todo e a conscientização das pessoas, que se preocupam mais com a saúde e com a preservação da natureza, foram decisivas para elevar o consumo de vinhos orgânicos”, diz Jean Pierre Amoreau, dono do Château Le Puy, que desde 1610 produz vinhos naturais. É da vinícola de Amoreau que sai o Barthélemy, um dos melhores vinhos naturais da França na opinião de especialistas. “É um vinho sem nenhuma adição de sulfito”, diz o consultor francês Jacques Trefois, um dos maiores especialistas no assunto. O sulfito, aliás, é uma espécie de satanás dos vinhos para um ecoenófilo. Segundo os críticos, essa substância, utilizada para ajudar a conservar o vinho, é a culpada pelas dores de cabeça que aparecem na manhã seguinte a uma noite de degustação de taças e mais taças de vinhos comuns. “Vinhos naturais não dão dor de cabeça. A ressaca é culpa do sulfito”, diz o cantor Ed Motta, assumidamente radical na defesa dos vinhos naturais. “Hoje em dia só bebo vinhos orgânicos da Borgonha.”

Mais sabor

A predileção de Ed Motta pelos naturais nada tem a ver com o cuidado com o corpo. O cantor é um dos entusiastas que tentam reproduzir no Brasil o sucesso que os vinhos orgânicos fazem na França. Ele é responsável, junto com o executivo Marcos Mikulis, pela nova carta de vinhos do Hotel Emiliano, de São Paulo. Parte dela terá vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais. “Os clientes começam a procurar produtos desse tipo e queremos mostrar o que há de melhor entre os vinhos”, diz Mikulis. Também o restaurante paulistano D.O.M., do premiado chef Alex Atala, começa a trabalhar com vinhos naturais. “É uma tendência. Os vinhos naturais são melhores que seus pares não-orgânicos”, diz Celso La Pastina, dono da World Wine, maior importadora de vinhos orgânicos do país. Por ter uma produtividade reduzida e um processo de fabricação quase artesanal, os vinhos orgânicos são mais caros do que seus similares não-orgânicos — chegam a custar o dobro de um vinho de qualidade equivalente. Muitas vezes, toda uma colheita é perdida porque pragas que não foram combatidas com agrotóxicos degustaram as uvas antes de elas virarem vinho.

Os fãs do produto dizem que vale a pena. “São vinhos feitos por gente preocupada não só com dinheiro mas também em espalhar um estilo de vida mais saudável”, diz Ed Motta. A classificação de orgânico, no entanto, não garante qualidade ao vinho. “Há orgânicos maravilhosos e outros que são intragáveis”, diz Veronique Raskin, fundadora da Organic Wine, uma das primeiras lojas de vinho orgânico da Califórnia. “O problema é que quem prova um orgânico de má qualidade acha que todos os vinhos do tipo são ruins.”

A classificação orgânica entre os vinhos é um pouco mais complexa que a usada entre verduras, frutas e legumes. Há três divisões: orgânicos simples, biodinâmicos e naturais. Os primeiros são vinhos que usam apenas uvas cultivadas sem nenhum agrotóxico, mas que podem ter substâncias químicas adicionadas durante o processo de produção da bebida (como o odiado sulfito). Os biodinâmicos são uma espécie de “orgânicos esotéricos”. Além de não utilizar química no plantio das uvas, os produtores respeitam o calendário lunar e fazem preparos com ervas, água da chuva e até chá de pêlos de rabo de cavalo e raspas de chifres de boi para borrifar nas parreiras. Mas, durante o processo de fabricação, a adição de compostos químicos também é permitida. Já os naturais são os xiitas, os mais radicais — e os mais desejados entre os ecoenófilos. O cultivo das uvas é feito com base nos preceitos orgânicos ou biodinâmicos. A grande diferença está no processo de fabricação. “Nada pode ser acrescentado. É um vinho totalmente natural que reflete toda a sua origem”, diz o consultor Trefois.

Tem até chifre de boi
Não basta ser livre de agrotóxicos para o vinho agradar aos enonaturistas mais radicais
Orgânicos
Feitos com uvas cultivadas de forma totalmente natural, sem inseticidas, pesticidas nem agrotóxicos. Mas permitem a adição de
substâncias químicas para conservação ou correção de sabor
Biodinâmicos
O cultivo das uvas também é totalmente livre de produtos químicos. Os produtores respeitam o calendário lunar e utilizam poções à base de ervas, água da chuva e até raspas de chifre de boi para borrifar nas parreiras
Naturais
São os melhores. Podem usar uvas produzidas de forma orgânica ou biodinâmica, mas os produtores não acrescentam nenhuma substância (química ou não) durante e depois do processo de fermentação

Claro, a ausência completa de conservante traz reflexos negativos (por exemplo, as lesmas que acompanham as folhas de alface orgânica). A maioria dos vinhos naturais não pode ser guardada por muito tempo, tampouco suporta ser deslocada por grandes distâncias. Qualquer variação de temperatura pode provocar uma nova fermentação — e, nesse caso, o melhor que se consegue é um vinagre para temperar a rúcula orgânica.

15
abr

Combinações com queijos

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Principais queijos e algumas opções de acompanhamento.


BRIE
Características: Gordo, cremoso e francês Com outros queijos ou carne.
Como servir: Acompanhado de vinho branco Chardonnay, para bire jovem, ou tinto Shiraz, para brie maduro.

EMMENTAL
Características: Suíço, de casca rígida e salgado Em pratos de queijo e fondue.
Como servir: Vai bem com vinhos tintos Pinot Noir e Cabernet Sauvignon.

GORGONZOLA
Características: Casca fina, polvilhado de ervas.
Como servir: Cai muito bem com molhos de salada e vinho tinto encorpado do tipo San Giovese.

GRUYÈRE
Características: Suíço, geralmente muito grande e duro.
Como servir: Na tábua de queijos ou em quiches e pratos gratinados. Casa-se bem com vinho tinto Shiraz.

PARMESÃO
Características: Duro e de sabor picante.
Como servir: Em saladas e carpaccio ou ralado sobre massas. Uma boa opção é ser escoltado por vinho tinto Cabernet Sauvignon.

CAMEMBERT
Características: Pequeno e cremoso, coberto por uma casca de mofo.
Como servir: Com pão ou maçã verde. Com vinho tinto Shiraz, se o camember for maduro, ou um branco Chardonnay, se ele for jovem.

PROVOLONE
Características: Defumado, feito com leite de ovelha, tem sabor picante.
Como servir: Puro, assado ou à milanesa, combina com vinhos tintos Pinot Noir e San Giovese.

ROQUEFORT
Características: Levemente cremoso e com traços verdes.
Como servir: Com saladas, outros queijos e um vinho branco do tipo Semmilon Late Harvest.


Fonte: Associação Brasileira das Indústrias de Queijo.

 
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