Mundo dos Vinhos
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Archive for maio, 2008

31
mai

Cantos gregorianos são usados para melhorar qualidade dos vinhos chilenos

Posted in Curiosidades, Notícias  by Marcelo No Comments

da Efe

O enólogo chileno Aurelio Montes, fundador da Viña Montes, reproduz cantos gregorianos em suas adegas para melhorar a qualidade da bebida durante sua criação, pois, segundo ele, a música e o vinho formam uma união indissolúvel.

“Sempre achamos que a música e o vinho andam juntos. É muito diferente tomar uma taça em um lugar barulhento e incômodo do que o fazer sentado escutando uma música agradável, seja clássica ou moderna”, explica à Agência Efe.

Por isso, quando em 2004 construiu sua adega do Valle de Colchagua (centro), Montes colocou um equipamento de música e alto-falantes para envolver a sala de tonéis com cantos gregorianos e conseguir que o vinho amadurecesse em um ambiente relaxante.

“Queríamos um tipo de música que desse uma sensação de calma e paz e descobrimos que os cantos gregorianos eram algo sagrado, relaxante”, afirmou Montes.

A suspeita de que a música tinha influência na bebida foi confirmada por um estudo publicado na revista “National Geographic” que destacava a influência positiva dos ritmos e melodias na água e nas plantas.

“No vinho, as diferenças são muito sutis”, explica Montes, convencido de que a música monástica beneficia seus vinhos, sobretudo o Cabernet Sauvignon.

“Desde que colocamos música, o vinho envelhece com uma grata harmonia. No início, o vinho é um pouco agressivo, como um jovem, mas com a música os taninos se acalmam”, assegura.

A vontade de relacionar vinho e música fez com que Aurelio Montes iniciasse, junto à Universidade Heriot-Watt (em Edimburgo, na Escócia), uma ambiciosa pesquisa que determinou que a música pode influir no sabor.

Os psicólogos desta universidade escocesa comprovaram que as diversas melodias estimulam distintas partes do cérebro e preparam o consumidor para degustar os vinhos.

Assim, uma peça musical de grande força como “Carmina Burana” faz com que um Cabernet Sauvignon seja degustado até 60% mais forte e encorpado.

Por outro lado, na hora de saborear um Chardonnay, o ideal é escutar “Rock DJ”, de Robbie Williams, ou “Spinning around”, de Kylie Minogue, enquanto para tomar um Syrah o melhor é um clássico como “Nessun Dorma”, de Puccini, interpretada por Luciano Pavarotti.

Embora Aurelio Montes intuísse que havia relação direta entre música e percepção gustativa do vinho, o enólogo está “extremamente surpreso” com a pesquisa.

Animado com os resultados, o fundador da Viña Montes já tem em mente novos testes para que o vinho possa ouvir estrelas do rock como Jimi Hendrix.

Aurelio Montes está convencido de que estas descobertas influirão nos hábitos de consumo e não descarta que, apesar do tipo de comida recomendado, os rótulos do futuro tenham o tipo de música para realçar suas qualidades.

Inspirar o amadurecimento do vinho com música é, por enquanto, um método exclusivo de Viña Montes, mas seu descobridor tem certeza de que outras adegas adotarão em breve esta inovadora técnica.

Ainda se verá o efeito deste peculiar achado no sofisticado universo vinícola, coalhado de tons, variedades, matizes e aromas.

Mas Aurelio Montes não acredita que o vinho se torne mais elitista e exclusivo.

“O que acontece é que o vinho é um dos poucos produtos considerados uma obra de arte, porque, em sua elaboração, há um pouco de artesanato”, diz ele.

Por enquanto, os produtores de vinho que queiram tirar o máximo de proveito de seu produto deverão adquirir conhecimentos musicais, enquanto os consumidores, além de escolher a comida adequada, se verão na encruzilhada de escutar Rolling Stones ou Paul McCartney.

31
mai

Um brinde ao vinho nacional

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MARTHA CAUSpx Um brinde ao vinho nacional

empty Um brinde ao vinho nacional

Com 114 prêmios no ano passado, setor vinícola do Brasil amplia cepas de uva e regiões produtoras

Caxias do Sul – Ao deparar com uma prateleira repleta de garrafas de vinhos de diversas variedades de uva, pense bem antes de optar por um importado de baixo valor. Você poderá deixar de lado muitas preciosidades elaboradas nas vinícolas da Serra e arriscar levar para casa um exemplar estrangeiro de qualidade inferior.

A presença de importados nas adegas dos apreciadores é inevitável e até recomendada, pois a diversidade existente no mundo vitivinícola está aí para ser explorada. Acontece que essa é a mesma razão pela qual as opções nacionais também devem ser incluídas na coleção.

Desde os anos 90, as cantinas da Serra vêm evoluindo a cada ano, perseguindo a qualidade exigida nas rodas internacionais do segmento. Tanto que, no ano passado, os vinhos e espumantes nacionais conquistaram 114 prêmios ou menções honrosas nos 21 concursos em que participaram. Neste ano, já foram abocanhados outros 37, em sete premiações. Os espumantes merecem inclusive destaque especial: representam em torno de 55% das medalhas. Graças a eles, o Brasil entrou no rol dos melhores fabricantes mundiais do produto, disputando a preferência dos bebedores com países como França, Itália e Espanha. – Mesmo os italianos, que têm proseccos muito bons a preços baixos, não apresentam a mesma qualidade que os proseccos da nossa região – ressalta o diretor executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani.

Aliás, as exportações do produto são um bom contraponto para quem pensa que a produção nacional é inferior à dos demais países de tradição vitivinícola. No ano passado, as cantinas brasileiras remeteram seus produtos para cerca de 20 países.

- Temos uma grande diversidade de vinhos tanto em preço, variedade de uva e regiões produtoras – justifica Paviani.

A informação pode ser comprovada com uma olhada nos rótulos disponíveis nos supermercados. O tradicional cabernet sauvignon disputa espaço com mais de uma dezena de cepas de uva. A expansão da atividade também propiciou o aparecimento de outras regiões produtoras além da Serra, como a Campanha, a Serra do Sudeste e os Campos de Cima da Serra. A região serrana de Santa Catarina e o Nordeste brasileiro são outros exemplos. Essa diversidade amplia as chances de escolher um vinho que melhor se adapte ao paladar de cada consumidor.

Fonte: ClicRBS

10
mai

Rio sediará a 1ª Jornada Internacional do Vinho

Posted in Dicas, Eventos  by Marcelo No Comments
Este ano o Rio de Janeiro vai sediar a 1ª Jornada Internacional do Vinho, um misto de festival cultural e feira setorial voltado para profissionais e todos os interessados em vinho. A jornada, que acontece entre os dias 8 e 11 de agosto, deve reunir 9 mil visitantes nos quatro dias.

O ingresso para o público externo será de R$ 25. Já para sommeliers, restaurateurs, distribuidores, varejistas, estudantes de eno-gastronomia e consultores a entrada será franca. Os estandes de expositores reunirão produtores, associações, importadoras e grandes marcas. Haverá também workshops, alguns exclusivamente para profissionais e outros também para o público, com palestrantes de renome internacional.

O último dia do evento coincide com o primeiro dia a 50ª edição do Conotel (Congresso Nacional de Hotelaria), que após anos volta a ser realizado no Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 13 de agosto. Os dois eventos serão realizados no Centro de Convenções Sulamérica e os participantes de ambos poderão se beneficiar com a troca de informações e da oportunidade de conhecerem um pouco mais os mercados.

Mais informações: (21) 2178-2315 ou www.escalaeventos.com.br

Fonte: Folha do Turismo

4
mai

Como encarar o sommelier

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Por Suzana Barelli

EXAME Nessa noite, ele quer impressionar. O romântico jantar foi marcado com semanas de antecedência num dos melhores restaurantes da cidade. Couvert? Claro. Uma taça de espumante? Por que não? Tudo vai nos conformes até que chega a temida hora: o sorridente sommelier inicia sua abordagem, entrega uma imensa carta de vinhos, com mais de 1 000 rótulos, e aguarda pacientemente uma decisão. Os minutos começam a passar lentamente. Perdido entre tantas opções, sem saber se pedir um vinho barato é uma vergonha, temendo que um rótulo caro demais coloque a conta no vermelho, há quem sue frio e lamente em segredo não poder pedir o bom e velho uísque. A saída encontrada por muitos é simplesmente apontar rapidamente para o primeiro nome conhecido da carta. “Muitos vêem o sommelier como inimigo, aquele que está lá para empurrar um vinho caríssimo”, diz Manoel Beato, responsável pelos vinhos do grupo Fasano. “Embora esse tipo exista, a função do sommelier é ajudar, não aterrorizar.”

A solução para o impasse é tornar o sommelier um aliado. Responsável pelo serviço das bebidas, ele conhece — ao menos teoricamente — todos os rótulos listados ali e sabe como harmonizá-los com as receitas da casa. O primeiro passo para ter o sommelier a seu lado é afinar a linguagem. O mundo do vinho tem um vocabulário próprio, peculiar. Suave, por exemplo, é uma bebida doce, com açúcar residual, e não um vinho levinho, como muitos imaginam. Frutado, para o sommelier, é uma bebida mais perfumada, como aquelas elaboradas com as uvas gewürztraminer e moscato. “Às vezes, o consumidor pede um vinho leve, mas quer um tinto redondo, macio e, principalmente, encorpado”, diz Beato. “É preciso traduzir o cliente.” Ou, mais precisamente, traduzir o sommelier.

Embora as características do vinho sejam importantes para definir o que vai acompanhar o jantar, o que atormenta a cabeça dos comensais é, quase sempre, o preço. O medo é passar vexame caso o sommelier indique um vinho fora do alcance do bolso. Como ninguém gosta de bradar quanto está disposto a pagar, os mais experientes recomendam o uso de frases cifradas que passem o recado. Comentários sobre suas preferências pessoais ajudam. Podem ser informações simples, como “tomei um Valpolicella que me agradou” ou “aprecio vinhos da Borgonha, como o Romanée-Conti”. No primeiro caso, a mensagem é que o consumidor quer um vinho tinto de corpo médio e não está disposto a gastar mais que 70 ou 80 reais na garrafa. No segundo, o comensal está preocupado com o rótulo, quer tomar um dos grandes vinhos da carta e não liga para o preço (a safra 2001 do Romanée-Conti está à venda nas importadoras no Brasil por 8 900 reais a garrafa). “Outra dica é escolher por país: se é um jantar mais simples, peço um chileno ou argentino, sempre mais baratos. Caso contrário, procuro entre os franceses”, afirma Joseph Tutundjian, presidente da Winner Comércio Internacional. São formas indiretas de definir o preço de um vinho sem ter de falar abertamente, à mesa, quanto quer gastar.

Seria simples, mas o fato é que há, realmente, grande número de malandros espalhados pelos restaurantes do país — que tiram proveito da insegurança dos incautos para lucrar um pouco mais. “Muitos profissionais não respeitam as regras mais básicas”, diz Manuel Luz, coordenador do curso de sommelier profissional da Associação Brasileira de Sommeliers. Ele próprio uma vez foi surpreendido pelo preço de uma dose de vinho do Porto cobrado na conta. “Pedi uma taça para acompanhar a sobremesa e não olhei o preço”, afirma. O profissional serviu uma taça de um Porto 30 anos que custava mais que todos os pratos da casa. O normal, nesses casos, é servir uma taça de Porto Ruby, mais acessível. “Exemplos como esse infelizmente contribuem para a lenda de que o sommelier quer empurrar o vinho mais caro”, diz Luz.

SOMMELIER À PROVA
Os especialistas indicam alguns cuidados para manter a guarda alta. “Peça sempre mais de uma opção ao sommelier e preste atenção se ele coloca maior ênfase na garrafa mais cara ou na mais barata”, afirma Hélio Duarte, diretor executivo de relações institucionais do HSBC e consumidor de vinho para lá de exigente. Duarte também desconfia quando o profissional insinua que a bebida escolhida não combina com o menu e sugere outra garrafa numa faixa de preço mais alta. Ou insiste muito num vinho específico — pode ser um sinal de que ele está querendo forçar a barra.

Há outras maneiras de testar o sommelier. Antes de ir ao restaurante, o cliente pode preparar algumas perguntas específicas (para as quais saiba as respostas, claro). Se o profissional souber responder, bom sinal. O comensal também pode pedir pratos para os quais já conhece a harmonização com o vinho e solicitar uma sugestão para conferir a capacidade do sommelier. Se ele passar na prova, começa a merecer a confiança do cliente. No entanto, se o profissional aproveitar a deixa para exibir seus supostos conhecimentos, dizendo que um vinho é mais amadeirado ou fez a fermentação malolática em barricas, cuidado. Pode ser a maior roubada. Em situações como essas, não se incomode em ignorar a recomendação do sujeito. Afinal, quem vai pagar a conta é você.

1
mai

A escolha nos jantares de negócios

Posted in Combinação, Dicas  by Marcelo No Comments
EXAME

Em poucos momentos a definição sobre qual vinho escolher é tão complicada quanto nos almoços e jantares de negócios. Coadjuvante importante, a garrafa não pode roubar a cena, mas também não pode passar despercebida. É um rótulo mais difícil de ser escolhido, mas o anfitrião não deve perder muito tempo na definição de qual branco ou tinto pedir e, menos ainda, indicar quanto quer gastar na frente de seu convidado. “Cada vez mais clientes me ligam antes para definir o vinho”, afirma Manoel Beato, do Fasano, em São Paulo. Pelo telefone, há mais tempo para pensar nas alternativas e analisar os rótulos disponíveis na carta. E, principalmente, é mais fácil informar sem rodeios quanto se está disposto a pagar. Há quem prefira pedir para enviar a carta de vinhos por fax para estudá-la com calma. Mas isso ainda é uma raridade entre os clientes brasileiros.

Combinado com antecedência, o serviço de vinho ganha em qualidade. Há rótulos que pedem a decantação antecipada, o que é impossível fazer quando o cliente já está à mesa. Nesses casos, o sommelier consegue se planejar e decantar o vinho antes, além de garantir que a bebida estará na temperatura correta e que tem garrafas suficientes para a ocasião. Outra saída é chegar 15 minutos antes dos convidados para conversar com o sommelier. Assim, quando o jantar começar, o anfitrião pode sugerir o vinho com segurança — e até dar ares de entendido. Responsável pela carta de A Figueira Rubaiyat, em São Paulo, com seus 1 170 rótulos e quase 40 páginas, Fabiano Fernandes Aurélio conta que nesses casos seu conselho é um só: não pedir muitos rótulos e se concentrar em um ou dois vinhos, no máximo, para o jantar inteiro. “Vários vinhos diferentes tiram a atenção da conversa principal”, diz ele. E, para quem quer fechar negócio, nada pode ser pior.

 
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