Um brinde ao vinho nacional
Visualizado 416 vezesCom 114 prêmios no ano passado, setor vinícola do Brasil amplia cepas de uva e regiões produtoras
Caxias do Sul – Ao deparar com uma prateleira repleta de garrafas de vinhos de diversas variedades de uva, pense bem antes de optar por um importado de baixo valor. Você poderá deixar de lado muitas preciosidades elaboradas nas vinícolas da Serra e arriscar levar para casa um exemplar estrangeiro de qualidade inferior.
A presença de importados nas adegas dos apreciadores é inevitável e até recomendada, pois a diversidade existente no mundo vitivinícola está aí para ser explorada. Acontece que essa é a mesma razão pela qual as opções nacionais também devem ser incluídas na coleção.
Desde os anos 90, as cantinas da Serra vêm evoluindo a cada ano, perseguindo a qualidade exigida nas rodas internacionais do segmento. Tanto que, no ano passado, os vinhos e espumantes nacionais conquistaram 114 prêmios ou menções honrosas nos 21 concursos em que participaram. Neste ano, já foram abocanhados outros 37, em sete premiações. Os espumantes merecem inclusive destaque especial: representam em torno de 55% das medalhas. Graças a eles, o Brasil entrou no rol dos melhores fabricantes mundiais do produto, disputando a preferência dos bebedores com países como França, Itália e Espanha. – Mesmo os italianos, que têm proseccos muito bons a preços baixos, não apresentam a mesma qualidade que os proseccos da nossa região – ressalta o diretor executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani.
Aliás, as exportações do produto são um bom contraponto para quem pensa que a produção nacional é inferior à dos demais países de tradição vitivinícola. No ano passado, as cantinas brasileiras remeteram seus produtos para cerca de 20 países.
- Temos uma grande diversidade de vinhos tanto em preço, variedade de uva e regiões produtoras – justifica Paviani.
A informação pode ser comprovada com uma olhada nos rótulos disponíveis nos supermercados. O tradicional cabernet sauvignon disputa espaço com mais de uma dezena de cepas de uva. A expansão da atividade também propiciou o aparecimento de outras regiões produtoras além da Serra, como a Campanha, a Serra do Sudeste e os Campos de Cima da Serra. A região serrana de Santa Catarina e o Nordeste brasileiro são outros exemplos. Essa diversidade amplia as chances de escolher um vinho que melhor se adapte ao paladar de cada consumidor.
Fonte: ClicRBS
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