Mundo dos Vinhos
Todas dicas sobre Vinhos e Enologia

Archive for agosto, 2008

16
ago

Vinhos Brancos

812318 not fot Vinhos Brancos Nossa região, Nordeste do Brasil, é caracterizada por possuir apenas duas estações climáticas: estação chuvosa, quando pretensamente faz um pouco de frio e estação seca, sem chuva, quando faz um pouco mais de calor. Estamos entrando nesta segunda fase. Época propícia ao consumo de vinhos brancos, embora, para mim, não haja correlação entre clima e a cor do vinho que se vai tomar. Neste nosso clima sempre calorento, vinho de qualquer cor é, toda vida, uma escolha acertada desde que combinando com o ambiente, a ocasião e harmonizando com os acepipes.
Há uma grande variedade de vinhos no mundo procedente das mais diversas regiões e das mais variadas cepas: tintos brancos e rosados; espumantes e tranqüilos; secos e doces, estes últimos podendo ser Botritizados ou Colheita Tardia; fortificados, como os Portos ou Madeiras; etc. Em cada uma destas variedades há vinhos péssimos e vinhos fantásticos. Tudo se resume em saber escolher. O que não é uma tarefa fácil, considerando a grande variedade de ofertas existente no mercado, as propagandas enganosas e principalmente a influência maléfica dos julgamentos e conceitos tendenciosos, encomendados a alguns experts pelos que apenas querem vender, sem se preocupar com a satisfação e prazer do consumidor final..
Mas, para que se possa usufruir o máximo de prazeres que um branco pode lhe oferecer, é preciso que se obedeçam pelo menos duas regrinhas elementares sobre temperatura e idade mas, muito importantes:
* Os vinhos brancos devem ser tomados numa temperatura mais baixa que os tintos, mas, não muito gelados. Vinho branco não é cerveja. Os brancos são permeados por uma variedade e riqueza de aromas e sabores, que passam desapercebidos quando são servidos muito gelados. Para aproveitar toda a potencialidade de prazeres que um branco pode lhe oferecer, sirva os mais leves e simples numa temperatura perto dos 10oC e os mais encorpados e complexos perto dos 13oC.
* Os brancos mais leves, mais simples, que normalmente são os mais baratos, devem ser degustados com pouca idade. Preferencialmente de safras não mais antigas do que 4 anos, o que hoje corresponderiam, no máximo aos produzidos de 2004 para cá, pois eles envelhecem muito rapidamente, principalmente em nosso clima quente, perdendo suas qualidades organolépticas. Cuidado que os vinhos brancos produzidos em anos anteriores poderão estar deteriorados. Mas, infelizmente, devido à ganância dos negociantes e outros fatores meramente comerciais, estes vinhos brancos mais antigos se encontram nas prateleiras das lojas e supermercados, ofertados aos consumidores incautos e desavisados que, atraídos pelos preços convidativos, poderão sofrer uma grande decepção ao consumi-los.
O lugar mais apropriado para se degustar qualquer vinho é na mesa. Principalmente quando acompanha um prato com o qual sua harmonização é perfeita. E, neste caso, os brancos têm muito mais possibilidades que quaisquer outros tipos de vinhos. São muito mais versáteis. Um grande branco acompanha um prato suculento, principalmente quando elaborado com seu peixe favorito envolvido em um molho encorpado. Mas, também vão bem com pratos de carne.
Outro dia, juntamente com alguns amigos, ousamos harmonizar uma feijoada, prato elaborado com os mais diversos tipos de carnes vermelhas de sabores intensos, muito bem feita por sinal, com um Chardonnay Montes Alpha. Vinho branco chileno complexo de excelente qualidade, somente o preço é que não é muito convidativo. Qual não foi nossa surpresa. Ficou uma combinação divina.
Desejo que todos, depois de algumas tentativas, num processo contínuo de erros e acertos, consigam atingir estes prazeres incomensuráveis de harmonizações perfeitas entre brancos e os mais diversos pratos, compartilhando-os com amigas e amigos.
Saudações vínicas

 

Fonte: O POVO Online – CE

16
ago

Os brasileiros descobrem os prazeres do vinho

Posted in Dicas, Notícias  by Marcelo No Comments

O consumo de vinhos no Brasil registrou um crescimento expressivo nos últimos anos. Segundo dados da Uvibra (União Brasileira de Viticultura) subiu de 49 milhões de litros em 2002 para 70 milhões em 2006. O consumo em 2006 foi de 1,8 litros de vinho per capita, o que demonstra que ainda há margem para crescimento, uma vez que países como Portugal, França e Itália, consomem 45, 50 e 60 litros por pessoa/ano respectivamente.
O crescimento do consumo no país é facilmente perceptível pelo aumento do número de feiras, cursos, eventos e do consumo de livros especializados em vinhos. Multiplicam-se os grupos de aficionados – as confrarias – que se reúnem para aprender sobre a bebida e degustá-la. Foram lançadas dezenas de publicações sobre o vinho nos últimos tempos. Há dois anos, uma respeitada editora lançou uma enciclopédia sobre vinhos que vendeu 100 mil exemplares. É importante salientar que o livro custava R$ 120,00, e mesmo assim obteve um resultado extraordinário para o mercado livreiro nacional.

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16
ago

Manifestantes protestam contra contrabando de vinho no RS

Posted in Notícias  by Marcelo No Comments

Porto Alegre, 15 – Centenas de manifestantes de várias entidades ligadas à produção de vinho realizaram protesto hoje em Santana do Livramento (RS), na fronteira com o Uruguai, pedindo reforço da fiscalização contra o contrabando da bebida. Este foi o segundo ato realizado pelo “Movimento em Defesa da Uva e Vinho”, que em 3 de julho já havia feito manifestação em Porto Alegre pedindo mudanças na tributação e fiscalização sobre produtos similares que estariam confundindo o consumidor.

A pauta de reivindicações do setor prevê também o enxugamento de estoques, o que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já começou a fazer com leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP). Ao final do protesto, vinhos importados foram derramados na rua. O movimento promete fazer nova manifestação em setembro em São Paulo. (Sandra Hahn)

Fonte: Agencia Estado

15
ago

Quem diria, a cerveja não é mais a mesma

Posted in Curiosidades, Dicas, Notícias  by Marcelo No Comments

São Paulo, 15 de Agosto de 2008 – A Grécia, todos sabem, é o território responsável pelo culto do vinho como bebida das elites. Lá, o suco de uva fermentado passou a ser considerado a mais civilizada das bebidas. Bebedores – como eram chamados os amantes do vinho – reuniam-se em confrarias para debates divertidos e competitivos, em que um tentava superar aso outro em inteligência, poesia ou retórica, como diz Tom Standage em seu livro História do Mundo em Seis Copos.
Essas reuniões eram consideradas o auge da sofisticação social, além de um incentivo ao hedonismo. Participavam, por exemplo, ninguém menos do que Sócrates e Platão (o primeiro chegou a ser descrito pelo outro como um “bebedor ideal” – aquele que busca a verdade ao beber o vinho, sem jamais perder o controle sobre si mesmo).

Se até hoje o vinho mantém sua simbologia de poder e riqueza, agora é a vez da cerveja requerer um status mais elevado entre os álcoois. No Brasil o movimento de sofisticação do consumo é recente., e agora conta com um grupo de entusiastas formado por empresários, executivos e formadores de opinião, que criaram uma confraria de bebedores de cerveja. Trata-se da Sociedade Baden Baden, que pretende celebrar a mais antiga bebida do mundo – criada há 10 mil anos na Mesopotâmia por acaso, a partir da dificuldade de se armazenar cereais em locais à prova d’água (bem, descobriu-se que, embebidos no líquido primordial, os grãos transformavam-se em mingau efervescente e agradavelmente embriagante).
O primeiro encontro da sociedade de amantes da cerveja não recriou uma comemoração na Mesopotâmia, nem um festim na Grécia. Aconteceu no D.O.M., de Alex Atala, onde a modernidade impera. Convidados chegaram em belos carros – muitos com motorista particular devido à Lei Seca – para tilintar não taças de cristal, mas canecas.

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14
ago

Vinícola oferece curso em que o aluno produz o próprio vinho

Posted in Dicas, Eventos, Notícias  by Marcelo No Comments

RAFAEL BALSEMÃO
Revista da Folha

Roberto Assunção/Folha Imagem

0822639 Vinícola oferece curso em que o aluno produz o próprio vinho

Villa Europa Hotel & Spa do Vinho, onde os alunos do curso ficarão hospedados

O prato principal do jantar era um vinho: um Romanée-Conti safra 1985, avaliado em R$ 28 mil. Para acompanhá-lo, magret de canard com um molho reduzido de laranja. Tempo de preparo: oito horas. Mesa posta e prato pronto. O ano era 2005, e o empresário paulistano David Macedo Appel, 44, estava realizando um sonho.

Que duraria pouco. O vinho estava estragado, com a “doença da rolha”, que deixa a bebida com odor e gosto de mofo. À mesa, David, a mulher e o casal que os acompanhava choraram. Para quem não é amante de vinho, parece exagero.

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