Produtores de uva querem repetir a última safra
Ainda que sua terra de origem seja Bento Gonçalves, o produtor de uvas Idalêncio Francisco Angheben escolheu Encruzilhada do Sul como berço para a sua produção. Segundo ele, que lida no ramo da vitivinicultura há mais de quatro décadas, o conjunto de fatores naturais encontrados no município o levaram à implantação de parreiras, sendo considerado um dos pioneiros no assunto. E pelo segundo ano consecutivo Angheben prevê uma safra satisfatória, em especial no que diz respeito à qualidade de muitas variedades da fruta cultivadas no município.
Nos 24 hectares de área em produção, Angheben prevê colher entre 230 e 240 toneladas de uvas finas. Os trabalhos já começaram com a colheita da Pinot noir, que apresentou nível de maturação excelente para a produção de espumantes. Nos próximos dias, sua equipe de 16 funcionários atuantes na época da vindima se prepara para a colheita das variedades Gewürztraminer, mais usada para vinhos, e Chardonnay, utilizada para a produção de espumante e vinho branco. Mas o produtor e proprietário da Vinhedos da Quinta não se restringe a essas variações. Trabalha com um leque precioso de uvas finas.
Angheben afirma que o valor do quilo comercializado não difere da safra anterior, oscilando em função da qualidade e variedade das uvas. Observa que o preço pago pelo quilo da Chardonnay vai de R$ 1,30 a R$ 2,00. Explica que um terço de sua produção vai para sua vinícola, em Bento Gonçalves, e o resto comercializa para empresas de grande porte. Ressalta que suas uvas, transformadas em vinhos finos, estão obtendo maior espaço no mercado nacional e respaldo internacional.
EXPANSÃO
Para o técnico agrícola Marco Antônio dos Santos, a produção dos parreirais do município vai resultar no incremento de até 40% do volume total da safra. Encruzilhada do Sul possui hoje 340 hectares em produção de uvas finas, cuja expectativa de rendimento é de 12 toneladas por hectare. A área com parreiras do município está dividida em 15 empreedimentos, que pertencem a vinícolas da serra gaúcha ou são fruto de parcerias entre elas e agricultores locais.
Toda a produção é transportada para cidades em que existe a industrialização e a maior parte se destina à fabricação de vinhos finos e espumantes. Mas, de acordo com Marco Antônio dos Santos, Encruzilhada do Sul abrigará nos próximos dias a sua primeira vinícola registrada. Hoje, existe uma associação que realiza experiências de suco e vinho, além de pequenos agricultores que cultivam variedades comuns e vendem in natura nos mercados da região.
Fonte: Gazeta do Sul















