Mundo dos Vinhos
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Archive for janeiro, 2009

31
jan

Produtores de uva querem repetir a última safra

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Ainda que sua terra de origem seja Bento Gonçalves, o produtor de uvas Idalêncio Francisco Angheben escolheu Encruzilhada do Sul como berço para a sua produção. Segundo ele, que lida no ramo da vitivinicultura há mais de quatro décadas, o conjunto de fatores naturais encontrados no município o levaram à implantação de parreiras, sendo considerado um dos pioneiros no assunto. E pelo segundo ano consecutivo Angheben prevê uma safra satisfatória, em especial no que diz respeito à qualidade de muitas variedades da fruta cultivadas no município.
Nos 24 hectares de área em produção, Angheben prevê colher entre 230 e 240 toneladas de uvas finas. Os trabalhos já começaram com a colheita da Pinot noir, que apresentou nível de maturação excelente para a produção de espumantes. Nos próximos dias, sua equipe de 16 funcionários atuantes na época da vindima se prepara para a colheita das variedades Gewürztraminer, mais usada para vinhos, e Chardonnay, utilizada para a produção de espumante e vinho branco. Mas o produtor e proprietário da Vinhedos da Quinta não se restringe a essas variações. Trabalha com um leque precioso de uvas finas.
Angheben afirma que o valor do quilo comercializado não difere da safra anterior, oscilando em função da qualidade e variedade das uvas. Observa que o preço pago pelo quilo da Chardonnay vai de R$ 1,30 a R$ 2,00. Explica que um terço de sua produção vai para sua vinícola, em Bento Gonçalves, e o resto comercializa para empresas de grande porte. Ressalta que suas uvas, transformadas em vinhos finos, estão obtendo maior espaço no mercado nacional e respaldo internacional.

EXPANSÃO
Para o técnico agrícola Marco Antônio dos Santos, a produção dos parreirais do município vai resultar no incremento de até 40% do volume total da safra. Encruzilhada do Sul possui hoje 340 hectares em produção de uvas finas, cuja expectativa de rendimento é de 12 toneladas por hectare. A área com parreiras do município está dividida em 15 empreedimentos, que pertencem a vinícolas da serra gaúcha ou são fruto de parcerias entre elas e agricultores locais.
Toda a produção é transportada para cidades em que existe a industrialização e a maior parte se destina à fabricação de vinhos finos e espumantes. Mas, de acordo com Marco Antônio dos Santos, Encruzilhada do Sul abrigará nos próximos dias a sua primeira vinícola registrada. Hoje, existe uma associação que realiza experiências de suco e vinho, além de pequenos agricultores que cultivam variedades comuns e vendem in natura nos mercados da região.

 

Fonte: Gazeta do Sul

23
jan

Paraná produz 4 milhões de litros

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Vínicola Franco Italiano: vinhos finos com uvas européias

A produção de vinho de mesa do Paraná está estimada em 4 milhões de litros por ano, apesar de o fruto estar presente em apenas pouco mais de 6,3 mil hectares distribuídos por áreas da Região Metropolitana de Curitiba, Sudoeste e Norte do Estado. As vindimas são cultivadas por 7, 6 mil pequenos produtores rurais, principalmente os de ascendência alemã ou italiana, que rendem 97,6 mil toneladas de uvas.

Segundo os dados da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), as uvas representam 8,1% do volume de frutas produzidas. No entanto, é a quinta fruta em volume colhido, respondendo por 22% do Valor Bruto da Produção (VBP) da fruticultura. Com isso, o produto torna-se, segundo analise do engenheiro agrônomo Paulo Andrade, a primeira em geração de renda bruta.

“Revelando o grande potencial dos parreirais, principalmente para a diversificação da agricultura familiar”, argumenta em defesa do Projeto Uva Rústica, iniciado em 2005. A meta e incentivar a vitivinicultura no Estado e, a partir de março, oferecer à comunidade cursos para a formação e capacitação de profissionais aptos a trabalhar com a produção de vinhos de mesa e derivados na Escola da Uva e do Vinho, instalada na unidade da Embrapa Florestas no município de Colombo.

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14
jan

Uma solução estratégica para os enófilos

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São Paulo, 14 de Janeiro de 2009 – Um sommelier que se preze tem uma grande adega no porão ou nas partes mais escuras de sua residência, além de uma pequena adega climatizada próxima das áreas que ele mais frequenta na sua casa. Mas a opção não está limitada apenas aos especialistas em vinho. Os apaixonados pela bebida também podem guardar suas garrafas especiais na sala de jantar, no bar ou até mesmo em um canto da sala de estar, pois esses pequenos aparelhos não ocupam muito espaço e deixam os enófilos preparados, com uma pequena seleção, para receber visitas imprevistas. Marco Antonio Fernandes e Alcir Penna Vidigal são sócios da Art des Caves, uma das empresas nacionais especializadas em resolver esse problema dos amantes do vinho. São 11 anos de experiência no assunto, 27 modelos de adegas, 50 mil itens vendidos. A modernidade caminha junto com as pequenas adegas climatizadas. Um exemplo disso é a linha Sophistiqué, recém-lançada pela Art des Caves. Comportando 40 ou 70 garrafas, esses aparelhos têm alarmes de porta aberta e de temperatura, termostato externo localizado em um painel com visor de cristal líquido retro-iluminado. As regulagens de temperatura para os vinhos tintos, brancos ou espumantes, que são diferentes, são feitas pelos botões ao lado do visor. Para dar um toque de luz às garrafas, o proprietário da adega poderá ligar uma lâmpada interna com baixa emissão de luz para que não altere os vinhos. O consultor de vinho Carlos Cabral lembra que começou seu estoque com uma pequena adega climatizadas de 40 garrafas. É muito válido esse aparelho. Além de ser silencioso e manter as bebidas a uma temperatura que não prejudique-as, essas adegas não deixam que as pessoas sejam pegas desprevenidas em um jantar ou uma visita , explica o consultor. Ele orienta os apreciadores de vinhos a manterem uma seleção para todas as ocasiões. Hoje, nós temos visto que o mercado está colocando muitos vinhos de qualidade e que não são de guarda (que envelhecem durante anos nas adegas) à venda. Esse é mais um motivo para que as adegas climatizadas pequenas sejam valorizadas , complementa Cabral. Ele ressalta que outra vantagem é o pequeno espaço que ocupam nos ambientes internos das casas. Segundo o designer de interiores Fábio Galeazzo, para os mais conservadores, as adegas são utilizadas como mais um aparelho eletrônico na sala, ou são colocadas em uma pequena área temática. Os mais ecléticos gostam de um ambiente decorado como uma adega, com muita madeira , afirma Galeazzo.O designer explica que as pequenas adegas combinam muito sobre pequenas mobílias, e sempre acompanhadas de pequenos armários com os copos. É preciso lembrar que beber vinhos está muito associado ao prazer, e um ambiente decorado com fotos e móveis antigos combinam muito bem com as adegas climatizadas , completa. Com produtos vendidos nas principais empresas do setor varejista de e-commerce do Brasil, a Tocave traz ao mercado nacional vários tipos de adegas climatizadas importadas. A empresa lançou, há pouco tempo, duas miniadegas. O modelo T6 comporta seis garrafas e o T8D, como o nome já diz, tem espaço para oito garrafas, especial para uma seleção de emergência. Outros tamanhos O empresário Joshua Costa abriu uma marcenaria há 33 anos. Há 13, foi convidado a montar uma adega para uma feira de móveis. O projeto foi um sucesso. Costa viu a oportunidade no móvel e acabou especializando-se em construir adegas. Hoje, ele é sócio-proprietário da Joshua Adegas Climatizadas e assina mais de 90 estruturas montadas nas principais lojas de vinhos do Brasil e mais de 2,5 mil montadas em residências. A empresa tem 70 funcionários. Costa é sócio-proprietário e projetista. Eu faço toda a parte da criação no papel, de acordo com o que o cliente deseja e o espaço que ele tem. Do papel, o projeto vai para o computador, onde é feita uma projeção em 3D, e depois nós montamos , explica. Conforme Costa, os preços das adegas giram em torno de R$ 3 mil a R$ 300 mil. Como é um apreciador de vinhos, ele diz que o que sai caro não é comprar um adega, mas sim completá-la . A maior adega montada pela foi para 12 mil garrafas. (Gazeta Mercantil – Pedro Souza)

10
jan

Adeus vinho ruim

Posted in Notícias  by Marcelo No Comments

Com muito tempo de sobra e a mesma proporção de vinho ruim à disposição cientistas da South China University of Tecnologyque Campos “descobriram” que campos elétricos de alta voltagem aplicados em vinhos tintos jovens acelerava o envelhecimento da bebida e melhorava o sabor, deixando vinhos de boa qualidade e o de péssima semelhantes ( O Brasil – leia-se pessoal de Santa Catarina – pode parar de pesquisar a melhoria de uvas comuns para vinhos “de qualidade”).

O campo elétrico utilizado para acelerar o processo de envelhecimento a partir de dois eletrodos de titânio em alta voltagem, encurtou o tempo de maturação e melhorou o vinho jovem, afirmou o professor de enologia Hervé Alexandre ao site “New Scientist”. Alexandre é da Universidade de Burgundy, radicada na França e especializada em vinhos finos, e que testou a pesquisa chinesa.

Amostras de vinho foram expostas a um, três ou oito minutos em vários campos elétricos. A equipe de cientistas chineses analisou as mudanças na química da bebida, que mostraram o aumento da qualidade no sabor. “Não apenas pudemos reduzir o tempo normal da fermentação do vinho, como também melhoramos os vinhos de baixa qualidade”, explicou o químico da universidade chinesa, Xi An Zeng, que liderou a pesquisa.

Os vinhos jovens são conhecidos pelos seus efeitos do dia seguinte –popularmente conhecidos como ressaca. Geralmente, vinhos mais novos devem ser bebidos após um período mínimo de seis meses. Os vinhos tintos, especialmente, têm um período mais longo de armazenamento, devido ao seu balanceamento e complexidade. Vinhos finos, por exemplo, levam por volta de 20 anos para serem consumidos.

Durante o processo de fermentação, o vinho tem reação de etanol com ácidos orgânicos, para compor as fragrâncias e aromas, conhecidos como ésteres. Essas composições são o que tornam os vinhos mais claros e estáveis, e levam anos para acontecer. Em um barril de envelhecimento de vinhos, a oxigenação complementa o processo, com a introdução de bolhas de oxigênio microscópicas.

A indústria da gastronomia experimenta os campos elétricos como alternativa desde os anos 1980.

Fonte: Gazeta – RS

10
jan

Divergências históricas entre produtores e vinícolas

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Mais do que uva, a safra que começa ser colhida agora vem com turbulências por conta de discordâncias sobre valores a serem pagos pela fruta. A indústria tenciona pagar R$ 0,29 pelo quilo de variedades americanas e híbridas com 15 graus de açúcar, mais 20% a título de margem de rentabilidade; total R$ 0,36. Já os produtores reivindicam R$ 0,55, argumentando que em 2007 e 2008 não houve reajuste e que o custo de produção aumentou. A palavra final será do governo federal – o responsável pela política de preços mínimos para o setor – possivelmente, antes do final deste mês. Na bolsa de aposta, entretanto, a tendência é pela manutenção de R$ 0,46, valor de referência nas duas últimas safras para o Preço Mínimo Básico (PMB).

“Fizemos um estudo bem fundamentado, com 500 produtores de 30 cidades. Na ponta do lápis, o custo de produção é de R$ 0,55″, enfatizou o presidente do Sindicato Rural de Flores da Cunha e da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin. “Tem produtor entregando uva vinífera e recebendo com o preço de uva comum porque não há mais onde colocar”, lamentou o dirigente que fala em quebra de safra em algumas variedades.

O Programa de Escoamento da Produção (PEP), realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pode auxiliar na determinação de patamares mais altos de preços. “Todas as ações que vierem para reduzir a oferta interna repercutiria no aumento do preço do vinho e, consequentemente, no da uva”, argumentou o secretário executivo da Associação Gaúcha dos Viticultores (Agavi), Darci Dani. “A maior vantagem no PEP que o governo pode propor é a certeza que existirá menos pressão no mercado interno e a garantia do pagamento do preço mínimo para empresas que desejarem participar deste tipo de programa”, afirmou o executivo.

O diretor da Federação das Cooperativas de Vinho do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Hélio Marchioro, comentou que as ações que o Poder Público vem tomando demonstram respeito pelos pleitos do Movimento em Defesa da Uva e dos Vinhos do Brasil.

Fonte: G.A. – Gazeta Mercantil

 
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