Adeus vinho ruim
Visualizado 195 vezesCom muito tempo de sobra e a mesma proporção de vinho ruim à disposição cientistas da South China University of Tecnologyque Campos “descobriram” que campos elétricos de alta voltagem aplicados em vinhos tintos jovens acelerava o envelhecimento da bebida e melhorava o sabor, deixando vinhos de boa qualidade e o de péssima semelhantes ( O Brasil – leia-se pessoal de Santa Catarina – pode parar de pesquisar a melhoria de uvas comuns para vinhos “de qualidade”).
O campo elétrico utilizado para acelerar o processo de envelhecimento a partir de dois eletrodos de titânio em alta voltagem, encurtou o tempo de maturação e melhorou o vinho jovem, afirmou o professor de enologia Hervé Alexandre ao site “New Scientist”. Alexandre é da Universidade de Burgundy, radicada na França e especializada em vinhos finos, e que testou a pesquisa chinesa.
Amostras de vinho foram expostas a um, três ou oito minutos em vários campos elétricos. A equipe de cientistas chineses analisou as mudanças na química da bebida, que mostraram o aumento da qualidade no sabor. “Não apenas pudemos reduzir o tempo normal da fermentação do vinho, como também melhoramos os vinhos de baixa qualidade”, explicou o químico da universidade chinesa, Xi An Zeng, que liderou a pesquisa.
Os vinhos jovens são conhecidos pelos seus efeitos do dia seguinte –popularmente conhecidos como ressaca. Geralmente, vinhos mais novos devem ser bebidos após um período mínimo de seis meses. Os vinhos tintos, especialmente, têm um período mais longo de armazenamento, devido ao seu balanceamento e complexidade. Vinhos finos, por exemplo, levam por volta de 20 anos para serem consumidos.
Durante o processo de fermentação, o vinho tem reação de etanol com ácidos orgânicos, para compor as fragrâncias e aromas, conhecidos como ésteres. Essas composições são o que tornam os vinhos mais claros e estáveis, e levam anos para acontecer. Em um barril de envelhecimento de vinhos, a oxigenação complementa o processo, com a introdução de bolhas de oxigênio microscópicas.
A indústria da gastronomia experimenta os campos elétricos como alternativa desde os anos 1980.
Fonte: Gazeta – RS














