É elegante levar o próprio vinho ao restaurante?
Visualizado 95 vezesda Época Negocios por Eduardo Viotti
É ótimo tomar vinho no restaurante, mas existem duas situações em que a bebida à mesa pode ser razão de mal-estar. A primeira é quando você decide levar o próprio vinho. A segunda diz respeito à devolução de uma garrafa pedida por meio da carta da casa.
Antes de aparecer no restaurante com sua garrafa de vinho, ligue e consulte sobre a possibilidade de fazê-lo e questione sobre a cobrança de uma taxa de serviço. A chamada taxa de rolha é perfeitamente compreensível. Mas é preciso bom-senso. O valor não deve ultrapassar o preço de lista do vinho mais barato inscrito na carta do restaurante. Alguns cobram taxas altas. Lembre-se que o objetivo de levar o vinho não é apenas economizar mas também degustar safras especiais e vinhos diferenciados, com pratos bem elaborados.
Assim, evite os rótulos baratos ou aqueles que constam da carta da casa. Ou passará por deselegante. O melhor é ligar e indicar os vinhos e as safras que pretende levar. É também de bom-tom pedir um dos vinhos do restaurante, como um espumante, para a entrada. Ao chegar, entregue a garrafa ao maître ou ao sommelier, para que ele providencie o serviço.
E quando o vinho servido parece defeituoso? Como trocá-lo? Entre os enófilos, há apenas três razões que justificam a troca. Duas delas decorrem de má conservação e devem, em geral, ser creditadas à falta de uma adega adequada. A outra é uma espécie de defeito de fabricação, e o restaurateur deve devolver a garrafa a quem a vendeu. As consequências da má conservação são a oxidação e, decorrente dela, o avinagramento do vinho. Rolhas secas e não tingidas na base de contato indicam que ele foi mantido em pé, o que aumenta a probabilidade de entrada de oxigênio na garrafa.
Nos brancos, a má oxidação escurece, tira o brilho e o frutado da bebida. Evite pedir brancos com mais de dois anos. Já os tintos tornam-se castanhos, esmaecidos em cor, sabor e aroma. Tome cuidado para não devolver um vinho corretamente maduro como se fosse oxidado. Para evitar o erro, lembre que um tinto de até três ou quatro anos deve estar rubi, carmim ou violáceo, não acastanhado. A devolução por rolha estragada, atacada por fungos, é mais difícil. Mesmo os mais experientes se embatucam. Então, se o aroma estiver mais perto de papelão úmido, chame o sommelier e mostre-lhe o vinho, peça sua opinião. O bom profissional vai ajudar a contornar a situação.
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