Mundo dos Vinhos
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Archive for the ‘Características’ Category

19
abr

Pesquisa mostra que consumidores não notam diferenças entre vinhos baratos e caros

Posted in Características, Notícias  by Marcelo No Comments

Um estudo realizado na Inglaterra mostra que muitos consumidores não conseguem distinguir a diferença de sabor entre os vinhos mais baratos e os mais caros.

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2
jan

Médico australiano afirma ter criado o vinho mais saudável do mundo

O seu nome é Philip Norrie, e é um médico especialista nas propriedades terapêuticas do vinho. Durante a sua carreira observou vários pacientes que morreram de doenças que, segundo ele, poderiam ser prevenidas. Depois disso, estudou e patenteou um tipo de vinho medicinal.

A fórmula consiste em adicionar doses extra de um polifenol antioxidante conhecido como resveratrol, extraído a partir da casca da uva.

Por cada litro de vinho é adicionado até 100 vezes mais de resveratrol do que o normal. Segundo o especialista, esta dose adicional permite ao vinho “limpar” as artérias sanguíneas, para além de ajudar na prevenção de ataques cardíacos, derrames e diabetes em 50%.

“A concentração do antioxidante é colocada dentro da garrafa de vinho antes do lacre”, afirmou.

O resveratrol já é conhecido devido às suas propriedades para combater problemas cardíacos, como limpar depósitos de gordura nas artérias, embora seja geralmente encontrado em apenas pequenas quantidades no vinho, de três a seis miligramas por litro nos vinhos tintos e apenas um miligrama nos brancos.

Ainda segundo o médico, aqueles que gostam de um bom vinho não notam a diferença no gosto nem no aroma da bebida.

“Os consumidores têm apenas que continuar a sua rotina, bebendo geralmente de duas taças, para mulheres, e de três ou quatro, para os homens”, acrescentou.

No entanto, especialistas alertam que é preciso evitar beber quantidades excessivas de resvertarol pois ainda não são conhecidos os seus efeitos a longo prazo.

Fonte: Farmacia.com.pt

4
set

Cientistas usam acelerador de partículas para datar vinho

Posted in Características, Notícias  by Marcelo No Comments

PARIS (Reuters) – Cientistas franceses desenvolveram uma maneira de usar aceleradores de partículas para autenticar vinhos raros, anunciou uma das principais organizações francesas de pesquisa esta semana.

O novo método testa a idade do vidro nas garrafas de vinho pela análise das emissões de raios-X surgidas quando as garrafas são colocadas sob feixes de íons produzidos por um acelerador de partículas, informou em comunicado o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França.

“Isso permite que a idade das garrafas e sua origem seja verificada, e que uma safra seja autenticada, mais ou menos da mesma maneira que pela assinatura de um mestre em uma obra-prima, e tudo isso sem abrir a garrafa e sem afetar seu conteúdo de maneira alguma”, afirma o texto.

Ao comparar os resultados a um banco de dados que contém informações detalhadas sobre 80 garrafas da região de Bordeaux, do século 19 aos dias atuais, os testes podem ajudar a determinar a safra de muitos vinhos.

“A autenticação é possível devido à complexidade dos processos de produção de vidro, que evoluíram com o tempo, e à variedade de centros de produção, que dão a cada objeto uma ‘assinatura’ característica composta de muitos elementos”, afirmou o CNRS.

Os aceleradores de partículas tomam uma partícula, como um elétron, e a aceleram até perto da velocidade da luz, promovendo uma colisão com um átomo e permitindo que os pesquisadores obtenham informações sobre seu funcionamento.

Os novos testes expandem os testes de radiatividade do vinho em si, que já estão em uso mas por enquanto não são capazes de identificar vinhos de safra anterior a 1950.

O teste foi desenvolvido em colaboração com a Antique Wine Company, uma empresa de comércio de vinhos sediada em Londres.

Fonte: Portal EXAME

22
ago

Vinho Sem Álcool – uma opção para escapar do bafômetro

Posted in Características, Notícias  by Marcelo No Comments

 Vinho Sem Álcool – uma opção para escapar do bafômetro

Para quem curte acompanhar as refeições com vinho ou mesmo tomar uns copos num bar com amigos teve seu hábito profundamente abalado pela nova legislação que pune com rigor quem dirige após consumir bebidas alcoólicas. Mas existe uma opção que permite o consumo de vinho e ainda assim passar incólume pelo bafômetro: vinhos sem álcool.

A Sobrietà Bebidas Especiais comercializa há seis anos vinhos sem álcool produzidos na Serra Gaúcha. Desde o início da vigência dessa lei suas vendas deram um salto na ordem de 70%. Os vinhos são produzidos pela La Dorni feitos pela fermentação natural da uva, portanto com álcool como qualquer outro. Depois de finalizada a fermentação, o vinho passa por um processo de desalcoolização em Bandeirantes, no Paraná, onde é engarrafado. Durante esse processo não sofre nenhum processo químico, somente físico. Seus vinhos mantêm todas as características de um vinho normal: paladar, aroma e propriedades medicinais.

Quem pensa que vinho sem álcool e suco de uva são a mesma coisa, engana-se. O suco de uva é feito, geralmente, pelo cozimento da uva com açúcar e adicionado água. O vinho sem álcool é feito pela fermentação natural da uva (sem adição de água) e depois, desalcoolizado. Portanto são processos diferentes e com propriedades e benefícios diferentes.

O paladar é diferente, é claro, dos vinhos com álcool. Nos vinhos suaves sobressai um gosto licoroso e os secos ficam com o paladar mais rascantes. Os produtores não contam, de jeito nenhum, o segredo desse processo que não deve ser simples, pois existem muito poucos vinhos sem álcool no mundo. Mas para os curiosos, informam apenas que não é um simples aquecimento para fazer o álcool evaporar.

Esse processo não é barato e leva a uma grande perda de volume inicial da bebida. Por exemplo, para se obter 1 litro de vinho tinto suave sem álcool são necessários 2,4 litros do vinho pronto, pois no momento da desalcoolização, além do álcool, perde água e outros componentes. Os flavonóides, no entanto, são encontrados numa proporção até 65% maior que nos vinhos com álcool. Para se fazer 1 litro do vinho tinto seco sem álcool precisamos de 3,5 litros do vinho tinto seco.

Pelas informações obtidas com enólogos, alguns outros vinhos sem álcool sofrem processos tão danosos em sua elaboração que acabam descaracterizando a bebida. Além disso, a maior parte dos vinhos sem álcool estrangeiros tem uma mistura de suco de uva e água, que o descaracteriza mais ainda.

Segundo Leandro Simões, diretor comercial da Sobrietà, distribuidora exclusiva dos vinhos La Dorni, os vinhos foram desenvolvidos após anos de estudos e tentativas. Vale observar que o vinho sem álcool não é suco de uva: “Seu processo de produção é feito através da fermentação, ao contrário do suco, quando as uvas são cozidas e adoçadas”, explica Leandro.

Os vinhos sem álcool La Dorni têm em média 0,2º de teor alcoólico, detectável somente em laboratório. O suco de uva tem de 0,6 até 0,8º de teor alcoólico, o suco de maracujá tem 1º e o caldo de cana chega a 1,2º. Demonstrando que os vinhos realmente não têm álcool, a Sobrietà usou um bafômetro em seu stand durante uma exposição de vinhos canônicos sem álcool na ExpoCatólica, produto que também comercializa com sucesso, durante esse mês de agosto.

Os Vinhos La Dorni são apresentados em tinto, branco e rosé suave com preço em torno de R$ 17,00. Vinificados em seco, o tinto e o branco estão no mercado em torno de R$ 24,00. Oferecem ainda o tinto em garrafas com 365 ml, sendo o suave (R$ 11,00) e seco (R$ 15,00).

A quem se Destina – Os vinhos sem álcool não apresentam restrição de consumo. Destina-se a pessoas apegadas a tradições religiosas e a apreciadores que não podem mais consumir bebida alcoólica por portar algum tipo de doenças como diabéticos, doentes hepáticos, hipertensos, cardíacos, alérgicos a álcool e todas as pessoas que tomam medicamentos. Mas, mesmo pessoas que gostam de vinhos e não desejam efeitos colaterais que algumas doses de álcool podem trazer, como pessoas da terceira idade, teens e alguns naturalistas, podem apreciar os vinhos sem álcool sem restrições.

Leandro conta ainda sobre a quantidade de pessoas que lhe telefonam emocionadas porque pararam de tomar vinho por algum motivo de saúde e se realizam em perceber que ainda podem sentir esse sabor que foi um dia importante para eles. “Para muitas pessoas o vinho remete a coisas boas e a pessoa se sente socialmente excluída quando não pode mais beber. Ao perceber que pode beber vinho sem álcool, se sente renascida”. conta Leandro.

Outra boa noticia é sobre os benefícios para a saúde. Os vinhos La Dorni mantém os mesmos efeitos que o vinho tinto normal, ajudando a baixar o colesterol ruim e a aumentar o colesterol bom; a desobstruir as artérias e vias coronárias, entre outros benefícios.

Para se obter os benefícios medicinais que um copo de vinho tinto (com álcool) oferece, seria necessário beber três copos de suco de uva. O vinho La Dorni tem até 65% de flavonóides, portanto para se obter os mesmos benefícios medicinais de um copo do vinho sem álcool La Dorni, seria o mesmo que consumir 1,5 copo de vinho tinto com álcool ou 4,5 copos de suco de uva.

Onde encontrar.: Os vinhos sem álcool estão disponíveis em lojas de destaque como a Casa Santa Luzia , La Rioja, Empório Frei Caneca, em São Paulo, o Lidador. Mundo Verde, Castelo do Vinho, no Rio de Janeiro e em redes como Wal-Mart, Carrefour e Bom Preço.Em outros estados como Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador

Estes produtos podem ser encontrados em muitas lojas de bebidas, em livrarias e lojas católicas. [Sobrietà / Vinícola La Dorni do Brasil Ltda, telefone (11) 5077-2467 – contato@sobrieta.com.br | Site: www.sobrieta.com.br].

Fonte: Revista Fator – Sao Paulo

16
ago

Vinhos Brancos

812318 not fot Vinhos Brancos Nossa região, Nordeste do Brasil, é caracterizada por possuir apenas duas estações climáticas: estação chuvosa, quando pretensamente faz um pouco de frio e estação seca, sem chuva, quando faz um pouco mais de calor. Estamos entrando nesta segunda fase. Época propícia ao consumo de vinhos brancos, embora, para mim, não haja correlação entre clima e a cor do vinho que se vai tomar. Neste nosso clima sempre calorento, vinho de qualquer cor é, toda vida, uma escolha acertada desde que combinando com o ambiente, a ocasião e harmonizando com os acepipes.
Há uma grande variedade de vinhos no mundo procedente das mais diversas regiões e das mais variadas cepas: tintos brancos e rosados; espumantes e tranqüilos; secos e doces, estes últimos podendo ser Botritizados ou Colheita Tardia; fortificados, como os Portos ou Madeiras; etc. Em cada uma destas variedades há vinhos péssimos e vinhos fantásticos. Tudo se resume em saber escolher. O que não é uma tarefa fácil, considerando a grande variedade de ofertas existente no mercado, as propagandas enganosas e principalmente a influência maléfica dos julgamentos e conceitos tendenciosos, encomendados a alguns experts pelos que apenas querem vender, sem se preocupar com a satisfação e prazer do consumidor final..
Mas, para que se possa usufruir o máximo de prazeres que um branco pode lhe oferecer, é preciso que se obedeçam pelo menos duas regrinhas elementares sobre temperatura e idade mas, muito importantes:
* Os vinhos brancos devem ser tomados numa temperatura mais baixa que os tintos, mas, não muito gelados. Vinho branco não é cerveja. Os brancos são permeados por uma variedade e riqueza de aromas e sabores, que passam desapercebidos quando são servidos muito gelados. Para aproveitar toda a potencialidade de prazeres que um branco pode lhe oferecer, sirva os mais leves e simples numa temperatura perto dos 10oC e os mais encorpados e complexos perto dos 13oC.
* Os brancos mais leves, mais simples, que normalmente são os mais baratos, devem ser degustados com pouca idade. Preferencialmente de safras não mais antigas do que 4 anos, o que hoje corresponderiam, no máximo aos produzidos de 2004 para cá, pois eles envelhecem muito rapidamente, principalmente em nosso clima quente, perdendo suas qualidades organolépticas. Cuidado que os vinhos brancos produzidos em anos anteriores poderão estar deteriorados. Mas, infelizmente, devido à ganância dos negociantes e outros fatores meramente comerciais, estes vinhos brancos mais antigos se encontram nas prateleiras das lojas e supermercados, ofertados aos consumidores incautos e desavisados que, atraídos pelos preços convidativos, poderão sofrer uma grande decepção ao consumi-los.
O lugar mais apropriado para se degustar qualquer vinho é na mesa. Principalmente quando acompanha um prato com o qual sua harmonização é perfeita. E, neste caso, os brancos têm muito mais possibilidades que quaisquer outros tipos de vinhos. São muito mais versáteis. Um grande branco acompanha um prato suculento, principalmente quando elaborado com seu peixe favorito envolvido em um molho encorpado. Mas, também vão bem com pratos de carne.
Outro dia, juntamente com alguns amigos, ousamos harmonizar uma feijoada, prato elaborado com os mais diversos tipos de carnes vermelhas de sabores intensos, muito bem feita por sinal, com um Chardonnay Montes Alpha. Vinho branco chileno complexo de excelente qualidade, somente o preço é que não é muito convidativo. Qual não foi nossa surpresa. Ficou uma combinação divina.
Desejo que todos, depois de algumas tentativas, num processo contínuo de erros e acertos, consigam atingir estes prazeres incomensuráveis de harmonizações perfeitas entre brancos e os mais diversos pratos, compartilhando-os com amigas e amigos.
Saudações vínicas

 

Fonte: O POVO Online – CE

 
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