Mundo dos Vinhos
Todas dicas sobre Vinhos e Enologia

Archive for the ‘Combinação’ Category

8
set

Spoleto oferece vinhos italianos

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 Spoleto oferece vinhos italianos

Restaurante apresenta nova carta para acompanhar seu cardápio de massas, risottos e polpettones.

Como um legítimo restaurante italiano, o Spoleto incrementa seu cardápio de bebidas e pela primeira vez oferece opções de vinhos importados da Itália. A pequena e selecionada carta conta com os tintos Montepulciano D’Abruzzo e Lambrusco Dell’Emilia e os brancos Trebbiano D’Abruzzo e Prosecco Bellussi. Todos apresentados em garrafas de 250 e 200 ml.

Os quatro rótulos foram selecionados a partir de visita da empresa às vinícolas na Itália, onde foi acompanhado de perto todo o processo produtivo, a fim de garantir um produto com ótima relação qualidade-preço. “Vamos oferecer boas opções, com preços acessíveis, para que os clientes possam ter mais um prazer em nosso restaurante. É também a realização de um sonho. Poder ampliar nossa carta de bebidas com vinhos legítimos italianos”, declara Gianni Carboni, chef e diretor de qualidade da rede de culinária rápida italiana, responsável pela seleção dos exemplares.

Para ajudar o cliente a harmonizar seu prato com o vinho, Gianni Carboni dá algumas sugestões: “O Polpettone de Carne combina com o Montepulciano D’Abruzzo, a Lasagna com o Lambrusco Dell’Emilia e o Farfalle, elaborado com ingredientes como camarão, atum e kani ao molho de tomate, com o Prosecco Bellussi”.

Os novos vinhos estão disponíveis nos 170 restaurantes da rede em 23 estados e no Distrito Federal, com preços entre R$ 8,00 e R$ 10,00.

Fonte: Revista Fator Brasil

5
set

Roteiro de VINHOS no Chile e na Argentina

Posted in Combinação, Dicas, Notícias  by Marcelo No Comments

Amador ou enólogo, sommelier ou degustador, não importa a denominação, o vinho atrai o mais diverso apreciador, que tem os sentidos cativados pelo seu encanto. A viagem para amantes da bebida oferecida pela Maktour, operadora de turismo luxo, começa com a visita à Pirque, bordeando o Valle del Maipo, um município fascinante próximo a Santiago, onde estão concentrados os mais tradicionais vinhedos do Chile, com seus parques, plantações e adegas. Para entender o clássico processo produtivo do vinho, um passeio pela Viña Undurraga é uma primorosa escolha.
Para completar o roteiro no Chile, vale a pena apreciar uma viagem de trem até a cidade de Curico, ao sul de Santiago, onde se concentram os mais modernos métodos de produção da América do Sul que, atualmente, é considerado um dos centros vitivinícolas mais importantes e tradicionais do Chile, exportando para mais de 70 países e com importantes vinhedos, como San Pedro, Miguel Torres e La Fortuna.
Seguindo viagem, o destino para complementar o roteiro da América do Sul é Mendoza, província a oeste da Argentina. Após 6 horas de viagem de ônibus, é possível chegar ao destino. Importante pólo de produção, a região é conhecida também pela excelente gastronomia. Contudo, a melhor escolha é almoçar em uma das adegas da região, onde o visitante pode apreciar as carnes argentinas acompanhadas por vinhos da casa.
Um curso de Introdução à Técnica de Degustação de Vinhos, a cargo de um enólogo, é a opção para encerrar o roteiro dos vinhos. Assim, é possível aprender na teoria e colocar em prática o processo, as técnicas, a elaboração e, claro, a degustação dos mais diversos tipos, como Cabernet Sauvignon, Carmenère, Merlot, Chardonnay, Pinot.
A Maktour possui um roteiro de Vinhos especial pelo Chile e Argentina de 8 dias (4 noites de hospedagem em Santiago e 3 noites em Mendoza), com café da manhã, passagem aérea de ida e volta pela Varig, traslados de chegada e saída, bilhetes de trem de ida e volta para Curico, bilhete de ônibus para Mendoza, visita a Viña Undurraga e passeio pela Rota do Vinho de Curico, com almoço.
Informações: www.maktour.com.br

Fonte: Brasilturis Jornal

16
ago

Vinhos Brancos

812318 not fot Vinhos Brancos Nossa região, Nordeste do Brasil, é caracterizada por possuir apenas duas estações climáticas: estação chuvosa, quando pretensamente faz um pouco de frio e estação seca, sem chuva, quando faz um pouco mais de calor. Estamos entrando nesta segunda fase. Época propícia ao consumo de vinhos brancos, embora, para mim, não haja correlação entre clima e a cor do vinho que se vai tomar. Neste nosso clima sempre calorento, vinho de qualquer cor é, toda vida, uma escolha acertada desde que combinando com o ambiente, a ocasião e harmonizando com os acepipes.
Há uma grande variedade de vinhos no mundo procedente das mais diversas regiões e das mais variadas cepas: tintos brancos e rosados; espumantes e tranqüilos; secos e doces, estes últimos podendo ser Botritizados ou Colheita Tardia; fortificados, como os Portos ou Madeiras; etc. Em cada uma destas variedades há vinhos péssimos e vinhos fantásticos. Tudo se resume em saber escolher. O que não é uma tarefa fácil, considerando a grande variedade de ofertas existente no mercado, as propagandas enganosas e principalmente a influência maléfica dos julgamentos e conceitos tendenciosos, encomendados a alguns experts pelos que apenas querem vender, sem se preocupar com a satisfação e prazer do consumidor final..
Mas, para que se possa usufruir o máximo de prazeres que um branco pode lhe oferecer, é preciso que se obedeçam pelo menos duas regrinhas elementares sobre temperatura e idade mas, muito importantes:
* Os vinhos brancos devem ser tomados numa temperatura mais baixa que os tintos, mas, não muito gelados. Vinho branco não é cerveja. Os brancos são permeados por uma variedade e riqueza de aromas e sabores, que passam desapercebidos quando são servidos muito gelados. Para aproveitar toda a potencialidade de prazeres que um branco pode lhe oferecer, sirva os mais leves e simples numa temperatura perto dos 10oC e os mais encorpados e complexos perto dos 13oC.
* Os brancos mais leves, mais simples, que normalmente são os mais baratos, devem ser degustados com pouca idade. Preferencialmente de safras não mais antigas do que 4 anos, o que hoje corresponderiam, no máximo aos produzidos de 2004 para cá, pois eles envelhecem muito rapidamente, principalmente em nosso clima quente, perdendo suas qualidades organolépticas. Cuidado que os vinhos brancos produzidos em anos anteriores poderão estar deteriorados. Mas, infelizmente, devido à ganância dos negociantes e outros fatores meramente comerciais, estes vinhos brancos mais antigos se encontram nas prateleiras das lojas e supermercados, ofertados aos consumidores incautos e desavisados que, atraídos pelos preços convidativos, poderão sofrer uma grande decepção ao consumi-los.
O lugar mais apropriado para se degustar qualquer vinho é na mesa. Principalmente quando acompanha um prato com o qual sua harmonização é perfeita. E, neste caso, os brancos têm muito mais possibilidades que quaisquer outros tipos de vinhos. São muito mais versáteis. Um grande branco acompanha um prato suculento, principalmente quando elaborado com seu peixe favorito envolvido em um molho encorpado. Mas, também vão bem com pratos de carne.
Outro dia, juntamente com alguns amigos, ousamos harmonizar uma feijoada, prato elaborado com os mais diversos tipos de carnes vermelhas de sabores intensos, muito bem feita por sinal, com um Chardonnay Montes Alpha. Vinho branco chileno complexo de excelente qualidade, somente o preço é que não é muito convidativo. Qual não foi nossa surpresa. Ficou uma combinação divina.
Desejo que todos, depois de algumas tentativas, num processo contínuo de erros e acertos, consigam atingir estes prazeres incomensuráveis de harmonizações perfeitas entre brancos e os mais diversos pratos, compartilhando-os com amigas e amigos.
Saudações vínicas

 

Fonte: O POVO Online – CE

8
ago

VINHO – Sauternes, exemplares raros, caros, de meditação

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"Château d’Yquem é meu maior sonho de consumo depois da Isabella Roselinni"
A epígrafe acima é de um de meus livros, O Diário de um Náufrago em um Mar de Vinho, e no original é completada com: "Prefiro ser politicamente incorreto a perder uma boa frase."
Passados exatos dez anos desde que escrevi esta máxima, minha musa amadureceu com muito charme e o Château d’Yquem continua o melhor dentre os Sauternes e o maior vinho branco doce do mundo.
Os Sauternes são vinhos raros e caros, ditos "vinhos de meditação", elaborados por meio de processo fascinante e natural. A principal razão do fascínio e do sucesso deste néctar chama-se Botrytis cinerea, um fungo que ataca os cachos de uva, apodrecendo-os. É, contudo, uma podridão benigna, conhecida como "podridão nobre".
O Botrytis cinerea ocorre apenas naturalmente. O fungo faz microfuros na casca da uva secando-a e concentrando açúcar, aroma e sabor. Ao mesmo tempo o Botrytis provoca transformações químicas nas uvas: aumenta a concentração de ácido tartárico e açúcar, o teor pectina e estimula a produção de glicerol, que dá viscosidade e altera o aroma dos vinhos.
O fungo ocorre pelo encontro das águas de dois rios, Garonne e Ciron. A diferença de temperaturas das águas (do Ciron bem mais frias) provoca um excesso de umidade enevoando.
O Sauternes é 90% natureza e trabalho delicado nos vinhedos. A elaboração do vinho é simples e tradicional. Em uma vista ao Château d’Yquem, pude comprovar equipamento rústico, uma antiga prensa, mas excelentes barricas novas do melhor carvalho. Os bons Sauternes amadurecem em barricas por um a três anos.
As castas autorizadas são Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle. A primeira é a espinha dorsal do Sauternes, dá corpo, longevidade e é mais suscetível à podridão nobre. A Sauvignon Blanc entra com a intensidade aromática e o frescor. A Muscadelle, quando utilizada, raramente passa dos 5% na composição do vinho. Trata-se de uma casta perfumada, mas estes aromas se perdem ao longo dos anos, o que a torna pouco cotada para vinhos de guarda. Além disso a Muscadelle é de difícil cultivo, exigindo trabalho extra dos viticultores.
Um bom Sauternes pode ter sua colheita em várias fases. Em setembro o Botrytis cinerea ataca parcialmente a Sauvignon Blanc e algumas uvas são colhidas. Depois de duas semanas outro fungo, a "podridão cinza" (maligna) costuma atacar e algumas uvas precisam ser eliminadas. Em outubro ocorre outro ataque do Botrytis, desta vez na Sémilllon e no restante da Sauvignon Blanc, e uma última colheita seletiva acontece lentamente, podendo durar três semanas.
Em 1986 uma garrafa de Château d’Yquem 1784 alcançou o valor recorde de £ 36 mil em leilão na londrina Christie’s O recipiente de 750ml fazia parte da coleção pessoal de Thomas Jefferson.
Além dos destaques, testei duas boas compras: Château Grillon 2005 (Expand, tel.: 11 3847-4747, R$ 88 por 375ml). Aromas intensos, frescos, mel, laranja, flores brancas, abacaxi, pêssegos, baunilha, especiarias. Paladar leve e doce (mas não muito), boa acidez, bom equilíbrio. Leve e jovial, para beber já. 86/100.
Château Petit-Védrines 2004 (World Wine, tel.: 11 3315 7477, R$ 75 por 375ml). Aroma intenso e típico de mel de laranjeira, abricó, limão amarelo, resinas, manga. Paladar doce, leve, com boa acidez e elegante. 87/100
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 14)(Marcelo Copello – Editor-chefe do site www.mardevinho.com.br e da revista Adega, articulista internacional, autor de livros. mcopello@gazetamercantil.com.br )

Fonte: Gazeta Mercantil

1
mai

A escolha nos jantares de negócios

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EXAME

Em poucos momentos a definição sobre qual vinho escolher é tão complicada quanto nos almoços e jantares de negócios. Coadjuvante importante, a garrafa não pode roubar a cena, mas também não pode passar despercebida. É um rótulo mais difícil de ser escolhido, mas o anfitrião não deve perder muito tempo na definição de qual branco ou tinto pedir e, menos ainda, indicar quanto quer gastar na frente de seu convidado. “Cada vez mais clientes me ligam antes para definir o vinho”, afirma Manoel Beato, do Fasano, em São Paulo. Pelo telefone, há mais tempo para pensar nas alternativas e analisar os rótulos disponíveis na carta. E, principalmente, é mais fácil informar sem rodeios quanto se está disposto a pagar. Há quem prefira pedir para enviar a carta de vinhos por fax para estudá-la com calma. Mas isso ainda é uma raridade entre os clientes brasileiros.

Combinado com antecedência, o serviço de vinho ganha em qualidade. Há rótulos que pedem a decantação antecipada, o que é impossível fazer quando o cliente já está à mesa. Nesses casos, o sommelier consegue se planejar e decantar o vinho antes, além de garantir que a bebida estará na temperatura correta e que tem garrafas suficientes para a ocasião. Outra saída é chegar 15 minutos antes dos convidados para conversar com o sommelier. Assim, quando o jantar começar, o anfitrião pode sugerir o vinho com segurança — e até dar ares de entendido. Responsável pela carta de A Figueira Rubaiyat, em São Paulo, com seus 1 170 rótulos e quase 40 páginas, Fabiano Fernandes Aurélio conta que nesses casos seu conselho é um só: não pedir muitos rótulos e se concentrar em um ou dois vinhos, no máximo, para o jantar inteiro. “Vários vinhos diferentes tiram a atenção da conversa principal”, diz ele. E, para quem quer fechar negócio, nada pode ser pior.

 
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