Mundo dos Vinhos
Todas dicas sobre Vinhos e Enologia

Archive for the ‘Curiosidades’ Category

10
jan

Divergências históricas entre produtores e vinícolas

Posted in Curiosidades, Histórias  by Marcelo No Comments

Mais do que uva, a safra que começa ser colhida agora vem com turbulências por conta de discordâncias sobre valores a serem pagos pela fruta. A indústria tenciona pagar R$ 0,29 pelo quilo de variedades americanas e híbridas com 15 graus de açúcar, mais 20% a título de margem de rentabilidade; total R$ 0,36. Já os produtores reivindicam R$ 0,55, argumentando que em 2007 e 2008 não houve reajuste e que o custo de produção aumentou. A palavra final será do governo federal – o responsável pela política de preços mínimos para o setor – possivelmente, antes do final deste mês. Na bolsa de aposta, entretanto, a tendência é pela manutenção de R$ 0,46, valor de referência nas duas últimas safras para o Preço Mínimo Básico (PMB).

“Fizemos um estudo bem fundamentado, com 500 produtores de 30 cidades. Na ponta do lápis, o custo de produção é de R$ 0,55″, enfatizou o presidente do Sindicato Rural de Flores da Cunha e da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin. “Tem produtor entregando uva vinífera e recebendo com o preço de uva comum porque não há mais onde colocar”, lamentou o dirigente que fala em quebra de safra em algumas variedades.

O Programa de Escoamento da Produção (PEP), realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pode auxiliar na determinação de patamares mais altos de preços. “Todas as ações que vierem para reduzir a oferta interna repercutiria no aumento do preço do vinho e, consequentemente, no da uva”, argumentou o secretário executivo da Associação Gaúcha dos Viticultores (Agavi), Darci Dani. “A maior vantagem no PEP que o governo pode propor é a certeza que existirá menos pressão no mercado interno e a garantia do pagamento do preço mínimo para empresas que desejarem participar deste tipo de programa”, afirmou o executivo.

O diretor da Federação das Cooperativas de Vinho do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Hélio Marchioro, comentou que as ações que o Poder Público vem tomando demonstram respeito pelos pleitos do Movimento em Defesa da Uva e dos Vinhos do Brasil.

Fonte: G.A. – Gazeta Mercantil

2
jan

Médico australiano afirma ter criado o vinho mais saudável do mundo

O seu nome é Philip Norrie, e é um médico especialista nas propriedades terapêuticas do vinho. Durante a sua carreira observou vários pacientes que morreram de doenças que, segundo ele, poderiam ser prevenidas. Depois disso, estudou e patenteou um tipo de vinho medicinal.

A fórmula consiste em adicionar doses extra de um polifenol antioxidante conhecido como resveratrol, extraído a partir da casca da uva.

Por cada litro de vinho é adicionado até 100 vezes mais de resveratrol do que o normal. Segundo o especialista, esta dose adicional permite ao vinho “limpar” as artérias sanguíneas, para além de ajudar na prevenção de ataques cardíacos, derrames e diabetes em 50%.

“A concentração do antioxidante é colocada dentro da garrafa de vinho antes do lacre”, afirmou.

O resveratrol já é conhecido devido às suas propriedades para combater problemas cardíacos, como limpar depósitos de gordura nas artérias, embora seja geralmente encontrado em apenas pequenas quantidades no vinho, de três a seis miligramas por litro nos vinhos tintos e apenas um miligrama nos brancos.

Ainda segundo o médico, aqueles que gostam de um bom vinho não notam a diferença no gosto nem no aroma da bebida.

“Os consumidores têm apenas que continuar a sua rotina, bebendo geralmente de duas taças, para mulheres, e de três ou quatro, para os homens”, acrescentou.

No entanto, especialistas alertam que é preciso evitar beber quantidades excessivas de resvertarol pois ainda não são conhecidos os seus efeitos a longo prazo.

Fonte: Farmacia.com.pt

20
set

Vinho em lata chega às prateleiras

Posted in Curiosidades, Notícias  by Marcelo No Comments

O charme de usar o saca-rolhas pode ficar comprometido, mas os mais descolados agora podem se surpreender com novidades que estão chegando em supermercados e casas especializadas em bebidas. Já há de vinhos a conhaques vendidos em latas. Água de coco, chope de vinho e cachaça também foram enlatados e começam a ganhar público fiel no país. O novo formato, em um primeiro momento, intriga. Mas o consumo é certo, nem que seja para experimentar. “Nunca tomei um vinho em lata. É meio estranho. Fico com o pé atrás. Mas assim que chegar aqui quero experimentar. Tudo é uma questão de teste”, afirma Cláudia Ferrari, proprietária do Buffet Flambar e diretora da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho. “Espaço para bebidas em lata deve ter. A dúvida só é se haverá aceitação”, observa.
Envasar bebidas diferentes em latas é uma prática recente tanto no país como no mundo. A pioneira no lançamento de um vinho em lata é a vinícola Cavas Hill, da Espanha. Há opções de 250ml nas versões branco e tinto. A gerente da área de exportações da empresa, Inés Oro, garante que a qualidade não ficou comprometida. “É um bom vinho. O envase diferente nos permite abrir novas formas de consumo. Dá para beber em boates, barcos e até em picnics”, observa.
No país, o que já existe é a produção de vinhos enlatados gaseificados, conhecidos como chopes de vinhos. A vinícola Góes, por exemplo, lançou, há três anos o Grape Cool, que já é vendido em Curitiba e São Paulo, por exemplo, e agora começa a chegar a Minas Gerais. Há um ano e meio, a Alpha Vinhos desenvolveu o Autêntico, que também é um chope de vinho em lata que passa a ser distribuído no mercado mineiro até o fim do mês. “No início, a intenção era servir apenas em chopeiras, mas posteriormente verificamos a boa aceitação e registramos muitos pedidos para levar para casa. Por isso, decidimos apostar na lata”, afirma o diretor-comercial da Vinícola Góes, Edson Antônio de Camargo.
A diretora-executiva da MBI Marketing, Martha Bordin, consultora do mercado de bebidas e responde pelas estratégias de marketing da Alpha Vinhos, explica que o Autêntico é um vinho gaseificado que também é oferecido em latas aos clientes. “Existe uma máxima de que vinho tem de ser servido na garrafa e que chope tem de ser do barril, mas observamos que há espaço para novidades”, afirma. Segundo ela, jovens, entre 20 e 35 anos são os que mais apreciam a bebida. “Mulheres também gostam muito”, afirma. O preço sugerido para a lata de 350ml do Autêntico varia de R$ 3,50 a R$ 4.
O presidente da Lokococo, Frederico Meschmark, garante que foram os primeiros a lançar a água de coco enlatada, há dois anos. “Tínhamos prejuízos com as caixinhas tetra pak, que furavam”, diz. Ele garante que a opção em lata é um sucesso. Tanto que as vendas crescem 10% ao ano. A Cia. Müller também já enlata o conhaque Domus e a 51, nas versões de cachaça e ice. O diretor-comercial da Rexam, uma das maiores fabricantes de latas do mundo, Renato Estevão, conta que o consumo de bebidas nesse tipo de embalagem cresceu 13,5%, em 2007, no país. Foram vendidas 12,2 bilhões de unidades. Até então, as cervejas e os energéticos são as bebidas mais vendidas em latas. Mas outras bebidas começam a ganhar espaço. No caso da cachaça, por exemplo, 8,6% da produção industrializada do país já é enlatada. Atualmente a Rexam produz latas para as cachaças Pitú, Caninha 51 (350ml e 473ml), Cachaça dos Sertões e Paturi. Na Argentina e no Chile, produz latas para vinhos.

 

Fonte: UAI

20
ago

Livro "O que é enologia" detalha a história do vinho

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A boa apreciação do vinho, sua produção e história são abordadas em minúcias no livro “O que é enologia” (Editora Brasiliense, 2008), novo lançamento da Coleção Primeiros Passos, que chega às livrarias do país neste segundo semestre.

Assinada por Silvia Cintra Franco e pela chef Renata Braune, a obra primeiramente detalha a enologia e seu objeto de estudo, observados por variados aspectos, que vão desde a seleção das uvas, aos processos de fermentação e tipos de vinhos. Para uma boa apreciação da bebida, é necessário experiência, ou atenção e “litragem”, como afirmam as autoras: “bebe-se um pouco de muitos em vez de muito de poucos”. Assim, dicas para degustação não poderiam faltar no livro.
Silvia e Renata apontam idas a bares de vinho ou reunião com amigos, com diferentes rótulos e companhias agradáveis, alguns dos passos para aqueles interessados em compreender e saborear melhor os vinhos. Em “O que é enologia”, os autodidatas encontrarão dicas para treinar cada um dos sentidos envolvidos na apreciação dos vinhos: tato, visão, paladar e olfato; aprendendo o que deve ser observado e de maneira, como a cor e a viscosidade do líquido, por exemplo. A harmonização, ou a enogastronomia, também ganha um capítulo, ainda que breve, indicando os princípios de combinações entre bebida e comida. O vinho é analisado ainda sob a ótica sócio-cultural ao serem levantados pontos de vista de pensadores como Pierre Bourdie e Goethe, ou de críticos como Robert Parker e Hugh Johnson; antes de ter sua história esmiuçada, desde a Antiguidade, e sem deixar de lado a sua presença no Brasil.

O Debate – Belo Horizonte

15
ago

Quem diria, a cerveja não é mais a mesma

Posted in Curiosidades, Dicas, Notícias  by Marcelo No Comments

São Paulo, 15 de Agosto de 2008 – A Grécia, todos sabem, é o território responsável pelo culto do vinho como bebida das elites. Lá, o suco de uva fermentado passou a ser considerado a mais civilizada das bebidas. Bebedores – como eram chamados os amantes do vinho – reuniam-se em confrarias para debates divertidos e competitivos, em que um tentava superar aso outro em inteligência, poesia ou retórica, como diz Tom Standage em seu livro História do Mundo em Seis Copos.
Essas reuniões eram consideradas o auge da sofisticação social, além de um incentivo ao hedonismo. Participavam, por exemplo, ninguém menos do que Sócrates e Platão (o primeiro chegou a ser descrito pelo outro como um “bebedor ideal” – aquele que busca a verdade ao beber o vinho, sem jamais perder o controle sobre si mesmo).

Se até hoje o vinho mantém sua simbologia de poder e riqueza, agora é a vez da cerveja requerer um status mais elevado entre os álcoois. No Brasil o movimento de sofisticação do consumo é recente., e agora conta com um grupo de entusiastas formado por empresários, executivos e formadores de opinião, que criaram uma confraria de bebedores de cerveja. Trata-se da Sociedade Baden Baden, que pretende celebrar a mais antiga bebida do mundo – criada há 10 mil anos na Mesopotâmia por acaso, a partir da dificuldade de se armazenar cereais em locais à prova d’água (bem, descobriu-se que, embebidos no líquido primordial, os grãos transformavam-se em mingau efervescente e agradavelmente embriagante).
O primeiro encontro da sociedade de amantes da cerveja não recriou uma comemoração na Mesopotâmia, nem um festim na Grécia. Aconteceu no D.O.M., de Alex Atala, onde a modernidade impera. Convidados chegaram em belos carros – muitos com motorista particular devido à Lei Seca – para tilintar não taças de cristal, mas canecas.

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