Mundo dos Vinhos
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Archive for the ‘Curiosidades’ Category

20
set

Vinho em lata chega às prateleiras

Posted in Curiosidades, Notícias  by Marcelo No Comments

20080920082647582 Vinho em lata chega às prateleiras O charme de usar o saca-rolhas pode ficar comprometido, mas os mais descolados agora podem se surpreender com novidades que estão chegando em supermercados e casas especializadas em bebidas. Já há de vinhos a conhaques vendidos em latas. Água de coco, chope de vinho e cachaça também foram enlatados e começam a ganhar público fiel no país. O novo formato, em um primeiro momento, intriga. Mas o consumo é certo, nem que seja para experimentar. “Nunca tomei um vinho em lata. É meio estranho. Fico com o pé atrás. Mas assim que chegar aqui quero experimentar. Tudo é uma questão de teste”, afirma Cláudia Ferrari, proprietária do Buffet Flambar e diretora da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho. “Espaço para bebidas em lata deve ter. A dúvida só é se haverá aceitação”, observa.
Envasar bebidas diferentes em latas é uma prática recente tanto no país como no mundo. A pioneira no lançamento de um vinho em lata é a vinícola Cavas Hill, da Espanha. Há opções de 250ml nas versões branco e tinto. A gerente da área de exportações da empresa, Inés Oro, garante que a qualidade não ficou comprometida. “É um bom vinho. O envase diferente nos permite abrir novas formas de consumo. Dá para beber em boates, barcos e até em picnics”, observa.
No país, o que já existe é a produção de vinhos enlatados gaseificados, conhecidos como chopes de vinhos. A vinícola Góes, por exemplo, lançou, há três anos o Grape Cool, que já é vendido em Curitiba e São Paulo, por exemplo, e agora começa a chegar a Minas Gerais. Há um ano e meio, a Alpha Vinhos desenvolveu o Autêntico, que também é um chope de vinho em lata que passa a ser distribuído no mercado mineiro até o fim do mês. “No início, a intenção era servir apenas em chopeiras, mas posteriormente verificamos a boa aceitação e registramos muitos pedidos para levar para casa. Por isso, decidimos apostar na lata”, afirma o diretor-comercial da Vinícola Góes, Edson Antônio de Camargo.
A diretora-executiva da MBI Marketing, Martha Bordin, consultora do mercado de bebidas e responde pelas estratégias de marketing da Alpha Vinhos, explica que o Autêntico é um vinho gaseificado que também é oferecido em latas aos clientes. “Existe uma máxima de que vinho tem de ser servido na garrafa e que chope tem de ser do barril, mas observamos que há espaço para novidades”, afirma. Segundo ela, jovens, entre 20 e 35 anos são os que mais apreciam a bebida. “Mulheres também gostam muito”, afirma. O preço sugerido para a lata de 350ml do Autêntico varia de R$ 3,50 a R$ 4.
O presidente da Lokococo, Frederico Meschmark, garante que foram os primeiros a lançar a água de coco enlatada, há dois anos. “Tínhamos prejuízos com as caixinhas tetra pak, que furavam”, diz. Ele garante que a opção em lata é um sucesso. Tanto que as vendas crescem 10% ao ano. A Cia. Müller também já enlata o conhaque Domus e a 51, nas versões de cachaça e ice. O diretor-comercial da Rexam, uma das maiores fabricantes de latas do mundo, Renato Estevão, conta que o consumo de bebidas nesse tipo de embalagem cresceu 13,5%, em 2007, no país. Foram vendidas 12,2 bilhões de unidades. Até então, as cervejas e os energéticos são as bebidas mais vendidas em latas. Mas outras bebidas começam a ganhar espaço. No caso da cachaça, por exemplo, 8,6% da produção industrializada do país já é enlatada. Atualmente a Rexam produz latas para as cachaças Pitú, Caninha 51 (350ml e 473ml), Cachaça dos Sertões e Paturi. Na Argentina e no Chile, produz latas para vinhos.

 

Fonte: UAI

20
ago

Livro "O que é enologia" detalha a história do vinho

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A boa apreciação do vinho, sua produção e história são abordadas em minúcias no livro “O que é enologia” (Editora Brasiliense, 2008), novo lançamento da Coleção Primeiros Passos, que chega às livrarias do país neste segundo semestre.

Assinada por Silvia Cintra Franco e pela chef Renata Braune, a obra primeiramente detalha a enologia e seu objeto de estudo, observados por variados aspectos, que vão desde a seleção das uvas, aos processos de fermentação e tipos de vinhos. Para uma boa apreciação da bebida, é necessário experiência, ou atenção e “litragem”, como afirmam as autoras: “bebe-se um pouco de muitos em vez de muito de poucos”. Assim, dicas para degustação não poderiam faltar no livro.
Silvia e Renata apontam idas a bares de vinho ou reunião com amigos, com diferentes rótulos e companhias agradáveis, alguns dos passos para aqueles interessados em compreender e saborear melhor os vinhos. Em “O que é enologia”, os autodidatas encontrarão dicas para treinar cada um dos sentidos envolvidos na apreciação dos vinhos: tato, visão, paladar e olfato; aprendendo o que deve ser observado e de maneira, como a cor e a viscosidade do líquido, por exemplo. A harmonização, ou a enogastronomia, também ganha um capítulo, ainda que breve, indicando os princípios de combinações entre bebida e comida. O vinho é analisado ainda sob a ótica sócio-cultural ao serem levantados pontos de vista de pensadores como Pierre Bourdie e Goethe, ou de críticos como Robert Parker e Hugh Johnson; antes de ter sua história esmiuçada, desde a Antiguidade, e sem deixar de lado a sua presença no Brasil.

O Debate – Belo Horizonte

15
ago

Quem diria, a cerveja não é mais a mesma

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São Paulo, 15 de Agosto de 2008 – A Grécia, todos sabem, é o território responsável pelo culto do vinho como bebida das elites. Lá, o suco de uva fermentado passou a ser considerado a mais civilizada das bebidas. Bebedores – como eram chamados os amantes do vinho – reuniam-se em confrarias para debates divertidos e competitivos, em que um tentava superar aso outro em inteligência, poesia ou retórica, como diz Tom Standage em seu livro História do Mundo em Seis Copos.
Essas reuniões eram consideradas o auge da sofisticação social, além de um incentivo ao hedonismo. Participavam, por exemplo, ninguém menos do que Sócrates e Platão (o primeiro chegou a ser descrito pelo outro como um “bebedor ideal” – aquele que busca a verdade ao beber o vinho, sem jamais perder o controle sobre si mesmo).

Se até hoje o vinho mantém sua simbologia de poder e riqueza, agora é a vez da cerveja requerer um status mais elevado entre os álcoois. No Brasil o movimento de sofisticação do consumo é recente., e agora conta com um grupo de entusiastas formado por empresários, executivos e formadores de opinião, que criaram uma confraria de bebedores de cerveja. Trata-se da Sociedade Baden Baden, que pretende celebrar a mais antiga bebida do mundo – criada há 10 mil anos na Mesopotâmia por acaso, a partir da dificuldade de se armazenar cereais em locais à prova d’água (bem, descobriu-se que, embebidos no líquido primordial, os grãos transformavam-se em mingau efervescente e agradavelmente embriagante).
O primeiro encontro da sociedade de amantes da cerveja não recriou uma comemoração na Mesopotâmia, nem um festim na Grécia. Aconteceu no D.O.M., de Alex Atala, onde a modernidade impera. Convidados chegaram em belos carros – muitos com motorista particular devido à Lei Seca – para tilintar não taças de cristal, mas canecas.

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7
ago

Cientistas criam ‘língua eletrônica’ para identificar vinho

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Uma equipe de pesquisadores catalães desenvolveu o que chamam de "língua eletrônica" capaz de identificar propriedades dos vinhos e distinguir entre uvas e safras.

O aparelho combina uma série de sensores que, instalados em um mesmo chip, percebem os componentes químicos que diferenciam uma uva de outra, ou uma safra de outra.

"O aparelho pode ser utilizado para detectar fraudes cometidas na safra do vinho ou a variedade das uvas utilizadas", afirmou a pesquisadora Cecília Jiménez-Jorquera, do Instituto de Microeletrônica de Barcelona, Espanha, que liderou o estudo.

Os cientistas programaram os sensores para identificar as principais categorias do paladar: doce, salgado, amargo, ácido e umami (expressão japonesa que quer dizer "saboroso", ou a sensação agradável gerada pelo contato da língua com os glutamatos).

As experiências foram feitas com o suco de quatro uvas populares na Catalunha – Airén, Chardonnay, Malvasia e Macabeu – e com os vinhos produzidos dessas uvas em 2004 e 2005.

A análise organoléptica dos resultados foi publicado na última edição da revista científica The Analyst, da Royal Society of Chemistry.

De acordo com a equipe, o aparelho é compacto, portátil, e pode ser "treinado" para identificar outras variedades de uva, permitindo testes instantâneos e em campo, sem a necessidade de enviar amostras para processamento em laboratório.

"O controle de qualidade dos vinhos e dos sucos da uva, assim como a quantificação de diversas espécies, tem tido grande importância na indústria do vinho", escreveram os cientistas, no artigo.

"Os diferentes estágios que formam a cadeia da produção de vinho, do cultivo das uvas ao envelhecimento e ao consumidor final, precisam ser monitorados para controlar possíveis fraudes e para quantificar o nível de determinados componentes críticos para a qualidade final do produto."

"Considerando a complexidade das amostras de vinho e a grande quantidade de dados que podem ser obtidos e tratados em cada medição, o uso de línguas eletrônicas na indústria do vinho é promissor."

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

31
mai

Cantos gregorianos são usados para melhorar qualidade dos vinhos chilenos

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da Efe

O enólogo chileno Aurelio Montes, fundador da Viña Montes, reproduz cantos gregorianos em suas adegas para melhorar a qualidade da bebida durante sua criação, pois, segundo ele, a música e o vinho formam uma união indissolúvel.

“Sempre achamos que a música e o vinho andam juntos. É muito diferente tomar uma taça em um lugar barulhento e incômodo do que o fazer sentado escutando uma música agradável, seja clássica ou moderna”, explica à Agência Efe.

Por isso, quando em 2004 construiu sua adega do Valle de Colchagua (centro), Montes colocou um equipamento de música e alto-falantes para envolver a sala de tonéis com cantos gregorianos e conseguir que o vinho amadurecesse em um ambiente relaxante.

“Queríamos um tipo de música que desse uma sensação de calma e paz e descobrimos que os cantos gregorianos eram algo sagrado, relaxante”, afirmou Montes.

A suspeita de que a música tinha influência na bebida foi confirmada por um estudo publicado na revista “National Geographic” que destacava a influência positiva dos ritmos e melodias na água e nas plantas.

“No vinho, as diferenças são muito sutis”, explica Montes, convencido de que a música monástica beneficia seus vinhos, sobretudo o Cabernet Sauvignon.

“Desde que colocamos música, o vinho envelhece com uma grata harmonia. No início, o vinho é um pouco agressivo, como um jovem, mas com a música os taninos se acalmam”, assegura.

A vontade de relacionar vinho e música fez com que Aurelio Montes iniciasse, junto à Universidade Heriot-Watt (em Edimburgo, na Escócia), uma ambiciosa pesquisa que determinou que a música pode influir no sabor.

Os psicólogos desta universidade escocesa comprovaram que as diversas melodias estimulam distintas partes do cérebro e preparam o consumidor para degustar os vinhos.

Assim, uma peça musical de grande força como “Carmina Burana” faz com que um Cabernet Sauvignon seja degustado até 60% mais forte e encorpado.

Por outro lado, na hora de saborear um Chardonnay, o ideal é escutar “Rock DJ”, de Robbie Williams, ou “Spinning around”, de Kylie Minogue, enquanto para tomar um Syrah o melhor é um clássico como “Nessun Dorma”, de Puccini, interpretada por Luciano Pavarotti.

Embora Aurelio Montes intuísse que havia relação direta entre música e percepção gustativa do vinho, o enólogo está “extremamente surpreso” com a pesquisa.

Animado com os resultados, o fundador da Viña Montes já tem em mente novos testes para que o vinho possa ouvir estrelas do rock como Jimi Hendrix.

Aurelio Montes está convencido de que estas descobertas influirão nos hábitos de consumo e não descarta que, apesar do tipo de comida recomendado, os rótulos do futuro tenham o tipo de música para realçar suas qualidades.

Inspirar o amadurecimento do vinho com música é, por enquanto, um método exclusivo de Viña Montes, mas seu descobridor tem certeza de que outras adegas adotarão em breve esta inovadora técnica.

Ainda se verá o efeito deste peculiar achado no sofisticado universo vinícola, coalhado de tons, variedades, matizes e aromas.

Mas Aurelio Montes não acredita que o vinho se torne mais elitista e exclusivo.

“O que acontece é que o vinho é um dos poucos produtos considerados uma obra de arte, porque, em sua elaboração, há um pouco de artesanato”, diz ele.

Por enquanto, os produtores de vinho que queiram tirar o máximo de proveito de seu produto deverão adquirir conhecimentos musicais, enquanto os consumidores, além de escolher a comida adequada, se verão na encruzilhada de escutar Rolling Stones ou Paul McCartney.

 
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