Mundo dos Vinhos
Todas dicas sobre Vinhos e Enologia

Archive for the ‘Curiosidades’ Category

4
mai

Como encarar o sommelier

Posted in Curiosidades, Dicas, Histórias  by Marcelo No Comments

Por Suzana Barelli

EXAME Nessa noite, ele quer impressionar. O romântico jantar foi marcado com semanas de antecedência num dos melhores restaurantes da cidade. Couvert? Claro. Uma taça de espumante? Por que não? Tudo vai nos conformes até que chega a temida hora: o sorridente sommelier inicia sua abordagem, entrega uma imensa carta de vinhos, com mais de 1 000 rótulos, e aguarda pacientemente uma decisão. Os minutos começam a passar lentamente. Perdido entre tantas opções, sem saber se pedir um vinho barato é uma vergonha, temendo que um rótulo caro demais coloque a conta no vermelho, há quem sue frio e lamente em segredo não poder pedir o bom e velho uísque. A saída encontrada por muitos é simplesmente apontar rapidamente para o primeiro nome conhecido da carta. “Muitos vêem o sommelier como inimigo, aquele que está lá para empurrar um vinho caríssimo”, diz Manoel Beato, responsável pelos vinhos do grupo Fasano. “Embora esse tipo exista, a função do sommelier é ajudar, não aterrorizar.”

A solução para o impasse é tornar o sommelier um aliado. Responsável pelo serviço das bebidas, ele conhece — ao menos teoricamente — todos os rótulos listados ali e sabe como harmonizá-los com as receitas da casa. O primeiro passo para ter o sommelier a seu lado é afinar a linguagem. O mundo do vinho tem um vocabulário próprio, peculiar. Suave, por exemplo, é uma bebida doce, com açúcar residual, e não um vinho levinho, como muitos imaginam. Frutado, para o sommelier, é uma bebida mais perfumada, como aquelas elaboradas com as uvas gewürztraminer e moscato. “Às vezes, o consumidor pede um vinho leve, mas quer um tinto redondo, macio e, principalmente, encorpado”, diz Beato. “É preciso traduzir o cliente.” Ou, mais precisamente, traduzir o sommelier.

Embora as características do vinho sejam importantes para definir o que vai acompanhar o jantar, o que atormenta a cabeça dos comensais é, quase sempre, o preço. O medo é passar vexame caso o sommelier indique um vinho fora do alcance do bolso. Como ninguém gosta de bradar quanto está disposto a pagar, os mais experientes recomendam o uso de frases cifradas que passem o recado. Comentários sobre suas preferências pessoais ajudam. Podem ser informações simples, como “tomei um Valpolicella que me agradou” ou “aprecio vinhos da Borgonha, como o Romanée-Conti”. No primeiro caso, a mensagem é que o consumidor quer um vinho tinto de corpo médio e não está disposto a gastar mais que 70 ou 80 reais na garrafa. No segundo, o comensal está preocupado com o rótulo, quer tomar um dos grandes vinhos da carta e não liga para o preço (a safra 2001 do Romanée-Conti está à venda nas importadoras no Brasil por 8 900 reais a garrafa). “Outra dica é escolher por país: se é um jantar mais simples, peço um chileno ou argentino, sempre mais baratos. Caso contrário, procuro entre os franceses”, afirma Joseph Tutundjian, presidente da Winner Comércio Internacional. São formas indiretas de definir o preço de um vinho sem ter de falar abertamente, à mesa, quanto quer gastar.

Seria simples, mas o fato é que há, realmente, grande número de malandros espalhados pelos restaurantes do país — que tiram proveito da insegurança dos incautos para lucrar um pouco mais. “Muitos profissionais não respeitam as regras mais básicas”, diz Manuel Luz, coordenador do curso de sommelier profissional da Associação Brasileira de Sommeliers. Ele próprio uma vez foi surpreendido pelo preço de uma dose de vinho do Porto cobrado na conta. “Pedi uma taça para acompanhar a sobremesa e não olhei o preço”, afirma. O profissional serviu uma taça de um Porto 30 anos que custava mais que todos os pratos da casa. O normal, nesses casos, é servir uma taça de Porto Ruby, mais acessível. “Exemplos como esse infelizmente contribuem para a lenda de que o sommelier quer empurrar o vinho mais caro”, diz Luz.

SOMMELIER À PROVA
Os especialistas indicam alguns cuidados para manter a guarda alta. “Peça sempre mais de uma opção ao sommelier e preste atenção se ele coloca maior ênfase na garrafa mais cara ou na mais barata”, afirma Hélio Duarte, diretor executivo de relações institucionais do HSBC e consumidor de vinho para lá de exigente. Duarte também desconfia quando o profissional insinua que a bebida escolhida não combina com o menu e sugere outra garrafa numa faixa de preço mais alta. Ou insiste muito num vinho específico — pode ser um sinal de que ele está querendo forçar a barra.

Há outras maneiras de testar o sommelier. Antes de ir ao restaurante, o cliente pode preparar algumas perguntas específicas (para as quais saiba as respostas, claro). Se o profissional souber responder, bom sinal. O comensal também pode pedir pratos para os quais já conhece a harmonização com o vinho e solicitar uma sugestão para conferir a capacidade do sommelier. Se ele passar na prova, começa a merecer a confiança do cliente. No entanto, se o profissional aproveitar a deixa para exibir seus supostos conhecimentos, dizendo que um vinho é mais amadeirado ou fez a fermentação malolática em barricas, cuidado. Pode ser a maior roubada. Em situações como essas, não se incomode em ignorar a recomendação do sujeito. Afinal, quem vai pagar a conta é você.

21
abr

Universidade usa cegos para melhorar vinho na Espanha

Posted in Curiosidades, Notícias  by Marcelo No Comments
Da BBC

A Universidade de La Rioja está usando cegos em um projeto que visa melhorar a qualidade do vinho produzido na tradicional região vinícola da Espanha.

De acordo com o professor de Enologia Gonzalo Gonzalo, os deficientes visuais conseguem detectar problemas de aroma e paladar mais cedo do que máquinas que usam processos químicos tradicionais.

Isso permite que as imperfeições do vinho seja corrigidas antes, melhorando o resultado final.

“Não é que os cegos tenham os sentidos mais desenvolvidos. O que acontece é que, ao ter que suprir a falta de um deles, eles acabam se concentrando mais nos outros”, disse à BBC Brasil Gonzalo, co-autor do projeto.

“Se você quiser se concentrar para ouvir uma música, por exemplo, fechando os olhos vai conseguir focar seus sentidos ali. Assim é como funcionam os sentidos dos deficientes”, completou o professor.

Por acaso

O método foi descoberto por acaso nos laboratórios da universidade, quando um professor convidou um amigo cego para um teste de vinhos.

Os pesquisadores notaram, então, que o cego definia os picos de intensidade de aroma de cada vinho antes e com mais detalhe do que os processadores convencionais.

Atualmente, duas turmas de cegos participam dos processos de avaliação das características do vinho.

“A intenção é que os cegos cheguem a elaborar vinhos baseando-se nos processos químicos combinados com seus instintos”, explicou Gonzalo.

Os pesquisadores também descobriram que mulheres cegas têm mais facilidade para as análises químicas dos vinhos, por terem o olfato mais aguçado do que os homens, sobretudo em em dias de ovulação e durante a gravidez.

19
mar

O seqüenciamento genético da uva pinot noir

Posted in Curiosidades, Notícias  by Marcelo No Comments
Revelado o mapa do sabor

O seqüenciamento genético da uva pinot noir,
alma dos cobiçados borgonhas, abre caminho
para safras melhores e mais baratas

fio assinatura O seqüenciamento genético da uva pinot noir
Rafael Corrêa

Ian Shaw/Getty Images
vinhos1 O seqüenciamento genético da uva pinot noir
Cachos da pinot noir, no interior da França: no futuro, será possível criar versões transgênicas da fruta


Os italianos acabam de dar outra contribuição relevante ao mundo dos vinhos. Um grupo de pesquisadores liderados por Riccardo Velasco, do Instituto San Michele all’Adige, publicou o seqüenciamento mais completo feito até hoje do genoma da uva pinot noir. Essa qualidade de uva é conhecida por servir de matéria-prima para os exclusivos, cobiçados e caros vinhos da região da Borgonha, na França. Muito suscetível a pragas e doenças, ela só atinge sua plenitude quando cultivada em determinadas condições de solo e clima – um conjunto de fatores a que os franceses chamam de terroir. Com a decodificação do genoma da pinot noir, no entanto, será possível depender menos das condições ambientais para produzi-la. Além disso, os cientistas poderão selecionar variedades mais resistentes a pragas. Mais adiante, prevê-se até criar tipos adaptados a climas hoje considerados inadequados. Na prática, isso significará tirar da região francesa da Borgonha a exclusividade das melhores pinot noir do mundo.

A pesquisa conduzida por Velasco coloca água no vinho dos produtores franceses, que adoram realçar as qualidades de seu terroir. Um mapa com informações sobre os genes que determinam as características da uva é uma ferramenta poderosa para aumentar a produtividade das colheitas e baratear o custo do vinho pinot noir. Os pesquisadores identificaram marcadores relacionados a características como sabor, aroma e concentração de resveratrol, substância com propriedades antioxidantes e antiinflamatórias presente na casca e nas sementes da fruta. O conhecimento des-ses marcadores permite que se dê o próximo passo – o melhoramento genético. Não é a primeira vez que o genoma da pinot noir é seqüenciado. Em agosto passado, um grupo de cientistas franceses e italianos publicou um estudo na revista científica Nature com o mapa dos genes da uva. A diferença em relação ao feito do Instituto San Michele all’Adige está no detalhamento das informações. O trabalho do centro de pesquisa italiano não só esquadrinhou os 30?000 genes da pinot noir como identificou 2 milhões de polimorfismos de nucleotídeo simples – as variações nas bases formadoras do DNA.

“Com esse nível de detalhe é possível identificar com precisão as pequenas diferenças genéticas que determinam por que uma variedade resiste a doenças e outra não”, explica Luís Fernando Revers, pesquisador da Embrapa e especialista em genética de uvas. “Esse processo é chamado de genética fina e acelera muito a busca por variedades melhores.” O mapa dos genes da pinot noir também abre caminho para a criação de versões transgênicas da uva. A possibilidade de inserir genes de outras plantas no genoma da pinot noir deixa os produtores franceses de cabelo em pé. Eles acreditam que uma bebida feita a partir de uma uva transgênica é um sacrilégio que rompe com a tradição mi-lenar do vinho. Mas de sacrilégio em sacrilégio o mundo se move.

Do terroir ao laboratoire

O seqüenciamento do genoma da lendária uva da Borgonha, a pinot noir, pode ser um pesadelo para os produtores franceses, para os quais a terra e o clima (terroir) é que fazem a qualidade de seus vinhos. Com o avanço no laboratório será possível

• desenvolver variedades da uva mais resistentes a doenças, aumentando a produtividade

• produzir uvas que darão vinhos com sabor e aroma mais intensos

• aumentar nas uvas a concentração de resveratrol, substância com propriedades antiinflamatórias e antioxidantes

• desenvolver variedades que possam ser cultivadas em regiões onde o clima não é favorável

A multiplicação do champanhe

Nos próximos cinco anos, estima-se que o consumo de champanhe no mundo crescerá 13%. Para atender à demanda pelo mais célebre dos vinhos, o governo francês vai aumentar a área oficial de produção. Hoje, apenas os espumantes originários de uma pequena parte da região de Champagne podem receber o nome de champanhe. A partir de 2009, deverão ser incluídos quarenta municípios aos 319 autorizados a fabricar a bebida. Em 2007, foram produzidos 400 milhões de garrafas. Com a nova área, o número saltaria para 3,2 bilhões de garrafas anuais. O terroir, conjunto de clima e solo favoráveis, é o diferencial da região. Caracteriza-se por um clima de temperatura amena, com pouca radiação solar, e solo com boa drenagem. Mas os critérios oficiais que certificam os espumantes levam em conta uma série de outros fatores. Definitivamente, não é fácil ser champanhe em Champagne.

vinhos2 O seqüenciamento genético da uva pinot noir

Com reportagem de Marcio Orsolini

Fonte: http://veja.abril.com.br/090108/p_082.shtml

28
fev

Como fica a qualidade do vinho do dia seguinte

Posted in Curiosidades, Dicas, Notícias  by Marcelo No Comments
Algumas vezes se abre uma boa garrafa de vinho, que acaba não sendo totalmente consumida. Como fazer, então, numa situação como esta, para conservar a bebida? É uma pergunta que me fazem com freqüência nos cursos que ministro para iniciantes no assunto. Lamento dizer, mas uma vez a garrafa aberta a deterioração é apenas uma questão de tempo.
Mas quanto tempo? O processo é gradual. A cada dia o vinho estará um pouco mais oxidado, até atingir um ponto em que se tornará imbebível. Pode demorar horas ou dias, mas nenhum vinho escapa à decrepitude e jamais será igual no dia seguinte. Podemos, contudo, usar de artifícios para retardar o processo de perda de qualidade.
A maneira mais óbvia e menos eficiente de conservar uma garrafa aberta é simplesmente arrolhando-a e colocando-a na geladeira. A refrigeração retardará a oxidação.
Há no mercado uma série de acessórios destinados a conservar garrafas de vinho abertas. O mais conhecido é o vacu vin, uma bombinha de sucção e rolhas de borracha que funcionam como válvulas. Com esse aparato se pretende retirar o ar de dentro da garrafa. Além de o vácuo não ser perfeito, parte dos aromas do vinho sai junto com a operação. Você pode ver e adquirir esse e outros acessórios que visam a conservação de garrafas abertas em vários sites na internet ou em lojas especializadas.
O método mais profissional, usado na maioria dos restaurantes que oferecem vinho em taça, recorre ao mesmo gás. São câmaras de nitrogênio para várias garrafas; dali o vinho é servido por meio de mangueiras. É perfeito, mas conforme a capacidade pode custar alguns milhares de dólares.
Para mim a grande dica é um método caseiro, que é o mais barato, mais simples e o que me mais me agrada: a utilização de meias garrafas (de 375 mililitros). Ao abrir uma garrafa grande, transfira metade do conteúdo para a menor, que deve estar perfeitamente limpa. Encha-a por completo e depois arrolhe com a própria rolha do vinho a ser bebido ou com outra qualquer, desde que bem limpa. Assim o vinho pode resistir dias ou até semanas.
Conservar espumantes abertos é tarefa ingrata e, convenhamos, abrir um champanhe e não consumi-lo todo vai contra o espírito desta bebida e deveria estar no Código Penal. Caso você cometa esse crime, existe um vacu vin para esse tipo de vinho, que bombeia ar para dentro da garrafa, mantendo a pressão.
O caso dos fortificados, como o Porto, é mais simples. Podemos dividi-los em duas categorias: os que amadureceram longo tempo em madeira, como os Tawnies (10, 20, 30 e 40 anos), e os demais, que foram logo engarrafados, como os Vintage. Os primeiros, por terem passado por um longo estágio de oxidação em sua elaboração, podem resistir tranqüilamente vários dias depois de abertos, embora percam gradativamente seus aromas. Os outros devem ser bebidos logo, como qualquer vinho de mesa.
Caso não seja possível consumir toda a garrafa, não se preocupe. Afinal, o vinho não foi feito para nos causar preocupações e sim dar prazer. Deguste-o no dia seguinte, tendo apenas consciência de que, com a passagem do tempo, ele decairá até oxidar por completo. Se uma garrafa for demais para você, aproveite o pretexto e convide alguém. Com um bom vinho, não é difícil conseguir companhia. Em destaque 4 tintos que ficarão bons também no dia seguinte. (Marcelo Copello – Editor-chefe da revista Adega)

Fonte: Gazeta Mercantil

27
fev

História da Vinha e do Vinho

Posted in Curiosidades, Histórias, Mitos  by Marcelo No Comments
Romaine Carelli

“O vinho, a mais gentil das bebidas, devido quer a Noé, que plantou a vinha, quer a Baco, que espremeu o sumo de uva, data da infância do mundo.”
Brillart-Savarin

Muitas são as versões a respeito da origem da videira Vitis Vinífera, mas poucas são as certezas. Não se pode definir com exatidão a sua origem, mas os indícios de seu aparecimento apontam para antes da origem do próprio homem.

Acerca disso, existem várias lendas, e uma delas nos remonta a Noé, como sendo o primeiro homem a plantar uma vinha, colher, esmagar as uvas, e se embriagar com o sumo extraído delas.
Sabemos que o vinho já exercia um papel importante na vida dos povos do Oriente Médio desde 5.000 a.C. Podemos observar essa afirmativa em algumas obras de arte encontradas no Médio Oriente, onde estão representadas atividades e outros aspectos ligados ao vinho.

A vinha e o vinho são velhos conhecidos do povo egípcio, havendo testemunhos na história que representam uma vindima e a pisa das uvas, em torno de 1370/1352, antes da nossa era. Vestígios encontrados no túmulo do faraó Akenaton, que reinava o Egito nesses tempos, só confirmam os fatos.

Contudo,foi por meio das civilizações grega e romana, que a cultura da vinha começou a se expandir, sendo levada muito provavelmente pelos Tartécios, por volta de 2.000 a.C a um território onde hoje se localiza Portugal.

Foram os romanos que expandiram a cultura vínica por quase toda a bacia mediterrânea. Não podemos deixar de citar a importância da Igreja Católica na difusão da vinha e na popularização do uso do vinho. Tendo a necessidade de obter o denominado “vinho de missa”, os monges tornaram-se grandes experts no cultivo e produção do vinho.

O Marquês de Pombal, poderoso político do Brasil colônia, foi figura importante no mundo do vinho, uma vez que por sua influência é que foi demarcada, em 1756, a região portuguesa do Douro, mundialmente reconhecida como grande produtora de vinhos.
Por este motivo, foi criada a Companhia Geral de Agricultur

Fonte: http://www.saboreseletras.com.br/2008/internas/noticia.asp?idmateria=705

 
© Powered by WordPress Designed by Branica

Social Widgets powered by AB-WebLog.com.