Mundo dos Vinhos
Todas dicas sobre Vinhos e Enologia

Archive for the ‘Histórias’ Category

3
nov

Vinhos enterrados com Tutancâmon serviam para levá-lo aos deuses

Posted in Histórias  by Marcelo No Comments

O rei-menino mais famoso da Antiguidade fez questão de levar consigo três tipos de vinho –dois tintos e um branco– quando partiu desta para uma melhor. O enigma, até agora, era o porquê disso.

Uma farmacêutica catalã, com alma de arqueóloga e paixão pelo antigo Egito, diz ter resolvido o mistério. Tutancâmon (1333 a.C.-1323 a.C.) teria escolhido uma adega mística, e as seletas bebidas permitiriam que ele realizasse o destino de todo bom faraó: unir-se aos deuses.

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10
jan

Divergências históricas entre produtores e vinícolas

Posted in Curiosidades, Histórias  by Marcelo No Comments

Mais do que uva, a safra que começa ser colhida agora vem com turbulências por conta de discordâncias sobre valores a serem pagos pela fruta. A indústria tenciona pagar R$ 0,29 pelo quilo de variedades americanas e híbridas com 15 graus de açúcar, mais 20% a título de margem de rentabilidade; total R$ 0,36. Já os produtores reivindicam R$ 0,55, argumentando que em 2007 e 2008 não houve reajuste e que o custo de produção aumentou. A palavra final será do governo federal – o responsável pela política de preços mínimos para o setor – possivelmente, antes do final deste mês. Na bolsa de aposta, entretanto, a tendência é pela manutenção de R$ 0,46, valor de referência nas duas últimas safras para o Preço Mínimo Básico (PMB).

“Fizemos um estudo bem fundamentado, com 500 produtores de 30 cidades. Na ponta do lápis, o custo de produção é de R$ 0,55″, enfatizou o presidente do Sindicato Rural de Flores da Cunha e da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin. “Tem produtor entregando uva vinífera e recebendo com o preço de uva comum porque não há mais onde colocar”, lamentou o dirigente que fala em quebra de safra em algumas variedades.

O Programa de Escoamento da Produção (PEP), realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pode auxiliar na determinação de patamares mais altos de preços. “Todas as ações que vierem para reduzir a oferta interna repercutiria no aumento do preço do vinho e, consequentemente, no da uva”, argumentou o secretário executivo da Associação Gaúcha dos Viticultores (Agavi), Darci Dani. “A maior vantagem no PEP que o governo pode propor é a certeza que existirá menos pressão no mercado interno e a garantia do pagamento do preço mínimo para empresas que desejarem participar deste tipo de programa”, afirmou o executivo.

O diretor da Federação das Cooperativas de Vinho do Rio Grande do Sul (Fecovinho), Hélio Marchioro, comentou que as ações que o Poder Público vem tomando demonstram respeito pelos pleitos do Movimento em Defesa da Uva e dos Vinhos do Brasil.

Fonte: G.A. – Gazeta Mercantil

20
ago

Livro "O que é enologia" detalha a história do vinho

Posted in Curiosidades, Histórias, Notícias  by Marcelo No Comments

A boa apreciação do vinho, sua produção e história são abordadas em minúcias no livro “O que é enologia” (Editora Brasiliense, 2008), novo lançamento da Coleção Primeiros Passos, que chega às livrarias do país neste segundo semestre.

Assinada por Silvia Cintra Franco e pela chef Renata Braune, a obra primeiramente detalha a enologia e seu objeto de estudo, observados por variados aspectos, que vão desde a seleção das uvas, aos processos de fermentação e tipos de vinhos. Para uma boa apreciação da bebida, é necessário experiência, ou atenção e “litragem”, como afirmam as autoras: “bebe-se um pouco de muitos em vez de muito de poucos”. Assim, dicas para degustação não poderiam faltar no livro.
Silvia e Renata apontam idas a bares de vinho ou reunião com amigos, com diferentes rótulos e companhias agradáveis, alguns dos passos para aqueles interessados em compreender e saborear melhor os vinhos. Em “O que é enologia”, os autodidatas encontrarão dicas para treinar cada um dos sentidos envolvidos na apreciação dos vinhos: tato, visão, paladar e olfato; aprendendo o que deve ser observado e de maneira, como a cor e a viscosidade do líquido, por exemplo. A harmonização, ou a enogastronomia, também ganha um capítulo, ainda que breve, indicando os princípios de combinações entre bebida e comida. O vinho é analisado ainda sob a ótica sócio-cultural ao serem levantados pontos de vista de pensadores como Pierre Bourdie e Goethe, ou de críticos como Robert Parker e Hugh Johnson; antes de ter sua história esmiuçada, desde a Antiguidade, e sem deixar de lado a sua presença no Brasil.

O Debate – Belo Horizonte

4
mai

Como encarar o sommelier

Posted in Curiosidades, Dicas, Histórias  by Marcelo No Comments

Por Suzana Barelli

EXAME Nessa noite, ele quer impressionar. O romântico jantar foi marcado com semanas de antecedência num dos melhores restaurantes da cidade. Couvert? Claro. Uma taça de espumante? Por que não? Tudo vai nos conformes até que chega a temida hora: o sorridente sommelier inicia sua abordagem, entrega uma imensa carta de vinhos, com mais de 1 000 rótulos, e aguarda pacientemente uma decisão. Os minutos começam a passar lentamente. Perdido entre tantas opções, sem saber se pedir um vinho barato é uma vergonha, temendo que um rótulo caro demais coloque a conta no vermelho, há quem sue frio e lamente em segredo não poder pedir o bom e velho uísque. A saída encontrada por muitos é simplesmente apontar rapidamente para o primeiro nome conhecido da carta. “Muitos vêem o sommelier como inimigo, aquele que está lá para empurrar um vinho caríssimo”, diz Manoel Beato, responsável pelos vinhos do grupo Fasano. “Embora esse tipo exista, a função do sommelier é ajudar, não aterrorizar.”

A solução para o impasse é tornar o sommelier um aliado. Responsável pelo serviço das bebidas, ele conhece — ao menos teoricamente — todos os rótulos listados ali e sabe como harmonizá-los com as receitas da casa. O primeiro passo para ter o sommelier a seu lado é afinar a linguagem. O mundo do vinho tem um vocabulário próprio, peculiar. Suave, por exemplo, é uma bebida doce, com açúcar residual, e não um vinho levinho, como muitos imaginam. Frutado, para o sommelier, é uma bebida mais perfumada, como aquelas elaboradas com as uvas gewürztraminer e moscato. “Às vezes, o consumidor pede um vinho leve, mas quer um tinto redondo, macio e, principalmente, encorpado”, diz Beato. “É preciso traduzir o cliente.” Ou, mais precisamente, traduzir o sommelier.

Embora as características do vinho sejam importantes para definir o que vai acompanhar o jantar, o que atormenta a cabeça dos comensais é, quase sempre, o preço. O medo é passar vexame caso o sommelier indique um vinho fora do alcance do bolso. Como ninguém gosta de bradar quanto está disposto a pagar, os mais experientes recomendam o uso de frases cifradas que passem o recado. Comentários sobre suas preferências pessoais ajudam. Podem ser informações simples, como “tomei um Valpolicella que me agradou” ou “aprecio vinhos da Borgonha, como o Romanée-Conti”. No primeiro caso, a mensagem é que o consumidor quer um vinho tinto de corpo médio e não está disposto a gastar mais que 70 ou 80 reais na garrafa. No segundo, o comensal está preocupado com o rótulo, quer tomar um dos grandes vinhos da carta e não liga para o preço (a safra 2001 do Romanée-Conti está à venda nas importadoras no Brasil por 8 900 reais a garrafa). “Outra dica é escolher por país: se é um jantar mais simples, peço um chileno ou argentino, sempre mais baratos. Caso contrário, procuro entre os franceses”, afirma Joseph Tutundjian, presidente da Winner Comércio Internacional. São formas indiretas de definir o preço de um vinho sem ter de falar abertamente, à mesa, quanto quer gastar.

Seria simples, mas o fato é que há, realmente, grande número de malandros espalhados pelos restaurantes do país — que tiram proveito da insegurança dos incautos para lucrar um pouco mais. “Muitos profissionais não respeitam as regras mais básicas”, diz Manuel Luz, coordenador do curso de sommelier profissional da Associação Brasileira de Sommeliers. Ele próprio uma vez foi surpreendido pelo preço de uma dose de vinho do Porto cobrado na conta. “Pedi uma taça para acompanhar a sobremesa e não olhei o preço”, afirma. O profissional serviu uma taça de um Porto 30 anos que custava mais que todos os pratos da casa. O normal, nesses casos, é servir uma taça de Porto Ruby, mais acessível. “Exemplos como esse infelizmente contribuem para a lenda de que o sommelier quer empurrar o vinho mais caro”, diz Luz.

SOMMELIER À PROVA
Os especialistas indicam alguns cuidados para manter a guarda alta. “Peça sempre mais de uma opção ao sommelier e preste atenção se ele coloca maior ênfase na garrafa mais cara ou na mais barata”, afirma Hélio Duarte, diretor executivo de relações institucionais do HSBC e consumidor de vinho para lá de exigente. Duarte também desconfia quando o profissional insinua que a bebida escolhida não combina com o menu e sugere outra garrafa numa faixa de preço mais alta. Ou insiste muito num vinho específico — pode ser um sinal de que ele está querendo forçar a barra.

Há outras maneiras de testar o sommelier. Antes de ir ao restaurante, o cliente pode preparar algumas perguntas específicas (para as quais saiba as respostas, claro). Se o profissional souber responder, bom sinal. O comensal também pode pedir pratos para os quais já conhece a harmonização com o vinho e solicitar uma sugestão para conferir a capacidade do sommelier. Se ele passar na prova, começa a merecer a confiança do cliente. No entanto, se o profissional aproveitar a deixa para exibir seus supostos conhecimentos, dizendo que um vinho é mais amadeirado ou fez a fermentação malolática em barricas, cuidado. Pode ser a maior roubada. Em situações como essas, não se incomode em ignorar a recomendação do sujeito. Afinal, quem vai pagar a conta é você.

27
fev

História da Vinha e do Vinho

Posted in Curiosidades, Histórias, Mitos  by Marcelo No Comments
Romaine Carelli

“O vinho, a mais gentil das bebidas, devido quer a Noé, que plantou a vinha, quer a Baco, que espremeu o sumo de uva, data da infância do mundo.”
Brillart-Savarin

Muitas são as versões a respeito da origem da videira Vitis Vinífera, mas poucas são as certezas. Não se pode definir com exatidão a sua origem, mas os indícios de seu aparecimento apontam para antes da origem do próprio homem.

Acerca disso, existem várias lendas, e uma delas nos remonta a Noé, como sendo o primeiro homem a plantar uma vinha, colher, esmagar as uvas, e se embriagar com o sumo extraído delas.
Sabemos que o vinho já exercia um papel importante na vida dos povos do Oriente Médio desde 5.000 a.C. Podemos observar essa afirmativa em algumas obras de arte encontradas no Médio Oriente, onde estão representadas atividades e outros aspectos ligados ao vinho.

A vinha e o vinho são velhos conhecidos do povo egípcio, havendo testemunhos na história que representam uma vindima e a pisa das uvas, em torno de 1370/1352, antes da nossa era. Vestígios encontrados no túmulo do faraó Akenaton, que reinava o Egito nesses tempos, só confirmam os fatos.

Contudo,foi por meio das civilizações grega e romana, que a cultura da vinha começou a se expandir, sendo levada muito provavelmente pelos Tartécios, por volta de 2.000 a.C a um território onde hoje se localiza Portugal.

Foram os romanos que expandiram a cultura vínica por quase toda a bacia mediterrânea. Não podemos deixar de citar a importância da Igreja Católica na difusão da vinha e na popularização do uso do vinho. Tendo a necessidade de obter o denominado “vinho de missa”, os monges tornaram-se grandes experts no cultivo e produção do vinho.

O Marquês de Pombal, poderoso político do Brasil colônia, foi figura importante no mundo do vinho, uma vez que por sua influência é que foi demarcada, em 1756, a região portuguesa do Douro, mundialmente reconhecida como grande produtora de vinhos.
Por este motivo, foi criada a Companhia Geral de Agricultur

Fonte: http://www.saboreseletras.com.br/2008/internas/noticia.asp?idmateria=705

 
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