Mundo dos Vinhos
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22
ago

Vinho Sem Álcool – uma opção para escapar do bafômetro

Postado em Características, Notícias  por Marcelo Sem Comentários

 Vinho Sem Álcool – uma opção para escapar do bafômetro

Para quem curte acompanhar as refeições com vinho ou mesmo tomar uns copos num bar com amigos teve seu hábito profundamente abalado pela nova legislação que pune com rigor quem dirige após consumir bebidas alcoólicas. Mas existe uma opção que permite o consumo de vinho e ainda assim passar incólume pelo bafômetro: vinhos sem álcool.

A Sobrietà Bebidas Especiais comercializa há seis anos vinhos sem álcool produzidos na Serra Gaúcha. Desde o início da vigência dessa lei suas vendas deram um salto na ordem de 70%. Os vinhos são produzidos pela La Dorni feitos pela fermentação natural da uva, portanto com álcool como qualquer outro. Depois de finalizada a fermentação, o vinho passa por um processo de desalcoolização em Bandeirantes, no Paraná, onde é engarrafado. Durante esse processo não sofre nenhum processo químico, somente físico. Seus vinhos mantêm todas as características de um vinho normal: paladar, aroma e propriedades medicinais.

Quem pensa que vinho sem álcool e suco de uva são a mesma coisa, engana-se. O suco de uva é feito, geralmente, pelo cozimento da uva com açúcar e adicionado água. O vinho sem álcool é feito pela fermentação natural da uva (sem adição de água) e depois, desalcoolizado. Portanto são processos diferentes e com propriedades e benefícios diferentes.

O paladar é diferente, é claro, dos vinhos com álcool. Nos vinhos suaves sobressai um gosto licoroso e os secos ficam com o paladar mais rascantes. Os produtores não contam, de jeito nenhum, o segredo desse processo que não deve ser simples, pois existem muito poucos vinhos sem álcool no mundo. Mas para os curiosos, informam apenas que não é um simples aquecimento para fazer o álcool evaporar.

Esse processo não é barato e leva a uma grande perda de volume inicial da bebida. Por exemplo, para se obter 1 litro de vinho tinto suave sem álcool são necessários 2,4 litros do vinho pronto, pois no momento da desalcoolização, além do álcool, perde água e outros componentes. Os flavonóides, no entanto, são encontrados numa proporção até 65% maior que nos vinhos com álcool. Para se fazer 1 litro do vinho tinto seco sem álcool precisamos de 3,5 litros do vinho tinto seco.

Pelas informações obtidas com enólogos, alguns outros vinhos sem álcool sofrem processos tão danosos em sua elaboração que acabam descaracterizando a bebida. Além disso, a maior parte dos vinhos sem álcool estrangeiros tem uma mistura de suco de uva e água, que o descaracteriza mais ainda.

Segundo Leandro Simões, diretor comercial da Sobrietà, distribuidora exclusiva dos vinhos La Dorni, os vinhos foram desenvolvidos após anos de estudos e tentativas. Vale observar que o vinho sem álcool não é suco de uva: “Seu processo de produção é feito através da fermentação, ao contrário do suco, quando as uvas são cozidas e adoçadas”, explica Leandro.

Os vinhos sem álcool La Dorni têm em média 0,2º de teor alcoólico, detectável somente em laboratório. O suco de uva tem de 0,6 até 0,8º de teor alcoólico, o suco de maracujá tem 1º e o caldo de cana chega a 1,2º. Demonstrando que os vinhos realmente não têm álcool, a Sobrietà usou um bafômetro em seu stand durante uma exposição de vinhos canônicos sem álcool na ExpoCatólica, produto que também comercializa com sucesso, durante esse mês de agosto.

Os Vinhos La Dorni são apresentados em tinto, branco e rosé suave com preço em torno de R$ 17,00. Vinificados em seco, o tinto e o branco estão no mercado em torno de R$ 24,00. Oferecem ainda o tinto em garrafas com 365 ml, sendo o suave (R$ 11,00) e seco (R$ 15,00).

A quem se Destina – Os vinhos sem álcool não apresentam restrição de consumo. Destina-se a pessoas apegadas a tradições religiosas e a apreciadores que não podem mais consumir bebida alcoólica por portar algum tipo de doenças como diabéticos, doentes hepáticos, hipertensos, cardíacos, alérgicos a álcool e todas as pessoas que tomam medicamentos. Mas, mesmo pessoas que gostam de vinhos e não desejam efeitos colaterais que algumas doses de álcool podem trazer, como pessoas da terceira idade, teens e alguns naturalistas, podem apreciar os vinhos sem álcool sem restrições.

Leandro conta ainda sobre a quantidade de pessoas que lhe telefonam emocionadas porque pararam de tomar vinho por algum motivo de saúde e se realizam em perceber que ainda podem sentir esse sabor que foi um dia importante para eles. “Para muitas pessoas o vinho remete a coisas boas e a pessoa se sente socialmente excluída quando não pode mais beber. Ao perceber que pode beber vinho sem álcool, se sente renascida”. conta Leandro.

Outra boa noticia é sobre os benefícios para a saúde. Os vinhos La Dorni mantém os mesmos efeitos que o vinho tinto normal, ajudando a baixar o colesterol ruim e a aumentar o colesterol bom; a desobstruir as artérias e vias coronárias, entre outros benefícios.

Para se obter os benefícios medicinais que um copo de vinho tinto (com álcool) oferece, seria necessário beber três copos de suco de uva. O vinho La Dorni tem até 65% de flavonóides, portanto para se obter os mesmos benefícios medicinais de um copo do vinho sem álcool La Dorni, seria o mesmo que consumir 1,5 copo de vinho tinto com álcool ou 4,5 copos de suco de uva.

Onde encontrar.: Os vinhos sem álcool estão disponíveis em lojas de destaque como a Casa Santa Luzia , La Rioja, Empório Frei Caneca, em São Paulo, o Lidador. Mundo Verde, Castelo do Vinho, no Rio de Janeiro e em redes como Wal-Mart, Carrefour e Bom Preço.Em outros estados como Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Salvador

Estes produtos podem ser encontrados em muitas lojas de bebidas, em livrarias e lojas católicas. [Sobrietà / Vinícola La Dorni do Brasil Ltda, telefone (11) 5077-2467 – contato@sobrieta.com.br | Site: www.sobrieta.com.br].

Fonte: Revista Fator – Sao Paulo

20
ago

Livro "O que é enologia" detalha a história do vinho

A boa apreciação do vinho, sua produção e história são abordadas em minúcias no livro “O que é enologia” (Editora Brasiliense, 2008), novo lançamento da Coleção Primeiros Passos, que chega às livrarias do país neste segundo semestre.

Assinada por Silvia Cintra Franco e pela chef Renata Braune, a obra primeiramente detalha a enologia e seu objeto de estudo, observados por variados aspectos, que vão desde a seleção das uvas, aos processos de fermentação e tipos de vinhos. Para uma boa apreciação da bebida, é necessário experiência, ou atenção e “litragem”, como afirmam as autoras: “bebe-se um pouco de muitos em vez de muito de poucos”. Assim, dicas para degustação não poderiam faltar no livro.
Silvia e Renata apontam idas a bares de vinho ou reunião com amigos, com diferentes rótulos e companhias agradáveis, alguns dos passos para aqueles interessados em compreender e saborear melhor os vinhos. Em “O que é enologia”, os autodidatas encontrarão dicas para treinar cada um dos sentidos envolvidos na apreciação dos vinhos: tato, visão, paladar e olfato; aprendendo o que deve ser observado e de maneira, como a cor e a viscosidade do líquido, por exemplo. A harmonização, ou a enogastronomia, também ganha um capítulo, ainda que breve, indicando os princípios de combinações entre bebida e comida. O vinho é analisado ainda sob a ótica sócio-cultural ao serem levantados pontos de vista de pensadores como Pierre Bourdie e Goethe, ou de críticos como Robert Parker e Hugh Johnson; antes de ter sua história esmiuçada, desde a Antiguidade, e sem deixar de lado a sua presença no Brasil.

O Debate – Belo Horizonte

17
ago

Vitivinicultores derramam vinho importado em Santana do Livramento

Postado em Notícias  por Marcelo Sem Comentários

Cerca de mil pessoas ligadas ao setor vitivinícola realizaram um protesto durante a tarde de hoje em Santana do Livramento. Produtores e lideranças vindos de várias partes do Estado, principalmente da Serra e da Metade Sul, se reuniram em frente ao Parque Internacional. No final do protesto, vinhos de origem argentina e chilena foram derramados na rua, simbolizando o pedido de maior rigor na fiscalização para combater a entrada ilegal de vinhos importados no país.
Antes da manifestação em frente ao Parque Internacional, os vitivinicultores se reuniram em frente à sede do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit), na entrada de Livramento. De lá, em uma caminhada, seguiram pela Avenida João Goulart, uma das principais da cidade, até chegarem ao Parque Internacional.
— Aqui é um dos tantos lugares onde o vinho estrangeiro entra passando por cima da lei — apontou o presidente da Câmara Setorial da Uva e do Vinho Nacional, Hermes Zanete.
De acordo com a organização do protesto, os manifestantes permanecem em Livramento até as 18h. Novos protestos deverão ocorrer em outras cidades nos próximos dias.

Fonte: Diário de Santa Maria  – Santa Maria

17
ago

Chilenos produzem vinhos orgânicos para mercado europeu

Postado em Notícias  por Marcelo Sem Comentários

A vitivinicultura é uma das principais atividades produtivas da província de Cauquenes, na região de Maule, na zona central do Chile, onde se encontra cerca de 40% dos vinhedos e parreirais cultivados no país. É neste local que se desenvolve o projeto Producción Sostenible de Vinos Elaborados Con Uvas Orgánicas para el Mercado Suizo, executado pela Sociedad Terra Orgánica Ltda, formada por um grupo de médios e pequenos viticultores que administram uma área certificada como orgânica de 96 hectares, com o plantio de variedades finas de uva como Cabernet Sauvignon, produzidos sem o uso de agroquímicos sintéticos durante o amadurecimento da uva. A experiência foi relatada pelo representante do Instituto de Investigaciones Agropecuarias (INIA), do Chile, o engenheiro agrônomo Ernesto Labra Lillo, durante o VI Seminário de Vitivinicultura da Metade Sul, promovido em Bagé e encerrado nesta sexta-feira (15). O evento foi realizado pela Emater/RS-Ascar, Comitê de Fruticultura da Metade Sul, Embrapa Uva e Vinho, Ibravin, Abfrut e prefeituras de Bagé e Candiota, no Clube Comercial.

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16
ago

Vinhos Brancos

812318 not fot Vinhos Brancos Nossa região, Nordeste do Brasil, é caracterizada por possuir apenas duas estações climáticas: estação chuvosa, quando pretensamente faz um pouco de frio e estação seca, sem chuva, quando faz um pouco mais de calor. Estamos entrando nesta segunda fase. Época propícia ao consumo de vinhos brancos, embora, para mim, não haja correlação entre clima e a cor do vinho que se vai tomar. Neste nosso clima sempre calorento, vinho de qualquer cor é, toda vida, uma escolha acertada desde que combinando com o ambiente, a ocasião e harmonizando com os acepipes.
Há uma grande variedade de vinhos no mundo procedente das mais diversas regiões e das mais variadas cepas: tintos brancos e rosados; espumantes e tranqüilos; secos e doces, estes últimos podendo ser Botritizados ou Colheita Tardia; fortificados, como os Portos ou Madeiras; etc. Em cada uma destas variedades há vinhos péssimos e vinhos fantásticos. Tudo se resume em saber escolher. O que não é uma tarefa fácil, considerando a grande variedade de ofertas existente no mercado, as propagandas enganosas e principalmente a influência maléfica dos julgamentos e conceitos tendenciosos, encomendados a alguns experts pelos que apenas querem vender, sem se preocupar com a satisfação e prazer do consumidor final..
Mas, para que se possa usufruir o máximo de prazeres que um branco pode lhe oferecer, é preciso que se obedeçam pelo menos duas regrinhas elementares sobre temperatura e idade mas, muito importantes:
* Os vinhos brancos devem ser tomados numa temperatura mais baixa que os tintos, mas, não muito gelados. Vinho branco não é cerveja. Os brancos são permeados por uma variedade e riqueza de aromas e sabores, que passam desapercebidos quando são servidos muito gelados. Para aproveitar toda a potencialidade de prazeres que um branco pode lhe oferecer, sirva os mais leves e simples numa temperatura perto dos 10oC e os mais encorpados e complexos perto dos 13oC.
* Os brancos mais leves, mais simples, que normalmente são os mais baratos, devem ser degustados com pouca idade. Preferencialmente de safras não mais antigas do que 4 anos, o que hoje corresponderiam, no máximo aos produzidos de 2004 para cá, pois eles envelhecem muito rapidamente, principalmente em nosso clima quente, perdendo suas qualidades organolépticas. Cuidado que os vinhos brancos produzidos em anos anteriores poderão estar deteriorados. Mas, infelizmente, devido à ganância dos negociantes e outros fatores meramente comerciais, estes vinhos brancos mais antigos se encontram nas prateleiras das lojas e supermercados, ofertados aos consumidores incautos e desavisados que, atraídos pelos preços convidativos, poderão sofrer uma grande decepção ao consumi-los.
O lugar mais apropriado para se degustar qualquer vinho é na mesa. Principalmente quando acompanha um prato com o qual sua harmonização é perfeita. E, neste caso, os brancos têm muito mais possibilidades que quaisquer outros tipos de vinhos. São muito mais versáteis. Um grande branco acompanha um prato suculento, principalmente quando elaborado com seu peixe favorito envolvido em um molho encorpado. Mas, também vão bem com pratos de carne.
Outro dia, juntamente com alguns amigos, ousamos harmonizar uma feijoada, prato elaborado com os mais diversos tipos de carnes vermelhas de sabores intensos, muito bem feita por sinal, com um Chardonnay Montes Alpha. Vinho branco chileno complexo de excelente qualidade, somente o preço é que não é muito convidativo. Qual não foi nossa surpresa. Ficou uma combinação divina.
Desejo que todos, depois de algumas tentativas, num processo contínuo de erros e acertos, consigam atingir estes prazeres incomensuráveis de harmonizações perfeitas entre brancos e os mais diversos pratos, compartilhando-os com amigas e amigos.
Saudações vínicas

 

Fonte: O POVO Online – CE

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