Mundo dos Vinhos
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8
ago

VINHO – Sauternes, exemplares raros, caros, de meditação

Postado em Combinação, Notícias  por Marcelo Sem Comentários

"Château d’Yquem é meu maior sonho de consumo depois da Isabella Roselinni"
A epígrafe acima é de um de meus livros, O Diário de um Náufrago em um Mar de Vinho, e no original é completada com: "Prefiro ser politicamente incorreto a perder uma boa frase."
Passados exatos dez anos desde que escrevi esta máxima, minha musa amadureceu com muito charme e o Château d’Yquem continua o melhor dentre os Sauternes e o maior vinho branco doce do mundo.
Os Sauternes são vinhos raros e caros, ditos "vinhos de meditação", elaborados por meio de processo fascinante e natural. A principal razão do fascínio e do sucesso deste néctar chama-se Botrytis cinerea, um fungo que ataca os cachos de uva, apodrecendo-os. É, contudo, uma podridão benigna, conhecida como "podridão nobre".
O Botrytis cinerea ocorre apenas naturalmente. O fungo faz microfuros na casca da uva secando-a e concentrando açúcar, aroma e sabor. Ao mesmo tempo o Botrytis provoca transformações químicas nas uvas: aumenta a concentração de ácido tartárico e açúcar, o teor pectina e estimula a produção de glicerol, que dá viscosidade e altera o aroma dos vinhos.
O fungo ocorre pelo encontro das águas de dois rios, Garonne e Ciron. A diferença de temperaturas das águas (do Ciron bem mais frias) provoca um excesso de umidade enevoando.
O Sauternes é 90% natureza e trabalho delicado nos vinhedos. A elaboração do vinho é simples e tradicional. Em uma vista ao Château d’Yquem, pude comprovar equipamento rústico, uma antiga prensa, mas excelentes barricas novas do melhor carvalho. Os bons Sauternes amadurecem em barricas por um a três anos.
As castas autorizadas são Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle. A primeira é a espinha dorsal do Sauternes, dá corpo, longevidade e é mais suscetível à podridão nobre. A Sauvignon Blanc entra com a intensidade aromática e o frescor. A Muscadelle, quando utilizada, raramente passa dos 5% na composição do vinho. Trata-se de uma casta perfumada, mas estes aromas se perdem ao longo dos anos, o que a torna pouco cotada para vinhos de guarda. Além disso a Muscadelle é de difícil cultivo, exigindo trabalho extra dos viticultores.
Um bom Sauternes pode ter sua colheita em várias fases. Em setembro o Botrytis cinerea ataca parcialmente a Sauvignon Blanc e algumas uvas são colhidas. Depois de duas semanas outro fungo, a "podridão cinza" (maligna) costuma atacar e algumas uvas precisam ser eliminadas. Em outubro ocorre outro ataque do Botrytis, desta vez na Sémilllon e no restante da Sauvignon Blanc, e uma última colheita seletiva acontece lentamente, podendo durar três semanas.
Em 1986 uma garrafa de Château d’Yquem 1784 alcançou o valor recorde de £ 36 mil em leilão na londrina Christie’s O recipiente de 750ml fazia parte da coleção pessoal de Thomas Jefferson.
Além dos destaques, testei duas boas compras: Château Grillon 2005 (Expand, tel.: 11 3847-4747, R$ 88 por 375ml). Aromas intensos, frescos, mel, laranja, flores brancas, abacaxi, pêssegos, baunilha, especiarias. Paladar leve e doce (mas não muito), boa acidez, bom equilíbrio. Leve e jovial, para beber já. 86/100.
Château Petit-Védrines 2004 (World Wine, tel.: 11 3315 7477, R$ 75 por 375ml). Aroma intenso e típico de mel de laranjeira, abricó, limão amarelo, resinas, manga. Paladar doce, leve, com boa acidez e elegante. 87/100
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 14)(Marcelo Copello – Editor-chefe do site www.mardevinho.com.br e da revista Adega, articulista internacional, autor de livros. mcopello@gazetamercantil.com.br )

Fonte: Gazeta Mercantil

7
ago

Cientistas criam ‘língua eletrônica’ para identificar vinho

Postado em Curiosidades, Notícias  por Marcelo Sem Comentários

Uma equipe de pesquisadores catalães desenvolveu o que chamam de "língua eletrônica" capaz de identificar propriedades dos vinhos e distinguir entre uvas e safras.

O aparelho combina uma série de sensores que, instalados em um mesmo chip, percebem os componentes químicos que diferenciam uma uva de outra, ou uma safra de outra.

"O aparelho pode ser utilizado para detectar fraudes cometidas na safra do vinho ou a variedade das uvas utilizadas", afirmou a pesquisadora Cecília Jiménez-Jorquera, do Instituto de Microeletrônica de Barcelona, Espanha, que liderou o estudo.

Os cientistas programaram os sensores para identificar as principais categorias do paladar: doce, salgado, amargo, ácido e umami (expressão japonesa que quer dizer "saboroso", ou a sensação agradável gerada pelo contato da língua com os glutamatos).

As experiências foram feitas com o suco de quatro uvas populares na Catalunha – Airén, Chardonnay, Malvasia e Macabeu – e com os vinhos produzidos dessas uvas em 2004 e 2005.

A análise organoléptica dos resultados foi publicado na última edição da revista científica The Analyst, da Royal Society of Chemistry.

De acordo com a equipe, o aparelho é compacto, portátil, e pode ser "treinado" para identificar outras variedades de uva, permitindo testes instantâneos e em campo, sem a necessidade de enviar amostras para processamento em laboratório.

"O controle de qualidade dos vinhos e dos sucos da uva, assim como a quantificação de diversas espécies, tem tido grande importância na indústria do vinho", escreveram os cientistas, no artigo.

"Os diferentes estágios que formam a cadeia da produção de vinho, do cultivo das uvas ao envelhecimento e ao consumidor final, precisam ser monitorados para controlar possíveis fraudes e para quantificar o nível de determinados componentes críticos para a qualidade final do produto."

"Considerando a complexidade das amostras de vinho e a grande quantidade de dados que podem ser obtidos e tratados em cada medição, o uso de línguas eletrônicas na indústria do vinho é promissor."

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

6
ago

Vinicultores pedem redução de tributos para conter crise

Postado em Notícias  por Marcelo Sem Comentários
Diógenis Santos
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Na audiência, foram debatidos temas como o contrabando de bedidas.

Produtores de vinho brasileiro reivindicaram nesta terça-feira, em audiência na Câmara, a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para ajudar a enfrentar a crise que segundo eles atinge o setor.

No debate, promovido em conjunto pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, os produtores disseram que a próxima safra poderá não ser absorvida pelo mercado. Existe esse risco, de acordo com eles, porque o vinho excedente deste ano é estimado em 100 milhões de litros.

Desvantagem
Segundo os participantes da reunião, a carga tributária no Brasil chega a representar 52% do preço do vinho nacional, o que deixa o produto brasileiro em desvantagem em relação ao importado. Os viticultores querem a redução de 10% para 5% da alíquota do IPI incidente sobre o vinho e a uniformização das alíquotas de ICMS em torno de 12%. A carga tributária para o produto nos países da Europa produtores de vinho, informaram os vitivinicultores, varia entre 16% e 18% do preço final.

O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Viticultura, Hermes Zaneti, citou outros problemas que afetam o setor, como o contrabando. “Estimamos que entrem no Brasil cerca de 15 milhões de litros de vinho por ano de forma ilegal e criminosa”, informou. Ele disse ainda que os produtos importados tomam cerca de 80% do mercado de vinhos finos no Brasil, e entram sem controle. Vinte mil famílias vivem do cultivo da uva e da produção de vinhos em doze estados brasileiros.

Reportagem – Marise Lugullo
Edição – Maria Clarice Dias – Agencia Camara

6
ago

Vinícola Perini lança Curso Avançado de Degustação de Vinhos

Postado em Dicas, Eventos, Notícias  por Marcelo Sem Comentários
Com vagas limitadas, acontece no dia 16 de agosto, o Curso Avançado de Degustação de Vinhos, na Vinícola Perini, em Farroupilha. O evento ocorre a partir das 14 horas e conta com uma programação diferenciada com degustação e muita prática para apreciação do vinho. Uma das questões trabalhadas será a harmonização enogastronômica, processo de vinificação e elaboração de vinhos, dentre outras atividades.

Após a realização dos cursos de Degustação de Vinhos, a Vinícola Perini aprofundou o conteúdo para conhecedores da área de vitivinicultura. Desta forma, lança o Curso Avançado de Degustação de Vinhos, apresentando informações mais aprofundadas sobre harmonização da bebida e oportunizando duas degustações aos participantes, finalizando com um jantar na Taverna Perini.

A programação, especialmente elaborada, visa abordar questões gerais de espumante e sucos de uva, leitura de rótulo, variedades de uvas e descritores aromáticos, dentre outros. || www.vinicolaperini.com.br

Em 1970, Benildo Perini, atual diretor, inicia o pequeno empreendimento familiar em sua empresa, que engarrafa seu vinho com a marca Jota Pe. Em 1996, a empresa lança a marca Casa Perini, uma linha de vinhos e espumantes de alta qualidade elaborados exclusivamente com uvas viníferas de produção própria.

Atualmente, a Vinícola Perini elabora seus vinhos com as marcas Jota Pe e Casa Perini, esta com diferencial de uvas de videiras européias certificadas conduzidas em espaldeiras Y, além da “Pretinha” um licor à base de grappa com um composto de frutas da região.

Fonte: Revista Fator Brasil

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6
ago

Vinhos mais Sexy

Postado em Notícias  por Marcelo Sem Comentários
A Playboy não foi a única revista masculina a abordar o vinho em uma edição recente. A Sexy, em seu número de julho, traz numa reportagem de quatro páginas uma lista com indicações de especialistas sobre as melhores safras nacionais para se degustar durante o inverno. No time de avaliadores estão sommeliers, enófilos, colunistas, etc.

Da parte dos vinhos, quase todos são produzidos por cantinas da Serra. No entanto, nem todos feitos com uvas cultivadas por aqui. É curioso que entre os rótulos recomendados pelos consultores, o único branco (justamente a uva que todos apontam como a vocação da Serra) é produzido nos terrenos de altitude de Santa Catarina. Bom, para conferir as dicas trazidas pela revista, é só seguir lendo o post.

Ah, e se alguém ficou curioso, a capa da mesma edição tem como destaque Kamila Smaili, apresentadora da Rede TV.

As sugestões da Sexy:

- Angheben Barbera 2007

Recomendado por Janaína Torres Rueda, sommelier

- Dal Pizzol Touriga Nacional

Recomendado por Didu Russo, vice-presidente da Confraria dos Sommeliers e colunista da revista Gula

- Miolo Merlot Terroir 2004

Recomendado por Márcio Oliveira, vice-presidente da Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho (MG)

- Miolo Merlot Terroir 2005

Recomendado por José Maria Santana, colunista da revista Gula

- Miolo Quinta do Seival Castas Portuguesas 2004

Recomendado por Mario Telles JR., diretor da Associação Brasileira dos Sommeliers (ABS)

- Salton Desejo Merlot 2005

Recomendado por José Ivan, consultor da Expovinis e autor do livro Vinhos, o Essencial, e por Arthur Azevedo, diretor e editor da revista Wine Style

- Salton Volpi Merlot 2006

Recomendado por Alexandra Corvo, sommelier pela Ecole D’Ingenieurs Oenologiques de Changins, na Suíça

- Villa Francioni Sauvignon Blanc 2006

Recomendado por Ennio Federico, enófilo e gourmet, sócio e articulista do site www.winexperts.com.br

- Villa Francioni Sauvignon Blanc 2007

Recomendado por Manoel Beato, chef-sommelier do restaurante Fasano

Fonte: Enoblog

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