Mundo dos Vinhos
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1
mar

Miolo e Grupo Pão de Açúcar fecham parceria

Postado em Notícias  por Marcelo Sem Comentários

O Grupo Pão de Açúcar anuncia parceria inédita com a Miolo Wine Group para comercialização de vinhos e espumantes nacionais. A produção da vinícola gaúcha para o Grupo Pão de Açúcar irá compor a linha exclusiva Club des Sommeliers, marca internacional criada pelo Casino composta por rótulos franceses, chilenos, argentinos, portugueses, italianos e brasileiros.

A produção para a marca exclusiva da rede é de categoria Reserva, nas variedades cabernet sauvignon, merlot, chardonnay e rosé. Os brancos e roses são da safra 2007. Já os tintos, da safra 2006. Os espumantes são elaborados a partir do método champegnoise (envelhecimento na própria garrafa) nas opções brut, brut rosé e demi-séc. Todos os produtos foram elaborados com cortes exclusivos de uvas do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. Os rótulos também trazem informações em braile de cada bebida.

Neste primeiro ano de parceria serão produzidas 600 mil garrafas de Club des Sommeliers que estarão disponíveis no Paraná nas redes Pão de Açúcar e Extra. Além da capital paranaense, os vinhos serão vendidos em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba e Distrito Federal. A expectativa é que os rótulos brasileiros participem com 20% das vendas da linha no Brasil.

O segmento de marcas próprias faz parte de uma tendência do varejo mundial, no entanto, a entrada dos vinhos nesse mercado é uma novidade. O Club des Sommeliers surgiu no Brasil em 2001, com a proposta de buscar parceiros em diversos países que alinhem qualidade com excelente relação custo/benefício. Atualmente são 36 rótulos, sendo cinco argentinos, cinco chilenos, cinco portugueses, dois italianos e 16 franceses e agora mais sete nacionais. No ano passado, a linha registrou alta de 50% em suas vendas.

Miolo Wine Group
A Miolo Wine Group reúne uma linha de mais de 70 produtos elaborados a partir de parcerias nacionais e internacionais. Tem por objetivo atuar no mercado mundial com uma variedade de vinhos de qualidade que atenda a todos os segmentos premium. O Grupo possui sete projetos: Vinícola Miolo (Vale dos Vinhedos, RS), Fortaleza do Seival Vineyards (Campanha, RS), RAR (Campos de Cima da Serra, RS), Lovara Vinhos Finos (Serra Gaúcha, RS), Fazenda Ouro Verde (Vale do São Francisco, BA), Viasul (Chile) e Osborne (Espanha e Portugal).

Fonte: Paranashop

28
fev

Como fica a qualidade do vinho do dia seguinte

Postado em Curiosidades, Dicas, Notícias  por Marcelo Sem Comentários

Algumas vezes se abre uma boa garrafa de vinho, que acaba não sendo totalmente consumida. Como fazer, então, numa situação como esta, para conservar a bebida? É uma pergunta que me fazem com freqüência nos cursos que ministro para iniciantes no assunto. Lamento dizer, mas uma vez a garrafa aberta a deterioração é apenas uma questão de tempo.
Mas quanto tempo? O processo é gradual. A cada dia o vinho estará um pouco mais oxidado, até atingir um ponto em que se tornará imbebível. Pode demorar horas ou dias, mas nenhum vinho escapa à decrepitude e jamais será igual no dia seguinte. Podemos, contudo, usar de artifícios para retardar o processo de perda de qualidade.
A maneira mais óbvia e menos eficiente de conservar uma garrafa aberta é simplesmente arrolhando-a e colocando-a na geladeira. A refrigeração retardará a oxidação.
Há no mercado uma série de acessórios destinados a conservar garrafas de vinho abertas. O mais conhecido é o vacu vin, uma bombinha de sucção e rolhas de borracha que funcionam como válvulas. Com esse aparato se pretende retirar o ar de dentro da garrafa. Além de o vácuo não ser perfeito, parte dos aromas do vinho sai junto com a operação. Você pode ver e adquirir esse e outros acessórios que visam a conservação de garrafas abertas em vários sites na internet ou em lojas especializadas.
O método mais profissional, usado na maioria dos restaurantes que oferecem vinho em taça, recorre ao mesmo gás. São câmaras de nitrogênio para várias garrafas; dali o vinho é servido por meio de mangueiras. É perfeito, mas conforme a capacidade pode custar alguns milhares de dólares.
Para mim a grande dica é um método caseiro, que é o mais barato, mais simples e o que me mais me agrada: a utilização de meias garrafas (de 375 mililitros). Ao abrir uma garrafa grande, transfira metade do conteúdo para a menor, que deve estar perfeitamente limpa. Encha-a por completo e depois arrolhe com a própria rolha do vinho a ser bebido ou com outra qualquer, desde que bem limpa. Assim o vinho pode resistir dias ou até semanas.
Conservar espumantes abertos é tarefa ingrata e, convenhamos, abrir um champanhe e não consumi-lo todo vai contra o espírito desta bebida e deveria estar no Código Penal. Caso você cometa esse crime, existe um vacu vin para esse tipo de vinho, que bombeia ar para dentro da garrafa, mantendo a pressão.
O caso dos fortificados, como o Porto, é mais simples. Podemos dividi-los em duas categorias: os que amadureceram longo tempo em madeira, como os Tawnies (10, 20, 30 e 40 anos), e os demais, que foram logo engarrafados, como os Vintage. Os primeiros, por terem passado por um longo estágio de oxidação em sua elaboração, podem resistir tranqüilamente vários dias depois de abertos, embora percam gradativamente seus aromas. Os outros devem ser bebidos logo, como qualquer vinho de mesa.
Caso não seja possível consumir toda a garrafa, não se preocupe. Afinal, o vinho não foi feito para nos causar preocupações e sim dar prazer. Deguste-o no dia seguinte, tendo apenas consciência de que, com a passagem do tempo, ele decairá até oxidar por completo. Se uma garrafa for demais para você, aproveite o pretexto e convide alguém. Com um bom vinho, não é difícil conseguir companhia. Em destaque 4 tintos que ficarão bons também no dia seguinte. (Marcelo Copello – Editor-chefe da revista Adega)

Fonte: Gazeta Mercantil

27
fev

História da Vinha e do Vinho

Postado em Curiosidades, Histórias, Mitos  por Marcelo Sem Comentários

Romaine Carelli

“O vinho, a mais gentil das bebidas, devido quer a Noé, que plantou a vinha, quer a Baco, que espremeu o sumo de uva, data da infância do mundo.”
Brillart-Savarin

Muitas são as versões a respeito da origem da videira Vitis Vinífera, mas poucas são as certezas. Não se pode definir com exatidão a sua origem, mas os indícios de seu aparecimento apontam para antes da origem do próprio homem.

Acerca disso, existem várias lendas, e uma delas nos remonta a Noé, como sendo o primeiro homem a plantar uma vinha, colher, esmagar as uvas, e se embriagar com o sumo extraído delas.
Sabemos que o vinho já exercia um papel importante na vida dos povos do Oriente Médio desde 5.000 a.C. Podemos observar essa afirmativa em algumas obras de arte encontradas no Médio Oriente, onde estão representadas atividades e outros aspectos ligados ao vinho.

A vinha e o vinho são velhos conhecidos do povo egípcio, havendo testemunhos na história que representam uma vindima e a pisa das uvas, em torno de 1370/1352, antes da nossa era. Vestígios encontrados no túmulo do faraó Akenaton, que reinava o Egito nesses tempos, só confirmam os fatos.

Contudo,foi por meio das civilizações grega e romana, que a cultura da vinha começou a se expandir, sendo levada muito provavelmente pelos Tartécios, por volta de 2.000 a.C a um território onde hoje se localiza Portugal.

Foram os romanos que expandiram a cultura vínica por quase toda a bacia mediterrânea. Não podemos deixar de citar a importância da Igreja Católica na difusão da vinha e na popularização do uso do vinho. Tendo a necessidade de obter o denominado “vinho de missa”, os monges tornaram-se grandes experts no cultivo e produção do vinho.

O Marquês de Pombal, poderoso político do Brasil colônia, foi figura importante no mundo do vinho, uma vez que por sua influência é que foi demarcada, em 1756, a região portuguesa do Douro, mundialmente reconhecida como grande produtora de vinhos.
Por este motivo, foi criada a Companhia Geral de Agricultur

Fonte: http://www.saboreseletras.com.br/2008/internas/noticia.asp?idmateria=705

27
fev

Mudança climática pode afetar o gosto do vinho

Postado em Notícias, Vídeos  por Marcelo Sem Comentários

27
fev

MG inicia engarrafamento de vinho cabernet sauvignon

Postado em Notícias  por Marcelo Sem Comentários

Dona Maria I governou Portugal entre 1777 e 1792. Entrou para a história como Maria, a louca. Antes de fugir com a Família Real para o Rio de Janeiro e mergulhar profundamente em delírios e devaneios, a monarca jogou pesado contra as Minas Gerais. Aumentou as taxas sobre o comércio do ouro, assinou o decreto de condenação de Tiradentes e proibiu a criação de indústrias na colônia. Este ato foi endereçado, especialmente, às emergentes vinícolas mineiras, nascidas pelas mãos de portugueses, excluídos do processo de exploração aurífera. Com isso, ela conseguiu aniquilar, em sua nascente, uma indústria promissora no estado, que certamente concorreria com a principal atividade agrícola de Portugal. Agora, a história está mudando.

“Em Minas, havia fazendeiros com até 170 hectares de videiras”, conta o professor de economia Istvan Karoly Kasznar, ao lembrar que os primeiros vinhedos brasileiros foram introduzidos por padres jesuítas e bandeirantes paulistas quase dois séculos antes do decreto fulminante da rainha. O professor, como é conhecido pelos funcionários da Vinícola Agrocultura Biguá Nandalina (ABN), em Andrelândia, região da Mantiqueira, no Sul de Minas, iniciou o engarrafamento, na quarta-feira, da primeira leva comercial do vinho da marca Doberdo, produzido com a sofisticada cabernet sauvignon, originária de Bordeaux, Sudoeste da França, apontada como a rainha das uvas tintas.

Com aromas de amoras maduras e pimenta verde, temperados por ervas finas, a cabernet de Andrelândia, comercializada a R$ 100, a garrafa, ficou quase dois anos armazenada em tonéis de carvalho e garapeira. Nesse primeiro trabalho de envase serão 4 mil unidades de 700ml cada.

Em dezembro, quando a vinícola recebeu licença do Ministério da Agricultura, Kasznar já havia engarrafado a bebida produzida a partir de outra uva cobiçada em todo mundo: a sirah, também originária dos campos franceses. A mais nova vinícola brasileira faz experiências ainda com pinot noir, san giovese e merlot. “Todas as mudas são da França e Itália e aquelas compradas no Brasil têm origem francesa”, ressalta Kasznar.

Carioca, filho de húngaros e doutor em gestão de negócios pela Universidade da Califórnia (EUA), ele tem duas paixões. A primeira é lecionar economia. A segunda, a vitivinicultura, que aprendeu a gostar ainda criança, ao descobrir os segredos da atividade com enólogos da Catalunha, Espanha, país onde morou dos sete aos 13 anos. Kasznar, que tem biblioteca com mais de 2,8 mil livros e revistas especializadas sobre o tema, é um dos responsáveis pelo renascimento da produção de vinhos finos em Minas.

VIDEIRAS Nas terras da vinícola, localizada a sete quilômetros do núcleo urbano de Andrelândia, o professor plantou parreiras em 22 hectares, dos 136 da propriedade. Ao redor das videiras, foram cultivados 5 mil pés de nozes macadâmia. Rica em selênio, indicada para equilibrar o nível de colesterol no organismo humano, são as parreiras, no entanto, as maiores beneficiadas pelo cinturão verde. As nogueiras evitam que ventos fortes danifiquem os pés de uva e proporcionam rendimento a mais para o negócio.

Embora a intenção principal do professor seja fabricar “vinhos mineiros de qualidade superior”, a ABN dedicou 10% da produção à linha la brusca, denominação das uvas das quais se extraem os vinhos populares da marca Dei et Populi (Com Deus e O povo). As garrafas de niágara branca e da niágara rosada, que trazem no rótulo anjos barrocos e o recorte de uma rua da histórica Tiradentes, são vendidas a R$ 10. Já a resistente seibel, criada para suportar as doenças que acometeram vinícolas no século 19, custa R$ 15 a garrafa.

Cravada no alto de uma colina, em posição estratégica em relação aos demais setores da vinícola, a casa feita de pedra evoca paisagem tipicamente italiana. O interior é amplo, formado por um grande salão e um pequeno bar, contrastando com barris e tonéis rústicos para a vinificação.

As janelas trazem o brasão da família Doberdo, o mesmo impresso no rótulo dos vinhos da ABN. O emblema é homenagem ao marechal do império austro-húngaro, José Breit Doberdo, bisavó de Kasznar. No porão, está instalada a adega totalmente abrigada da luz e protegida pela imagem de Santo Antônio.

É nesse cenário cheio de símbolos ligados à produção de vinho que o professor recebe convidados, amigos e futuros distribuidores das marcas Doberto e Dei et Populi. “Estamos buscando parceiros para colocar o vinho mineiro na praça”, explica Kasznar. A casa de pedra e o “autêntico vinho das Minas Gerais” também atrai turistas brasileiros e estrangeiros, que deixam impressões no livro de visitas. “Muito bom. Um produto do Brasil para o mundo”, escreveu Giorgio, italiano de Nápoli.

Fonte: Ricardo Beghini – Estado de Minas

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