Mundo dos Vinhos
Todas dicas sobre Vinhos e Enologia
31
mai

Um brinde ao vinho nacional

Postado em Notícias  por Marcelo Sem Comentários
MARTHA CAUSpx Um brinde ao vinho nacional

empty Um brinde ao vinho nacional

Com 114 prêmios no ano passado, setor vinícola do Brasil amplia cepas de uva e regiões produtoras

Caxias do Sul – Ao deparar com uma prateleira repleta de garrafas de vinhos de diversas variedades de uva, pense bem antes de optar por um importado de baixo valor. Você poderá deixar de lado muitas preciosidades elaboradas nas vinícolas da Serra e arriscar levar para casa um exemplar estrangeiro de qualidade inferior.

A presença de importados nas adegas dos apreciadores é inevitável e até recomendada, pois a diversidade existente no mundo vitivinícola está aí para ser explorada. Acontece que essa é a mesma razão pela qual as opções nacionais também devem ser incluídas na coleção.

Desde os anos 90, as cantinas da Serra vêm evoluindo a cada ano, perseguindo a qualidade exigida nas rodas internacionais do segmento. Tanto que, no ano passado, os vinhos e espumantes nacionais conquistaram 114 prêmios ou menções honrosas nos 21 concursos em que participaram. Neste ano, já foram abocanhados outros 37, em sete premiações. Os espumantes merecem inclusive destaque especial: representam em torno de 55% das medalhas. Graças a eles, o Brasil entrou no rol dos melhores fabricantes mundiais do produto, disputando a preferência dos bebedores com países como França, Itália e Espanha. – Mesmo os italianos, que têm proseccos muito bons a preços baixos, não apresentam a mesma qualidade que os proseccos da nossa região – ressalta o diretor executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani.

Aliás, as exportações do produto são um bom contraponto para quem pensa que a produção nacional é inferior à dos demais países de tradição vitivinícola. No ano passado, as cantinas brasileiras remeteram seus produtos para cerca de 20 países.

- Temos uma grande diversidade de vinhos tanto em preço, variedade de uva e regiões produtoras – justifica Paviani.

A informação pode ser comprovada com uma olhada nos rótulos disponíveis nos supermercados. O tradicional cabernet sauvignon disputa espaço com mais de uma dezena de cepas de uva. A expansão da atividade também propiciou o aparecimento de outras regiões produtoras além da Serra, como a Campanha, a Serra do Sudeste e os Campos de Cima da Serra. A região serrana de Santa Catarina e o Nordeste brasileiro são outros exemplos. Essa diversidade amplia as chances de escolher um vinho que melhor se adapte ao paladar de cada consumidor.

Fonte: ClicRBS

10
mai

Rio sediará a 1ª Jornada Internacional do Vinho

Postado em Dicas, Eventos  por Marcelo Sem Comentários
Este ano o Rio de Janeiro vai sediar a 1ª Jornada Internacional do Vinho, um misto de festival cultural e feira setorial voltado para profissionais e todos os interessados em vinho. A jornada, que acontece entre os dias 8 e 11 de agosto, deve reunir 9 mil visitantes nos quatro dias.

O ingresso para o público externo será de R$ 25. Já para sommeliers, restaurateurs, distribuidores, varejistas, estudantes de eno-gastronomia e consultores a entrada será franca. Os estandes de expositores reunirão produtores, associações, importadoras e grandes marcas. Haverá também workshops, alguns exclusivamente para profissionais e outros também para o público, com palestrantes de renome internacional.

O último dia do evento coincide com o primeiro dia a 50ª edição do Conotel (Congresso Nacional de Hotelaria), que após anos volta a ser realizado no Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 13 de agosto. Os dois eventos serão realizados no Centro de Convenções Sulamérica e os participantes de ambos poderão se beneficiar com a troca de informações e da oportunidade de conhecerem um pouco mais os mercados.

Mais informações: (21) 2178-2315 ou www.escalaeventos.com.br

Fonte: Folha do Turismo

4
mai

Como encarar o sommelier

Postado em Curiosidades, Dicas, Histórias  por Marcelo Sem Comentários

Por Suzana Barelli

EXAME Nessa noite, ele quer impressionar. O romântico jantar foi marcado com semanas de antecedência num dos melhores restaurantes da cidade. Couvert? Claro. Uma taça de espumante? Por que não? Tudo vai nos conformes até que chega a temida hora: o sorridente sommelier inicia sua abordagem, entrega uma imensa carta de vinhos, com mais de 1 000 rótulos, e aguarda pacientemente uma decisão. Os minutos começam a passar lentamente. Perdido entre tantas opções, sem saber se pedir um vinho barato é uma vergonha, temendo que um rótulo caro demais coloque a conta no vermelho, há quem sue frio e lamente em segredo não poder pedir o bom e velho uísque. A saída encontrada por muitos é simplesmente apontar rapidamente para o primeiro nome conhecido da carta. “Muitos vêem o sommelier como inimigo, aquele que está lá para empurrar um vinho caríssimo”, diz Manoel Beato, responsável pelos vinhos do grupo Fasano. “Embora esse tipo exista, a função do sommelier é ajudar, não aterrorizar.”

A solução para o impasse é tornar o sommelier um aliado. Responsável pelo serviço das bebidas, ele conhece — ao menos teoricamente — todos os rótulos listados ali e sabe como harmonizá-los com as receitas da casa. O primeiro passo para ter o sommelier a seu lado é afinar a linguagem. O mundo do vinho tem um vocabulário próprio, peculiar. Suave, por exemplo, é uma bebida doce, com açúcar residual, e não um vinho levinho, como muitos imaginam. Frutado, para o sommelier, é uma bebida mais perfumada, como aquelas elaboradas com as uvas gewürztraminer e moscato. “Às vezes, o consumidor pede um vinho leve, mas quer um tinto redondo, macio e, principalmente, encorpado”, diz Beato. “É preciso traduzir o cliente.” Ou, mais precisamente, traduzir o sommelier.

Embora as características do vinho sejam importantes para definir o que vai acompanhar o jantar, o que atormenta a cabeça dos comensais é, quase sempre, o preço. O medo é passar vexame caso o sommelier indique um vinho fora do alcance do bolso. Como ninguém gosta de bradar quanto está disposto a pagar, os mais experientes recomendam o uso de frases cifradas que passem o recado. Comentários sobre suas preferências pessoais ajudam. Podem ser informações simples, como “tomei um Valpolicella que me agradou” ou “aprecio vinhos da Borgonha, como o Romanée-Conti”. No primeiro caso, a mensagem é que o consumidor quer um vinho tinto de corpo médio e não está disposto a gastar mais que 70 ou 80 reais na garrafa. No segundo, o comensal está preocupado com o rótulo, quer tomar um dos grandes vinhos da carta e não liga para o preço (a safra 2001 do Romanée-Conti está à venda nas importadoras no Brasil por 8 900 reais a garrafa). “Outra dica é escolher por país: se é um jantar mais simples, peço um chileno ou argentino, sempre mais baratos. Caso contrário, procuro entre os franceses”, afirma Joseph Tutundjian, presidente da Winner Comércio Internacional. São formas indiretas de definir o preço de um vinho sem ter de falar abertamente, à mesa, quanto quer gastar.

Seria simples, mas o fato é que há, realmente, grande número de malandros espalhados pelos restaurantes do país — que tiram proveito da insegurança dos incautos para lucrar um pouco mais. “Muitos profissionais não respeitam as regras mais básicas”, diz Manuel Luz, coordenador do curso de sommelier profissional da Associação Brasileira de Sommeliers. Ele próprio uma vez foi surpreendido pelo preço de uma dose de vinho do Porto cobrado na conta. “Pedi uma taça para acompanhar a sobremesa e não olhei o preço”, afirma. O profissional serviu uma taça de um Porto 30 anos que custava mais que todos os pratos da casa. O normal, nesses casos, é servir uma taça de Porto Ruby, mais acessível. “Exemplos como esse infelizmente contribuem para a lenda de que o sommelier quer empurrar o vinho mais caro”, diz Luz.

SOMMELIER À PROVA
Os especialistas indicam alguns cuidados para manter a guarda alta. “Peça sempre mais de uma opção ao sommelier e preste atenção se ele coloca maior ênfase na garrafa mais cara ou na mais barata”, afirma Hélio Duarte, diretor executivo de relações institucionais do HSBC e consumidor de vinho para lá de exigente. Duarte também desconfia quando o profissional insinua que a bebida escolhida não combina com o menu e sugere outra garrafa numa faixa de preço mais alta. Ou insiste muito num vinho específico — pode ser um sinal de que ele está querendo forçar a barra.

Há outras maneiras de testar o sommelier. Antes de ir ao restaurante, o cliente pode preparar algumas perguntas específicas (para as quais saiba as respostas, claro). Se o profissional souber responder, bom sinal. O comensal também pode pedir pratos para os quais já conhece a harmonização com o vinho e solicitar uma sugestão para conferir a capacidade do sommelier. Se ele passar na prova, começa a merecer a confiança do cliente. No entanto, se o profissional aproveitar a deixa para exibir seus supostos conhecimentos, dizendo que um vinho é mais amadeirado ou fez a fermentação malolática em barricas, cuidado. Pode ser a maior roubada. Em situações como essas, não se incomode em ignorar a recomendação do sujeito. Afinal, quem vai pagar a conta é você.

1
mai

A escolha nos jantares de negócios

Postado em Combinação, Dicas  por Marcelo Sem Comentários
EXAME

Em poucos momentos a definição sobre qual vinho escolher é tão complicada quanto nos almoços e jantares de negócios. Coadjuvante importante, a garrafa não pode roubar a cena, mas também não pode passar despercebida. É um rótulo mais difícil de ser escolhido, mas o anfitrião não deve perder muito tempo na definição de qual branco ou tinto pedir e, menos ainda, indicar quanto quer gastar na frente de seu convidado. “Cada vez mais clientes me ligam antes para definir o vinho”, afirma Manoel Beato, do Fasano, em São Paulo. Pelo telefone, há mais tempo para pensar nas alternativas e analisar os rótulos disponíveis na carta. E, principalmente, é mais fácil informar sem rodeios quanto se está disposto a pagar. Há quem prefira pedir para enviar a carta de vinhos por fax para estudá-la com calma. Mas isso ainda é uma raridade entre os clientes brasileiros.

Combinado com antecedência, o serviço de vinho ganha em qualidade. Há rótulos que pedem a decantação antecipada, o que é impossível fazer quando o cliente já está à mesa. Nesses casos, o sommelier consegue se planejar e decantar o vinho antes, além de garantir que a bebida estará na temperatura correta e que tem garrafas suficientes para a ocasião. Outra saída é chegar 15 minutos antes dos convidados para conversar com o sommelier. Assim, quando o jantar começar, o anfitrião pode sugerir o vinho com segurança — e até dar ares de entendido. Responsável pela carta de A Figueira Rubaiyat, em São Paulo, com seus 1 170 rótulos e quase 40 páginas, Fabiano Fernandes Aurélio conta que nesses casos seu conselho é um só: não pedir muitos rótulos e se concentrar em um ou dois vinhos, no máximo, para o jantar inteiro. “Vários vinhos diferentes tiram a atenção da conversa principal”, diz ele. E, para quem quer fechar negócio, nada pode ser pior.

21
abr

Universidade usa cegos para melhorar vinho na Espanha

Postado em Curiosidades, Notícias  por Marcelo Sem Comentários
Da BBC

A Universidade de La Rioja está usando cegos em um projeto que visa melhorar a qualidade do vinho produzido na tradicional região vinícola da Espanha.

De acordo com o professor de Enologia Gonzalo Gonzalo, os deficientes visuais conseguem detectar problemas de aroma e paladar mais cedo do que máquinas que usam processos químicos tradicionais.

Isso permite que as imperfeições do vinho seja corrigidas antes, melhorando o resultado final.

“Não é que os cegos tenham os sentidos mais desenvolvidos. O que acontece é que, ao ter que suprir a falta de um deles, eles acabam se concentrando mais nos outros”, disse à BBC Brasil Gonzalo, co-autor do projeto.

“Se você quiser se concentrar para ouvir uma música, por exemplo, fechando os olhos vai conseguir focar seus sentidos ali. Assim é como funcionam os sentidos dos deficientes”, completou o professor.

Por acaso

O método foi descoberto por acaso nos laboratórios da universidade, quando um professor convidou um amigo cego para um teste de vinhos.

Os pesquisadores notaram, então, que o cego definia os picos de intensidade de aroma de cada vinho antes e com mais detalhe do que os processadores convencionais.

Atualmente, duas turmas de cegos participam dos processos de avaliação das características do vinho.

“A intenção é que os cegos cheguem a elaborar vinhos baseando-se nos processos químicos combinados com seus instintos”, explicou Gonzalo.

Os pesquisadores também descobriram que mulheres cegas têm mais facilidade para as análises químicas dos vinhos, por terem o olfato mais aguçado do que os homens, sobretudo em em dias de ovulação e durante a gravidez.

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