Mudança climática pode afetar o gosto do vinho
“Em Minas, havia fazendeiros com até 170 hectares de videiras”, conta o professor de economia Istvan Karoly Kasznar, ao lembrar que os primeiros vinhedos brasileiros foram introduzidos por padres jesuítas e bandeirantes paulistas quase dois séculos antes do decreto fulminante da rainha. O professor, como é conhecido pelos funcionários da Vinícola Agrocultura Biguá Nandalina (ABN), em Andrelândia, região da Mantiqueira, no Sul de Minas, iniciou o engarrafamento, na quarta-feira, da primeira leva comercial do vinho da marca Doberdo, produzido com a sofisticada cabernet sauvignon, originária de Bordeaux, Sudoeste da França, apontada como a rainha das uvas tintas.
Com aromas de amoras maduras e pimenta verde, temperados por ervas finas, a cabernet de Andrelândia, comercializada a R$ 100, a garrafa, ficou quase dois anos armazenada em tonéis de carvalho e garapeira. Nesse primeiro trabalho de envase serão 4 mil unidades de 700ml cada.
Em dezembro, quando a vinícola recebeu licença do Ministério da Agricultura, Kasznar já havia engarrafado a bebida produzida a partir de outra uva cobiçada em todo mundo: a sirah, também originária dos campos franceses. A mais nova vinícola brasileira faz experiências ainda com pinot noir, san giovese e merlot. “Todas as mudas são da França e Itália e aquelas compradas no Brasil têm origem francesa”, ressalta Kasznar.
Carioca, filho de húngaros e doutor em gestão de negócios pela Universidade da Califórnia (EUA), ele tem duas paixões. A primeira é lecionar economia. A segunda, a vitivinicultura, que aprendeu a gostar ainda criança, ao descobrir os segredos da atividade com enólogos da Catalunha, Espanha, país onde morou dos sete aos 13 anos. Kasznar, que tem biblioteca com mais de 2,8 mil livros e revistas especializadas sobre o tema, é um dos responsáveis pelo renascimento da produção de vinhos finos em Minas.
VIDEIRAS Nas terras da vinícola, localizada a sete quilômetros do núcleo urbano de Andrelândia, o professor plantou parreiras em 22 hectares, dos 136 da propriedade. Ao redor das videiras, foram cultivados 5 mil pés de nozes macadâmia. Rica em selênio, indicada para equilibrar o nível de colesterol no organismo humano, são as parreiras, no entanto, as maiores beneficiadas pelo cinturão verde. As nogueiras evitam que ventos fortes danifiquem os pés de uva e proporcionam rendimento a mais para o negócio.
Embora a intenção principal do professor seja fabricar “vinhos mineiros de qualidade superior”, a ABN dedicou 10% da produção à linha la brusca, denominação das uvas das quais se extraem os vinhos populares da marca Dei et Populi (Com Deus e O povo). As garrafas de niágara branca e da niágara rosada, que trazem no rótulo anjos barrocos e o recorte de uma rua da histórica Tiradentes, são vendidas a R$ 10. Já a resistente seibel, criada para suportar as doenças que acometeram vinícolas no século 19, custa R$ 15 a garrafa.
Cravada no alto de uma colina, em posição estratégica em relação aos demais setores da vinícola, a casa feita de pedra evoca paisagem tipicamente italiana. O interior é amplo, formado por um grande salão e um pequeno bar, contrastando com barris e tonéis rústicos para a vinificação.
As janelas trazem o brasão da família Doberdo, o mesmo impresso no rótulo dos vinhos da ABN. O emblema é homenagem ao marechal do império austro-húngaro, José Breit Doberdo, bisavó de Kasznar. No porão, está instalada a adega totalmente abrigada da luz e protegida pela imagem de Santo Antônio.
É nesse cenário cheio de símbolos ligados à produção de vinho que o professor recebe convidados, amigos e futuros distribuidores das marcas Doberto e Dei et Populi. “Estamos buscando parceiros para colocar o vinho mineiro na praça”, explica Kasznar. A casa de pedra e o “autêntico vinho das Minas Gerais” também atrai turistas brasileiros e estrangeiros, que deixam impressões no livro de visitas. “Muito bom. Um produto do Brasil para o mundo”, escreveu Giorgio, italiano de Nápoli.
Fonte: Ricardo Beghini – Estado de Minas
Falando na 2.ª Conferência sobre Vinho e Alterações Climáticas, realizada em Barcelona, Gore admitiu que a indústria do vinho mostrou iniciativas significativas num curto período de tempo.
«Sei o trabalho que deu quando há dois anos muitos dos operadores da indústria do vinho não queriam compreender a realidade da crise climática e o efeito sobre todos nós», revelou o ex-candidato à Casa Branca. Gore mencionou alguns produtores que adoptaram estratégias que vão ao encontro da mudança para a utilização de energias mais limpas e cuidados com a aplicação de fertilizantes, deixando, no entanto, o recado de que «ainda há muito trabalho a fazer. Para os que exercem a sua actividade nesta indústria deixo esta mensagem: temos de responder a esta crise. Ela existe e está a crescer».
Fonte: Hipersuper
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou: a partir de agora os vinhos brasileiros passam a ser servidos em eventos oficiais do Palácio do Planalto. E foi além afirmando que devemos valorizar o que se produz no Brasil servindo vinhos nacionais a todas as autoridades estrangeiras no país.
Por solicitação do presidente, foi elaborada uma carta de vinho com 40 rótulos. A seleção contou com a participação de várias entidades ligadas ao mundo da uva e do vinho no Brasil: ABE, Agavi, Fecovinho, Ibravin, Uvibra e Embrapa. Foram seis meses de pesquisa criteriosa.
A seleção do presidente possui 17 tintos, seis brancos, sete espumantes, cinco espumantes moscatel, dois vinhos de sobremesa e três sucos de uva.
O presidente Lula, ao receber a carta de vinhos, afirmou que deseja ser parceiro do vinho brasileiro para que a bebida esteja nas mesas de todo o mundo. Afirmou ainda que o vinho nacional, mesmo concorrendo com os produtos de tradição milenar, é de muita qualidade.
Seria bom que a parceria começasse a se concretizar com a diminuição da carga tributária, um dos grandes adversários da concorrência de preços com argentinos e chilenos subsidiados.
Como se explica que um vinho brasileiro custe aqui quase o dobro do que em alguns países da Europa e da América do Sul, onde são comercializados? Aguardamos respostas.
Os vinhos do presidente
Os tintos
• Cabernet Sauvignon
Dezen, Don Dionysius, Maestrale, Marco Luigi, Mioranza, Ouro Negro e Terrasul
• Merlot
Don Abel Premium, Merlot Terroir e Reserva Panizzo
• Tannat
Gheller
• Ancellota
Milantino
• Assemblage
Gran Lovara, Paralelo 8 Super Premium, Salton Talento, Valmarino Reserva da Família e Villa Francioni
Os brancos
• Chardonnay
Casa Valduga Gran Reserva, Quinta do Jubair e Santa Colina Premium
• Chenin Blanc
Botticelli
• Pinot Grigio
Fortaleza do Seival
• Moscato Giallo
Reserva Giacomin
Os espumantes
• Brut
Aurora, Cave Geisse, Chandon Excellence, Cordelier, Marson, Peterlongo e Salton Evidence
• Moscatel
Courmayeur, Monarca, Oremus, Panizzon e Peterlongo
• Os vinhos de sobremesa
Reggio di Castela e Terranova
• Os sucos de uva
Aliança, Sinuelo e Suvalan
Fonte: BOM DIA
Saca-Rolhas
Vinhos de Andrelândia
A estância hidromineral de Andrelândia, no sul de Minas, no alto da Mantiqueira, começa a se inscrever no mapa vitivinícola brasileira. Um projeto desenvolvido na Vinícola ABN (Agrocultura Biguá-Nandalina) colhe os seus primeiros frutos e apresenta duas linhas de produtos: Doberto e Dei et Populli. As castas produzidas são Cabernet Sauvigon, Syrah, Pinot Noir, além das híbridas Seibel e Goethe. No projeto também há Riesling Itálica, Sauvignon Blanc e Merlot.
Expo Vinis 2008
No período de 28 a 30 de abril haverá o 12º Salão Internacional do Vinho – a Expo Vinis Brasil 2008. No evento são apresentados os novos lançamentos dos vinhos que estarão no mercado, bem como raridades ainda desconhecidas do público brasileiro e que poderão ser degustados com os produtores. Haverá horário especial para os profissionais e para o consumidor em geral. O local do evento será o Transamerica Expo Center.
Almaviva
O vinho Almaviva é um dos mais conceituados do Chile. Resulta de um projeto desenvolvido pela tradicional Vinícola Concha y Toro com a vinícola francesa Baron Philippe de Rothschild. As uvas são cultivadas em vinhedos de 50 hectares localizadas em Puente Alto, Pirque. Ali são plantadas Carmenère, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Petit Verdot.
Vinho da Semana
Don Giovanni Chardonnay – 2007: um ótimo vinho da tradicional vinícola, apresentando um aroma de frutas cítricas e toques de madeira, mel e coco. Na boca mostra um bom volume, acidez em equilíbrio e boa persistência. Muito refrescante. Avaliação: 80/100. Preço: R$ 18.
Fonte: Jornal Bom Dia
Informa ainda o comunicado que a Rússia está na mira do investimento, assim como o Japão e Estados Unidos da América, sendo este último, um mercado para onde estão voltadas grandes atenções e expectativas do sector pelo crescimento do volume de exportações e pelas margens que permite às empresas. A promoção também decorrerá em Portugal até porque o mercado nacional está em reconversão.
Fonte: Agencia Financeira de Portugal
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