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	<title>Mundo dos Vinhos &#187; Chilenos</title>
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	<description>Todas dicas sobre Vinhos e Enologia</description>
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		<title>Surazo, um chileno que n&#227;o tem pressa</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 18:38:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Chilenos]]></category>
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		<description><![CDATA[Revista VEJA Os vinhos sul-americanos costumam ser lançados assim que as uvas são esmagadas, fermentadas e jogadas para dentro da garrafa em forma líquida, certo? É a lei que rege o ciclo de vida destes vinhos de consumo imediato. Não para Don Emilio de Solminihac, proprietário e enólogo da vinícola chilena Santa Mônica. Seus rótulos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Revista VEJA</p>
<p>Os vinhos sul-americanos costumam ser lançados assim que as uvas são esmagadas, fermentadas e jogadas para dentro da garrafa em forma líquida, certo? É a lei que rege o ciclo de vida destes vinhos de consumo imediato. Não para Don Emilio de Solminihac, proprietário e enólogo da vinícola chilena Santa Mônica. Seus rótulos, batizados no Brasil e na Inglaterra de Surazo, não rezam por esta cartilha. Eles descansam mais tempo na adega antes de serem lançados nas prateleiras. Tratam-se de brancos que não têm pressa e tintos que sabem aguardar seu melhor momento.</p>
<p> <span id="more-144"></span>
</p>
<p>Surazo é o vento que corta os vinhedos da região do Vale do Rapel, onde está o Santa Monica. Ele&#160; retarda o amadurecimento das uvas, aumentando a concentração do sabor e aroma dos vinhos. O nome&#160; exibido no rótulo retrata a origem e o estilo da bebida.</p>
<p>&#160;<a href="http://www.mundodosvinhos.com/wp-content/uploads/2009/06/vinhos02100609.jpg"><img title="vinhos02-100609" style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: block; float: none; margin: 0px auto 5px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" height="226" alt="vinhos02100609 thumb Surazo, um chileno que n&atilde;o tem pressa" src="http://www.mundodosvinhos.com/wp-content/uploads/2009/06/vinhos02100609_thumb.jpg" width="170" border="0" /></a> Don Emilio Solminihac é o simpático senhor da foto acima, uma mistura do ator Jack Palance com traços do ex-presidente do período militar, Garrastazu Médici. A voz no entanto é pausada e suave, como se espera de douto com um título Don atrelado ao nome. Ele foi o primeiro sul-americano formado em enologia pela Universidade de Bordeaux, em 1952, e foi discípulo do pai de todos os enólogos, o francês Emile Peynaud. Solminihac carrega a tradição do velho mundo, onde o costume de aguardar os vinhos evoluir é uma escolha&#160; natural. Ou era. Don Emílio sabe que o consumidor hoje em dia não tem paciência para aguardar o amadurecimento da bebida e é rápido no saca-rolha. Resolve o problema segurando ele mesmo seus vinhos na adega. Isso é uma raridade.</p>
<p>&#160;</p>
<p><strong>Os vinhos</strong></p>
<p><img style="display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto" hspace="0" src="http://veja.abril.com.br/comer-e-beber/colunista/vinho/imagens/vinhos01-100609.jpg" border="0" title="Surazo, um chileno que n&atilde;o tem pressa" alt="vinhos01 100609 Surazo, um chileno que n&atilde;o tem pressa" /></p>
<p>A linha mais básica, o varietal <strong>Surazo Cabernet Sauvignon</strong> (R$ 35,00), pode muito bem entrar no panteão dos bons e baratos. Um degrau acima, o corte <strong>Surazo Reserva 5 Big Reds</strong> (R$ 46,00) – cabernet sauvignon (40%),&#160; merlot (30%), carmenère (20%), syrah (5%) e malbec (5%) &#8211; é o chamado pau pra toda obra e vai bem com vários tipos de pratos: desce redondo (opa, isso não é cerveja?), é&#160; macio e tem uma presença de fruta atraente e persistente na boca. Ambos são da safra de 2003. Veja bem, 2003 e não 2006, 2007&#8230;</p>
<p>Perguntado se a carmenère é uva símbolo chilena, Don Emílio relativiza: “É uma uva muito recente, ainda conheço pouco”. Ele dá preferência à merlot. “A carmenère é muito sensível, pede uma graduação alcoólica de no mínimo 14 graus”, explica. As uvas, a propósito, são colhidas a mão, o que facilita a seleção dos cachos de acordo com o estilo do vinho, dos mais ligeiros aos de qualidade superior.</p>
<p>Na linha de tintos de alta qualidade, o <strong>Gran Reserva Cabernet Sauvignon e Merlot</strong> (R$ 131,00) vem com ano de 2002 carimbado no rótulo. Antes de chegar na sua taça, o bicho ficou interagindo com uma barrica francesa por 18 meses o que conferiu uma boa concentração e estrutura parruda, além de uma amplitude de aromas bem diversificada, principalmente aqueles herdados da madeira (tostado, baunilha, defumado) e das frutas mais maduras. Até o branco da linha <strong>Surazo </strong>varietal, o <strong>Chardonnay </strong>(R$&#160; 35,00), não é um recém-nascido, como de praxe. É de 2006. </p>
<p>Mas emblemático mesmo desta filosofia é o <strong>Surazo Reserva Especial. A</strong> safra comercializada é de <strong>1993</strong> (R$ 68,00). Uau! Um tinto envelhecido em grandes barris, depois em madeiras menores, seguido de tanques de aço inoxidável e por fim hiberna na garrafa. É o rótulo mais antigo ainda em linha disponível no Chile. Bom, taí um estilo de vinho que merece passar por um decanter antes de abastecer sua taça. Mas depois de tudo que escrevi sobre este jarra metida à besta no post anterior, você não vai levar a recomendação a sério, não é?&#160;&#160; <br /><strong>Quem traz:</strong> <a href="http://www.portomediterraneo.com.br/vinhos.php">Importadora Porto Mediterrâneo</a></p>
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